Partidos aglutinam forças para as eleições municipais de 2024

A notória mobilização dos partidos evidencia que a largada da corrida eleitoral de 2024 já aconteceu. As reuniões têm ocorrido, visando traçar as estratégias, na intenção de apresentar as formações de chapa, e eleger o maior número possível de prefeitos, vices e vereadores. Recentemente, o Partido Social Democrático (PSD), mostrou grande poder de mobilização durante encontro em Florianópolis. Neste encontro, a curiosidade foi ver a participação de lideranças de outras siglas, como do União Brasil e Podemos.

Encontro do União Brasil

O encontro estadual do União Brasil, em Florianópolis, na última quinta-feira (6) é prova disso. A julgar, também, pela presença de lideranças de outras siglas, está evidenciada a junção de forças para fortalecer a participação no pleito de 2024.

Encontro do UB em Florianópolis Foto: Karina Bittencourt

O PSD, retribuiu a presença dos líderes do UB, no encontro recente. O prefeito de Chapecó, João Rodrigues e o presidente Eron Giordani, ocuparam lugar de destaque na mesa. Assim como o deputado Antídio Lunelli, do MDB. Está sendo formada uma grande frente. O objetivo é conquistar o maior número possível de prefeituras, incluindo, nomes, nas Câmaras de Vereadores.

Com o slogan “O destino do Brasil nas mãos das cidades”, somente o União Brasil estabeleceu a meta de eleger no mínimo 30 prefeitos e cerca de 300 vereadores, sem contar os vice-prefeitos. Chama atenção no UB, as diversas coordenações: UB Mulher, UB Esporte, UB Juventude, e também a UB Cristã. Novos encontros serão realizados em outras regiões do Estado. 

PSD em Lages

O Partido Social Democrático (PSD), em Lages terá muitas dificuldades para emplacar um sucessor, em virtude das complicações judiciais envolvendo o atual prefeito Antonio Ceron (Foto), na Operação Mensageiro. Tem vereador do Partido apenas esperando a janela partidária para migrar a outra sigla. Isolado, o PSD e seus seguidores, amargam forte rejeição.

E, por falar em Antonio Ceron, as próximas seções ordinárias da Câmara de Vereadores serão decisivas para o futuro dele no cargo. Afastado e detido em prisão domiciliar, há grande chance de que seja aprovado o requerimento para abertura do processo de impeachment, apresentado pelo relator da Semasa, Jair Junior (Podemos). São necessários nove votos, dos 16, para admissibilidade. Agora, ser impichado realmente, é outra questão.

Deputados do MDB dialogam com liderança do Podemos

A deputada estadual Paulinha (Podemos), tem tido notadamente papel fundamental na construção de uma proposta associativa, para iniciar os trabalhos em 2023. O gabinete dela, segundo informações da própria assessoria, é um entra e sai de lideranças políticas.

Esta semana, até mesmo a dupla emedebista, o deputado reeleito, Carlos Chiodini, e o deputado estadual eleito, Antídio Lunelli se reuniram com a deputada. Os assuntos são diversos. Vão deste o momento político, e obviamente, sobre as conjecturas para a composição da próxima Mesa Diretora do Parlamento.

Paulinha deixou claro que além de ter afinidades pessoais e partidárias com Chiodini e Lunelli, estarão no mesmo projeto na Alesc. Conversas nesse sentido podem sim definir a Presidência da ALESC, e que passa pelo interesse direto de MDB. Por outro lado, Paulinha lembrou que o Podemos, com Camilo Martins e Lucas Neves, deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura, está fechado e afinado.

Foto: Valquíria Guimarães

Principais convenções no sábado

Penso que as principais convenções partidárias de Santa Catarina ocorreram no sábado (23).  Foram nove convenções. A mais tranquila, creio, deve ter sido a da composição de Gean Loureiro (UB), Eron Giordani (PSD), e de Raimundo Colombo, (PSD), na cabeça de chapa, composta e alinhada bem mais cedo.

A do MDB, mais conturbada, gerava certa expetativa. Completamente rachado, o partido acabou cedendo à proposta de ser coadjuvante, na posição de vice, de Carlos Moisés (Republicanos), que também ratificou no sábado, a sua candidatura à reeleição. O MDB tinha a opção de abraçar a candidatura própria com o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli.

Udo Döhler, Paulinha e Carlos Moisés

Seja como for, sem consenso interno, os convencionais optaram mesmo pela homologação do empresário de Joinville, Udo Döhler, dando ao deputado federal Celso Maldaner, a oportunidade de concorrer ao Senado.

O Novo também homologou seus candidatos e vai de chapa pura com Odair Tramontin e Ricardo Althoff, como vice.

Política por Santa Catarina

A política em Santa Catarina segue basicamente sem grandes definições, embora a maioria dos postulantes ao cargo de governador já tenham exposto suas faces. Exceção apenas, a composição entre os nomes ligados ao União Brasil, com o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro e Eron Giordani, PSD, com Raimundo Colombo, ao Senado.

As demais siglas ainda não encontraram as parcerias certas, e mantêm as negociações. Entre elas, a curiosa indefinição que pesa entre o governador Carlos Moisés e o possível vice. Uma briga que promete. Agora, Antídio Lunelli, descartado da possibilidade de ser o vice de Moisés, volta à condição de pré-candidato e o MDB irá se arrastar a um desfecho inesperado, por muitos. Além disso, neste mesmo grupo, há briga interna para que seja apontado um nome para concorrer ao Senado. Também indefinidas as composições do PT, do PL, ou do PP.

Antídio Lunelli do MDB pode ser o vice de Moisés

O MDB catarinense avança nas tratativas para dar ao ex-prefeito de Jaraguá do Sul, e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, Antídio Lunelli (Foto) uma nova perspectiva no pleito de outubro, ou seja, se encaixando como vice de Carlos Moisés (Republicanos).

O martelo ainda não foi batido nesse ponto. Há outras pendências que a Executiva precisa ajustar, como por exemplo a intenção do presidente do partido, o deputado federal Celso Maldaner para ser indicado ao Senado, em detrimento a outros interessados. São, por hora, pretensas articulações.

Dentro do MDB, prevalece a soberba de se considerar um grande partido e ter de se submeter a um nanico, no caso, o Republicanos, de Moisés. Tudo indica, que as definições devam acontecer durante a convenção do Partido, previamente marcada para o dia 5 de agosto.

MDB sinaliza apoio a Moisés

Os rumos do maior partido de Santa Catarina para o pleito de 2022 estão em compasso de definição. Fritado, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, acabou desistindo da candidatura. Estava tentando escalar uma montanha sem cordas. Mais ou menos isso.

Diante das novas conjecturas dentro do MBD, a sinalização evidente é de que estará junto na tentativa de reeleição de Carlos Moisés (Republicanos), com a indicação do vice. Lunelli, talvez seja encaixado numa saída mais honrosa, com a possível indicação ao Senado.

O que se sabe, é que o presidente Ceslo Maldaner e o deputado federal Carlos Chiodini, aliado de Lunelli, já se reuniram com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para ajustar detalhes para o fechamento da aliança.

Maldaner já convocou o diretório estadual para reunião no dia 13, para discutir e decidir quais os rumos que o partido deve seguir, porém, nesta altura, a aliança com Moisés parece estar já selada. 

Foto: Reprodução DI Regional

MDB: decisão de apoio a Moisés será somente em convenção

Mesmo sem a participação de todos os integrantes da Executiva do MDB, se deu, na manhã desta terça-feira (31), em Florianópolis, a reunião de parte dos integrantes, visando deliberar a decisão de apoiar a reeleição do governador Carlos Moisés (Republicanos).

A deputada Ada de Luca, 3ª vice-presidente do MDB, presidiu a reunião da executiva que convocou o diretório estadual. Rodolfo Espínola/Agência AL

Presidida pela deputada federal Ada de Luca, que é a 3ª vice-presidente da Executiva, a reunião deliberou apenas que irá tomara a decisão definitiva na convenção marcada para o dia 5 de agosto. Será o momento em que decidirão ou não pela coligação, e se for o caso, definir se vai de vice ou não, e ainda confirmar um nome ao Senado na chapa majoritária.

Conforme previsto, não estiveram presentes Antidio Lunelli, o presidente Celso Maldaner, os ex-deputados Edinho Bez (1º vice-presidente) e Ronaldo Benedet (vogal).

O MDB vive o drama do racha interno, sem que haja consenso antecipado, na intenção de se juntar a Carlos Moisés, que por zua vez já andou sondando o nome do ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler.

Há nesse entremeio de indefinições, o nome do deputado estadual Moacir Sopelsa para vice, caso oficialize a união do MDB com o Republicanos, além da vaga para Senador. Seja como for, tudo permanece sem avanço, nem mesmo a candidatura oficial de Antídio prevista inicialmente para o dia 11 de junho (Fonte: Roberto Azevedo)

Panorama político e a complexa situação do MDB/SC

Em que pesem todos os problemas internos e as indefinições do MDB catarinense, a tomada de decisões visando o pleito de outubro deverá influir de alguma forma. O maior partido de Santa Catarina está dividido e em crise. Longe do protagonismo vivido em tempos passados e recentes.

Pré-candidato ao governo pelo MDB, Antídio Lunelli

Está numa retaguarda, sem saber qual o caminho a seguir, por mais que tenha um nome tentado firmar a posição como pré-candidato ao Governo. Antídio Lunelli sacrificou o cargo de prefeito de Jaraguá do Sul, ainda no início do mandato. No entanto, a atitude dele está a ponto de ser sacrificada, com possível decisão da Executiva.

E, caso defina pelo apoio à reeleição de Carlos Moisés, indicando, quem sabe, o vice, que pode ser ou não o ex-prefeito, Lunelli estará fora do jogo. Há quem sugere que o vice de Moisés seja o deputado estadual Moacir Sopelsa.

Deputado estadual Moacir Sopelsa, MDB, cotado para vice de Carlos Moisés (Foto: Agência Alesc)

Assim, nesta terça-feira, em reunião da Executiva, pelo que se sabe, haverá um ponto final quanto ao rumo a ser seguido. Tudo indica que o anúncio será mesmo o da aliança com o governador, e tomada das demais decisões para compor a chapa majoritária.

O MDB na condição que está, será o fiel da balança neste próximo pleito. Por fim, acredito que as definições do Partido não serão de consenso, seja qual for o lado a ser seguido. O racha é evidente.