Política por Santa Catarina

A política em Santa Catarina segue basicamente sem grandes definições, embora a maioria dos postulantes ao cargo de governador já tenham exposto suas faces. Exceção apenas, a composição entre os nomes ligados ao União Brasil, com o ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro e Eron Giordani, PSD, com Raimundo Colombo, ao Senado.

As demais siglas ainda não encontraram as parcerias certas, e mantêm as negociações. Entre elas, a curiosa indefinição que pesa entre o governador Carlos Moisés e o possível vice. Uma briga que promete. Agora, Antídio Lunelli, descartado da possibilidade de ser o vice de Moisés, volta à condição de pré-candidato e o MDB irá se arrastar a um desfecho inesperado, por muitos. Além disso, neste mesmo grupo, há briga interna para que seja apontado um nome para concorrer ao Senado. Também indefinidas as composições do PT, do PL, ou do PP.

Antídio Lunelli do MDB pode ser o vice de Moisés

O MDB catarinense avança nas tratativas para dar ao ex-prefeito de Jaraguá do Sul, e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, Antídio Lunelli (Foto) uma nova perspectiva no pleito de outubro, ou seja, se encaixando como vice de Carlos Moisés (Republicanos).

O martelo ainda não foi batido nesse ponto. Há outras pendências que a Executiva precisa ajustar, como por exemplo a intenção do presidente do partido, o deputado federal Celso Maldaner para ser indicado ao Senado, em detrimento a outros interessados. São, por hora, pretensas articulações.

Dentro do MDB, prevalece a soberba de se considerar um grande partido e ter de se submeter a um nanico, no caso, o Republicanos, de Moisés. Tudo indica, que as definições devam acontecer durante a convenção do Partido, previamente marcada para o dia 5 de agosto.

MDB sinaliza apoio a Moisés

Os rumos do maior partido de Santa Catarina para o pleito de 2022 estão em compasso de definição. Fritado, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, acabou desistindo da candidatura. Estava tentando escalar uma montanha sem cordas. Mais ou menos isso.

Diante das novas conjecturas dentro do MBD, a sinalização evidente é de que estará junto na tentativa de reeleição de Carlos Moisés (Republicanos), com a indicação do vice. Lunelli, talvez seja encaixado numa saída mais honrosa, com a possível indicação ao Senado.

O que se sabe, é que o presidente Ceslo Maldaner e o deputado federal Carlos Chiodini, aliado de Lunelli, já se reuniram com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para ajustar detalhes para o fechamento da aliança.

Maldaner já convocou o diretório estadual para reunião no dia 13, para discutir e decidir quais os rumos que o partido deve seguir, porém, nesta altura, a aliança com Moisés parece estar já selada. 

Foto: Reprodução DI Regional

MDB: decisão de apoio a Moisés será somente em convenção

Mesmo sem a participação de todos os integrantes da Executiva do MDB, se deu, na manhã desta terça-feira (31), em Florianópolis, a reunião de parte dos integrantes, visando deliberar a decisão de apoiar a reeleição do governador Carlos Moisés (Republicanos).

A deputada Ada de Luca, 3ª vice-presidente do MDB, presidiu a reunião da executiva que convocou o diretório estadual. Rodolfo Espínola/Agência AL

Presidida pela deputada federal Ada de Luca, que é a 3ª vice-presidente da Executiva, a reunião deliberou apenas que irá tomara a decisão definitiva na convenção marcada para o dia 5 de agosto. Será o momento em que decidirão ou não pela coligação, e se for o caso, definir se vai de vice ou não, e ainda confirmar um nome ao Senado na chapa majoritária.

Conforme previsto, não estiveram presentes Antidio Lunelli, o presidente Celso Maldaner, os ex-deputados Edinho Bez (1º vice-presidente) e Ronaldo Benedet (vogal).

O MDB vive o drama do racha interno, sem que haja consenso antecipado, na intenção de se juntar a Carlos Moisés, que por zua vez já andou sondando o nome do ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler.

Há nesse entremeio de indefinições, o nome do deputado estadual Moacir Sopelsa para vice, caso oficialize a união do MDB com o Republicanos, além da vaga para Senador. Seja como for, tudo permanece sem avanço, nem mesmo a candidatura oficial de Antídio prevista inicialmente para o dia 11 de junho (Fonte: Roberto Azevedo)

Panorama político e a complexa situação do MDB/SC

Em que pesem todos os problemas internos e as indefinições do MDB catarinense, a tomada de decisões visando o pleito de outubro deverá influir de alguma forma. O maior partido de Santa Catarina está dividido e em crise. Longe do protagonismo vivido em tempos passados e recentes.

Pré-candidato ao governo pelo MDB, Antídio Lunelli

Está numa retaguarda, sem saber qual o caminho a seguir, por mais que tenha um nome tentado firmar a posição como pré-candidato ao Governo. Antídio Lunelli sacrificou o cargo de prefeito de Jaraguá do Sul, ainda no início do mandato. No entanto, a atitude dele está a ponto de ser sacrificada, com possível decisão da Executiva.

E, caso defina pelo apoio à reeleição de Carlos Moisés, indicando, quem sabe, o vice, que pode ser ou não o ex-prefeito, Lunelli estará fora do jogo. Há quem sugere que o vice de Moisés seja o deputado estadual Moacir Sopelsa.

Deputado estadual Moacir Sopelsa, MDB, cotado para vice de Carlos Moisés (Foto: Agência Alesc)

Assim, nesta terça-feira, em reunião da Executiva, pelo que se sabe, haverá um ponto final quanto ao rumo a ser seguido. Tudo indica que o anúncio será mesmo o da aliança com o governador, e tomada das demais decisões para compor a chapa majoritária.

O MDB na condição que está, será o fiel da balança neste próximo pleito. Por fim, acredito que as definições do Partido não serão de consenso, seja qual for o lado a ser seguido. O racha é evidente.

Colombo e Antídio tiveram boa conversa em Florianópolis

As conversações entre os nomes da política catarinense, e que ambicionam o cargo de governador tem tido uma sequência de conversações.

Na manhã desta terça-feira (19), o ex-governador Raimundo Colombo se encontrou em seu escritório em Florianópolis com o ex-prefeito de Jaraguá do Sul Antídio Lunelli, pré-candidato ao Governo pelo MDB.

Colombo e Antídio trataram do atual cenário político e das eleições majoritárias de outubro de 2022.

Depois do encontro em Florianópolis, Colombo seguiu para Criciúma, onde participa ainda nesta terça de reunião com equipe do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e o senador Esperidião Amin.

Raimundo está sendo assertivo. Tem buscado dialogar com as pessoas influentes e que poderão lhe dar sustentação ao projeto da candidatura ao Governo.

Foto Alexandre Lenzi

MDB mantém porta aberta à filiação de Carlos Moisés

O MDB catarinense parece não ter consenso sobre o nome do prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, para ser o representante do Partido na briga pelo Governo do Estado, neste próximo pleito. Há muitas divergências e contrariedades internas.

Os membros do Partido ainda querem discutir melhor o assunto, em reunião depois do período de Carnaval. Segundo alguns, não há aceite na “imposição” do nome dele, feita pelo presidente da Executiva, o deputado federal Celso Maldaner.

Como a prévia não aconteceu, partidários argumentam de que não há embasamento legal para sustentar o nome de Antídio.

Muitos ainda visualizam a possibilidade de ter o governador Carlos Moisés, no quadro, como sendo a ideia mais viável. Portanto, parece só caber ao próprio governador a se decidir. O aceno do MDB está mais do que dado.

MDB tem em Antídio Lunelli a pré-candidatura ao Governo

O MDB surpreende. Na verdade, deixa a impressão que está buscando se encontrar. Penso que, desde que o líder Luiz Henrique da Silveira faleceu, o partido ficou sem leme, e, até hoje, não consegue o balanço ideal para navegar em águas calmas.

Até dias atrás, alguns nomes como o do deputado federal Celso Maldaner, ou do senador Dário Berger, do prefeito de Guarujá do Sul, Antídio Lunelli, e mais recente, do deputado estadual Valdir Cobalchini estavam “pareados” para participar das prévias, e apontar um na corrida pelo Governo do Estado.

Mas, nesta última quarta-feira (16), uma reviravolta, a partir da desistência dos demais, sobrou então somente o nome do prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli, (foto) que acabou sendo confirmado, pela Comissão Eleitoral das prévias do MDB, como pré-candidato emedebista para disputar as eleições de 2022 ao governo de Santa Catarina.

Tudo segue o que prevê a Resolução 001/2022, no artigo 5, parágrafo 7, de que, em não havendo mais nomes à candidatura, e sim, apenas um candidato inscrito não haverá eleição prévia. Portanto, automaticamente fica proclamado como sendo o pré-candidato.

Por outro lado, os desdobramentos disso tudo, rendem outras avaliações. Pois, o MDB também tem figuras dentro do atual governo. E, imagino, algo mais específico envolvendo o partido, nestas eleições com a participação direta do governador Carlos Moisés.

Foto: Portal SC em Pauta