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O manifesto dos empresários do segmento de transporte público atende à solicitação da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade que pediu ao setor um estudo aprofundado de medidas que possam ser implementadas na volta das atividades.
Diante disso, o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) e o Sebrae-SC enviaram ofício ao secretário Thiago Augusto Vieira sugerindo um conjunto de medidas de segurança que permita a liberação do transporte coletivo.

O documento, encaminhado ontem, segunda-feira (18), foi assinado pelos presidentes da FIESC, Fecomércio, Faesc, Fetrancesc, FCDL, Facisc e Fampesc.
As medidas defendidas pelas entidades:
1 – As empresas de transporte deverão providenciar, diariamente, a higienização dos veículos de transporte público urbano, no momento de sua chegada ou saída das garagens;
2 – Nos terminais de ônibus urbanos, obrigatoriamente, deverá ser adotado procedimento de higienização dos respectivos veículos de transporte;
3 – Todos os veículos deverão trafegar com as janelas abertas ou, na impossibilidade, deverão ser adotados meios de circulação do ar que garanta seu fluxo de renovação contínuo;
4 – A lotação máxima de cada veículo será de até 70% de sua capacidade;
5 – Todos os terminais e veículos deverão disponibilizar recipientes com álcool em gel 70% para uso indistinto do público em geral;
6 – Obrigatoriamente, todos os cobradores e motoristas deverão usar máscara de forma permanente;
7 – Será obrigatório o uso de máscara pelos usuários do transporte coletivo urbano;
8 – Proibir o uso dos veículos urbanos às pessoas com mais sessenta (60) anos de idade, por pertencerem, naturalmente, ao grupo de risco;
9 – Deixar sob a responsabilidade de cada município a elaboração do regulamento de funcionamento de seus respectivos terminais, quando houver.
Por fim, a partir dessas sugestões, o segmento do transporte público passa a aguardar uma posição do Governo do Estado para que possa retornar às atividades. Pois, foi a partir de uma proposta para que o segmento estudasse as melhores medidas para a proteção de colaboradores e usuários, é que o Estado voltaria a analisar a possibilidade da retomada dos serviços.
Por outro lado…
A ACIL recebeu da Transul a tese de que essa proposta de operar o transporte com 70% da lotação é equivocada e não atende às necessidades de sobrevivência das empresas do setor.
Em todo o Brasil, as empresas estão operando com 100% de ocupação de bancos, e cita como exemplo, inclusive, que em Campo Grande admite-se até 7 pessoas em pé e em Porto Alegre até 10 pessoas em pé. Este é o único ponto ainda divergente que precisa ser mais bem discutido.
(Foto: Divulgação)



