Obras na SC-370 serão retomadas em fevereiro

A mobilização contra a paralisação das obras de pavimentação da SC 370 deu resultado. A Secretaria da Infraestrutura e Mobilidade acaba de informar que a SC-370, entre Rio Rufino e Urubici, na Serra catarinense, desde a sua concepção, é uma via em leito estrutural e é importante salientar que a empresa responsável pela obra se comprometeu, junto ao secretário Jerry Comper, a retomar os trabalhos a partir de 1° de fevereiro de 2024.

Explicação

A SIE explica que o prazo ocorre porque, no apagar as luzes do governo passado, em 2022, essa obra teve sua autorização concedida sem previsão orçamentária, sem as licenças necessárias e sem as revisões orçamentárias. Essas etapas são imprescindíveis numa obra dessa magnitude. “Com as desapropriações, o valor chega a ser investido ali é de quase R$ 200 milhões”, afirma o secretário.

Foto: Julio Cavalheiro / Arquivo Secom

Paralisação das obras na SC-370

Repercutiu bastante a fala da prefeita de Urubici, Mariza Costa, a respeito da interrupção das obras na SC 370, entre Urubici e Rio Rufino.

O assunto também mexeu com o deputado Lucas Neves (Podemos), que se mostrou surpreso com o fato, e de imediato foi em busca de esclarecimento, junto à Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade.

Recebeu como resposta, do próprio secretário Jerry Comper, a informação de a paralisação foi solicitada pela empresa devido a pendências administrativas, incluindo problemas ambientais e a remoção de postes.

A alegação é de que a empresa, se tivesse que manter o contrato, aumentaria os custos administrativos, e, portanto, inviabilizariam a continuidade da obra. Diante disso, optou-se pela paralisação até a resolução das pendências, evitando prejuízos.

Seja como for, é importante esta fiscalização para que o imbróglio seja resolvido o mais rápido possível.

Foto: divulgação/assessoria

Empresários se manifestam pela liberação do transporte público

O manifesto dos empresários do segmento de transporte público atende à solicitação da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade que pediu ao setor um estudo aprofundado de medidas que possam ser implementadas na volta das atividades.

Diante disso, o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) e o Sebrae-SC enviaram ofício ao secretário Thiago Augusto Vieira sugerindo um conjunto de medidas de segurança que permita a liberação do transporte coletivo.

O documento, encaminhado ontem, segunda-feira (18), foi assinado pelos presidentes da FIESC, Fecomércio, Faesc, Fetrancesc, FCDL, Facisc e Fampesc.

As medidas defendidas pelas entidades:

1 – As empresas de transporte deverão providenciar, diariamente, a higienização dos veículos de transporte público urbano, no momento de sua chegada ou saída das garagens;

2 – Nos terminais de ônibus urbanos, obrigatoriamente, deverá ser adotado procedimento de higienização dos respectivos veículos de transporte;

3 – Todos os veículos deverão trafegar com as janelas abertas ou, na impossibilidade, deverão ser adotados meios de circulação do ar que garanta seu fluxo de renovação contínuo;

4 – A lotação máxima de cada veículo será de até 70% de sua capacidade;

5 – Todos os terminais e veículos deverão disponibilizar recipientes com álcool em gel 70% para uso indistinto do público em geral;

6 – Obrigatoriamente, todos os cobradores e motoristas deverão usar máscara de forma permanente;

7 – Será obrigatório o uso de máscara pelos usuários do transporte coletivo urbano;

8 – Proibir o uso dos veículos urbanos às pessoas com mais sessenta (60) anos de idade, por pertencerem, naturalmente, ao grupo de risco;

9 – Deixar sob a responsabilidade de cada município a elaboração do regulamento de funcionamento de seus respectivos terminais, quando houver.

Por fim, a partir dessas sugestões, o segmento do transporte público passa a aguardar uma posição do Governo do Estado para que possa retornar às atividades. Pois, foi a partir de uma proposta para que o segmento estudasse as melhores medidas para a proteção de colaboradores e usuários, é que o Estado voltaria a analisar a possibilidade da retomada dos serviços.

Por outro lado…

A ACIL recebeu da Transul a tese de que essa proposta de operar o transporte com 70% da lotação é equivocada e não atende às necessidades de sobrevivência das empresas do setor.

Em todo o Brasil, as empresas estão operando com 100% de ocupação de bancos, e cita como exemplo, inclusive, que em Campo Grande admite-se até 7 pessoas em pé e em Porto Alegre até 10 pessoas em pé. Este é o único ponto ainda divergente que precisa ser mais bem discutido.

(Foto: Divulgação)