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A Câmara de Vereadores, ou melhor, 50% dos vereadores, deram exemplo ao votar contra o projeto 024/2015 que previa a redução do desconto do Imposto Territorial Urbano (IPTU), dos atuais 18 para 10%.
Na prática, a redução do desconto no pagamento em cota única, existente há muito tempo na forma da Lei, significaria um ganho de 8%. Uma ninharia no computo da arrecadação anual do Município.

Assim, a Sessão Extraordinária estendida pela manhã e à tarde desta segunda-feira (21) foi épica. E, no final, a votação terminou empatada com 8 votos contra e outros 8, a favor, e, levando em conta uma abstenção (vereador David Moro) e a ausência de Adilson Padeiro, a votação não atingiu o número necessário (10 votos), e foi arquivado.
O interessante é o fato de que outros vereadores da base do governo também entenderam a repercussão negativa que representaria a aprovação do projeto e votaram contra, caso do vereador Elói Bassin, por exemplo.
Por fim, o percentual de contribuintes em condições de pagar em cota única é muito pequeno, o que passou a não interessar mais ao Município. Já a maioria opta pelo parcelamento, sem o desconto.
Agora resta aguardar pelos carnês, com a previsão de que sejam distribuídos para o pagamento no começo de abril.
Concluindo, acho que foi um tiro no pé do Executivo. Acabou se queimando gratuitamente, ao tentar mexer com que estava quieto e funcionando.



