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É sabido que a liberação ou autorização para que alguém possa efetivamente caçar os javalis, e, devido à complexa burocracia, a intenção é abreviar o trâmite e o tempo que a regularização leva, em cerca de um ano e meio, fazendo com que grupos de caça possam atuar no problema.
O deputado Gabriel Ribeiro que promoveu, inclusive, audiência pública, em Lages, para debater a questão e ir em busca de solução, adianta que, mesmo que um grupo de caçadores tenha o registro de armas e esteja inscrito em clube de tiro, é necessária uma autorização para a caça dos javalis.
O problema é que as lavouras na Serra Catarinense e em outras regiões de Santa Catarina seguem sendo destruídas pelos animais.
Formulários
O deputado enviou formulários de autorizações para o Sindicato Rural de Lages e encaminhará outras para entidades similares e secretarias da Agricultura da região, que podem disseminar os formulários em seus municípios.
A ideia é que não se perca tempo com a tramitação para a habilitação do produtor e que os grupos de caçadores registrados façam o abate. O produtor rural assina a autorização para a caça e busca a homologação no órgão ambiental.
Este documento será portado pelos caçadores e evitará a apreensão de armas no deslocamento até a propriedade. O caçador precisa comprovar o destino e o objetivo de seu deslocamento.
Plantio da safra
Com o contato com grupos de caça, o deputado Gabriel Ribeiro pretende apurar os primeiros abates de javalis, tendo em vista que está começando o plantio das culturas de verão.
Esses animais fuçam a terra semeada, desenterram os grãos e comem o adubo que contém sal. Estima-se em 70 mil o rebanho destes animais na Serra Catarinense.
Estes bichos que entraram na Serra Catarinense e começam a se expandir por outras regiões do Estado, são originários da Europa, Ásia e Norte da África. Habitam bosques onde podem se esconder, e atuam em áreas plantadas. Durante o dia, o animal costuma ser sedentário, mas à noite percorre longas distâncias, entre dois e 14 quilômetros.




