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A possibilidade de isso realmente acontecer tem provocado protestos em diversos lugares do Brasil.
Em Lages, na Serra Catarinense, um manifesto contrário ao projeto foi realizado na tarde desta terça-feira.
A preocupação é que as famílias percam a estrutura especializada para o ensino de estudantes especiais.
O governo diz que o objetivo dessa mudança é incentivar a inclusão nas escolas regulares, mas para os profissionais da área, os exemplos de inclusão se mostraram ineficazes.
O movimento recebeu a adesão de alguns vereadores
A justificativa é de que alunos especiais precisam de atendimento especial e nas Apaes eles têm isso de graça, incluindo aula individual com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, atividades esportivas, algo que é considerado difícil de executar no ensino regular.
O pior de tudo é que o texto foi modificado propondo cortar os repasses do governo federal para as Apaes depois de 2016, fazendo com que as associações fechem as portas.
Está muito clara a posição de alunos e de familiares. Mexer no que está funcionando bem é só para criar problemas.
Creio que os autores do projeto estão muito equivocados a respeito. As famílias não querem a mudança. Então, por que razão levar adiante uma ideia equivocada e que só trará transtorno.
Cortar a verba das Apaes soa como provocação. Basta analisar os gastos para a manutenção de salários e demais mordomias dos parlamentares. É preciso dizer não à proposta.
Importante dizer que os funcionários são treinados e a profissionalização deles tem dado resultado. Abrir mão desse atendimento e levá-los para salas de aula comuns pode causar danos irreversíveis, sem falar do desemprego em massa de especialistas e funcionários.
Ninguém é contra a inclusão, que fique claro. O que se discute é a atenção ideal que as crianças precisam nas escolas públicas e particulares.
O país se une contra o projeto.



