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A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o aço e alumínio brasileiros é uma ameaça concreta à indústria de Santa Catarina. Embora o estado não seja o maior exportador desses produtos no país, a dependência do mercado americano é significativa. Cidades como Joinville, Chapecó e Jaraguá do Sul concentram empresas que vivem da exportação de metais e derivados — e que agora correm o risco de perder contratos e mercados.

A estimativa de perdas diretas ultrapassa os US$ 60 milhões anuais, mas o impacto real pode ser muito maior, com reflexos sobre empregos, arrecadação e investimentos. É fundamental que o governo federal atue com urgência na diplomacia comercial, buscando exceções ou alternativas. Santa Catarina não pode pagar a conta de uma guerra comercial que não provocou.
Inércia perigosa em Brasília
Diante da ameaça concreta das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre o aço e alumínio brasileiros, o que se vê em Brasília é um silêncio incômodo. Santa Catarina, fortemente dependente da exportação desses produtos para o mercado americano, já sente o risco de retração, perda de contratos e demissões no setor metalúrgico.
O governo federal, no entanto, ainda não apresentou uma reação firme, nem no campo diplomático, nem no apoio aos estados mais afetados. Essa inércia é perigosa. Cada dia sem resposta acelera o prejuízo. Santa Catarina não pode ser vítima da lentidão política diante de um problema comercial urgente.



