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O governador Jorginho Mello (PL), não atendeu à “convocação” do Governo Federal para discutir nesta quinta-feira (31), em Brasília, a PEC da Segurança, a fim de formalizar um “pacto” contra o crime organizado. O discurso é interessante, porém, a proposta trata da centralização e controle da União das polícias em todo o Brasil. O crime organizado, é bem verdade, precisa de novas políticas de combate.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quer com a PEC, ampliar a participação da União. A intenção do governo é integrar as polícias, reforçar o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e aumentar as responsabilidades da União. Em suma, criar uma nova Polícia comandada pela esfera federal, se utilizando da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A questão é polêmica, pois, tira os poderes dos estados no controle das forças de segurança.
O pensamento de Jorginho
Em Chapecó, nesta quinta-feira (31), onde o governador Jorginho participou de assinatura de termo de mútua colaboração em ciência, tecnologia e inovação, e, durante entrevista à imprensa, disse não concordar com a proposta da PEC da Segurança.

Afirmou que Santa Catarina não tem como proibir, mas não concorda em alterar a constituição para criar mais uma polícia. Ressaltou que as forças policiais de Santa Catarina têm força e autonomia.
Disse ainda que quer do Governo Federal é que ele devolva uma parcela maior do dinheiro que é enviado aos cofres da União, para que possa investir aqui na compra de equipamentos para polícia e fazer mais treinamentos. “Agora, criar uma outra polícia para que Santa Catarina fique subordinada a outros comandos, eu não concordo, e nosso Estado não vai ser parceiro disso, em hipótese nenhuma”, ressaltou.




