Ministério Extraordinário na Reconstrução do RS. Era preciso?

Share this

O objetivo da criação do Ministério Extraordinário de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, é mais aparente do que prático, no meu entender.

Bases aliadas e opositores criticaram a criação do novo Ministério, formalizando um ato político e com interesses nas eleições de 2026.

A posse do ministro e jornalista gaúcho Paulo Pimenta (PT), vai além dos interesses de atuar como intermediador e coordenador de uma estrutura administrativa para ações federais no estado assolado pela calamidade, num prazo previsto, primeiramente, até fevereiro de 2025. Obviamente, há por trás de tudo, um interesse político explícito.

Tanto, que surgiram críticas, inclusive, dos partidos das bases aliadas do Governo e dos adversários. É notória, portanto, a confirmação de Pimenta, no cargo criado, no contexto de tê-lo como candidato ao governo do RS, em 2026.

A atuação dele, no entanto, irá determinar ou não a condição política futura. Justamente quando mais se tenta despolitizar a tragédia das enchentes, um ato administrado pelo próprio Presidente Lula, estimula a reação política formalmente, com direito a sorrisos para foto e aplausos.

Na tentativa de minimizar o impacto das críticas, Paulo Pimenta disse que não vai interferir nas ações do governador Eduardo Leite, e que vai atuar em conjunto, de forma suplementar ao estadual na interligação com as prefeituras. É esperar para ver.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.