Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Carnaval do Rio

O desfile da Acadêmicos de Niterói, que foi ao Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou forte debate político sobre suposta propaganda eleitoral antecipada em benefício de Lula, que já anunciou intenção de concorrer à reeleição em outubro de 2026.

Crédito: Alex Ferro | Riotur

O tema e a forma como a vida e trajetória política do presidente foram exibidos, incluindo referências ao número 13, associado ao PT, levaram partidos e políticos de oposição a mover ações e representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegando irregularidades.

 Rebaixamento da Acadêmicos de Niterói

Independente da controvérsia eleitoral, a Acadêmicos de Niterói acabou sendo rebaixada do Grupo Especial do Carnaval carioca para a Série Ouro em 2027.

Acadêmicos de Niterói – Foto: Marco Terranova | Riotur

A escola, que era estreante neste ano na elite do carnaval, terminou em último lugar da apuração e não conseguiu notas suficientes nos quesitos técnicos (como evolução, harmonia, alegorias etc.), o que resultou na queda de divisão.

O rebaixamento foi amplamente destacado na imprensa e até comentado por políticos e vira “meme” nas redes sociais

Carnaval X Política

O Carnaval sempre foi espaço de manifestação política, mas o contexto atual impõe uma discussão mais profunda. Em ano eleitoral, um desfile financiado com recursos da União e dos Estados, com exaltação direta de uma liderança política no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, levanta questionamentos legítimos sobre os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

Na imagem, o último carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, com uma estátua gigante de Lula./ Foto: Poder 360

O ponto central não é a expressão cultural em si, mas o uso indireto de dinheiro público em um espetáculo que, na prática, pode funcionar como promoção política em larga escala, com alcance nacional e impacto eleitoral evidente.

A controvérsia ganha ainda mais peso diante do histórico recente, quando adversários políticos enfrentaram restrições rigorosas em nome do equilíbrio do pleito. O que está em jogo não é o Carnaval, mas a coerência institucional.

Oposição reage

A reação da oposição foi imediata. Parlamentares e lideranças classificaram o episódio como “grave distorção do uso de recursos públicos”, argumentando que a estrutura financiada pelo contribuinte não pode servir de vitrine para enaltecer uma figura política específica em período pré-eleitoral.

Também defendem que o caso seja analisado pela Justiça Eleitoral, sob o argumento de possível promoção pessoal indevida com potencial de influenciar o eleitorado. Para esses críticos, permitir tal prática abriria um precedente perigoso, no qual eventos culturais financiados pelo Estado poderiam ser instrumentalizados como ferramentas indiretas de campanha.

Nos bastidores, a cobrança central é por isonomia. A oposição sustenta que, se há rigor na fiscalização de manifestações consideradas propaganda irregular em outros contextos, o mesmo critério deve ser aplicado quando a promoção ocorre em eventos de grande visibilidade e com financiamento público.

O debate, portanto, ultrapassa o desfile e alcança o próprio compromisso das instituições com a neutralidade e a igualdade de condições no processo eleitoral.

Convocações da CPMI do INSS deixam o governo acuado

A instalação da CPMI do INSS já mostrou que o governo não terá vida fácil. Logo de saída, a comissão pautou uma série de convocações incômodas: ex-ministros como Carlos Lupi e Carlos Gabas, além de dez ex-presidentes do Instituto.

Presidida por Carlos Viana, a CPMI deve receber nesta terça o plano de trabalho do relator, Alfredo Gaspar / Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Uma devassa que promete expor anos de falhas na gestão previdenciária, de diferentes governos. Resumidamente, um recado direto ao Planalto: a CPMI do INSS não será apenas técnica, mas um campo de batalha política capaz de atingir o coração do governo.

Mas o maior foco político está em outro nome: Frei Chico, irmão do presidente Lula e vice do sindicato envolvido no escândalo dos descontos irregulares em benefícios. Já são pelo menos sete pedidos de convocação, todos articulados pela oposição. A base governista, aflita, tenta blindá-lo. Não apenas pelo parentesco com Lula, mas porque seu depoimento teria peso simbólico capaz de colocar o Planalto diretamente no centro da crise.

Oposição fortalecida

A CPMI, portanto, começa com um roteiro claro: desgastar o governo. E a oposição largou na frente ao garantir a presidência com Carlos Viana (Podemos-MG) e a relatoria com Alfredo Gaspar (União-AL). O Planalto perdeu a queda de braço na formação da comissão e agora tenta conter danos.

O desafio é que o caso ultrapassa as fronteiras de gestão e alcança o campo político. O escândalo envolve bilhões em descontos não autorizados e uma rede de sindicatos, convênios e contratos nebulosos. A cada novo nome convocado, cresce o risco de que a narrativa se consolide: a de que o INSS foi loteado e mal administrado por anos.

Governo emparedado

O governo, que apostava numa comissão técnica e controlada, vê-se diante de uma arena política. E com a convocação de Frei Chico no horizonte, o desconforto sobe à temperatura máxima. Afinal, se ele for ouvido, a CPMI deixará de ser apenas sobre o INSS e passará a ter um protagonista involuntário: o próprio presidente da República.

Viagem à Washington: improviso e omissão do Planalto

A ida dos senadores brasileiros a Washington para tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelos EUA ao aço, alumínio e outros produtos nacionais soa mais como espetáculo político do que como uma estratégia diplomática séria. A imprensa nacional e internacional tem criticado: a comitiva chegou tarde, mal articulada e com pouco peso político para mudar qualquer decisão da Casa Branca.

Comitiva de senadores deu início a série de encontros em Washington para tratar do tarifaço de Trump / Foto: Samyra Galvão/Gab. Senador Nelsinho Trad

As tarifas já estão em vigor, e não há sinal de que o governo americano esteja disposto a abrir exceções. Enquanto isso, nossos parlamentares se esforçam para garantir encontros protocolares, fotos e agendas de última hora que dificilmente terão efeito prático. O Brasil, mais uma vez, parece ter perdido o timing.

Responsabilidade 

Parte dessa responsabilidade recai sobre o próprio presidente Lula. Em vez de liderar uma ofensiva diplomática consistente, preferiu gastar energia atacando Donald Trump em discursos, reforçando um clima de confronto desnecessário. Enquanto o governo norte-americano atua com pragmatismo em defesa de seus interesses, o Planalto age como se a retórica resolvesse problemas comerciais.

Mais grave ainda é que essa crise parece não preocupar o Governo Federal. Em vez de buscar um diálogo real com Washington, Lula acena com a possibilidade de “ajustar” o alinhamento das exportações brasileiras com outros mercados, especialmente a China, movimento que pode ampliar o distanciamento com os EUA e gerar novos atritos comerciais.

Reflexos no Brasil

Enquanto isso, senadores até tem tido algumas reuniões em Washington, porém, setores produtivos brasileiros já sentem o impacto do chamado “Tarifaço”, com risco real de queda nas exportações, fechamento de fábricas e perda de empregos. O que está em jogo é a credibilidade do Brasil no comércio internacional, e ela está sendo corroída pela falta de planejamento e liderança do governo federal. Enfim, de certa forma, a viagem dos senadores é uma tentativa de reverter a crise.

Lula veta integralmente aumento de deputados na Câmara Federal

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei que aumentaria o número de deputados federais de 513 para 531. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 17 de julho.

Motivo do veto: Lula alegou contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade da proposta. Segundo ele, o projeto geraria um impacto orçamentário de cerca de R$ 65 milhões por ano, sem estimativa completa de compensações financeiras. Disse ainda que medida também poderia afetar os orçamentos estaduais, já que o número de deputados estaduais é proporcional ao de federais.

Contexto político

A proposta foi aprovada pelo Congresso como resposta a uma decisão do STF, que exigia a redistribuição das cadeiras com base no Censo de 2022. Para evitar a perda de cadeiras em alguns estados, o Congresso optou por aumentar o número total de deputados.

Uma pesquisa da Genial/Quaest mostrou que 85% dos brasileiros são contra o aumento de cadeiras na Câmara.

Próximos passos

O Congresso tem até 1º de outubro para analisar o veto. Caso o veto seja mantido, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será responsável por redistribuir as vagas, respeitando os limites constitucionais.

Festa do Pinhão e política entre os assuntos do Tema Livre

Com a aproximação da Festa Nacional do Pinhão, não poderia deixar de comentar de forma abrangente sobre o evento, e sobre o modelo adotado estado, além das perspectivas para o próximo ano. O programa vai ao ar na NETV às 21h30.

Também entro na questão política, caso da vinda do Presidente Lula à Santa Catarina nesta última quinta, 29, sobre as sessões itinerantes da Alesc e ainda o movimento envolvendo o PSD e o lançamento da pré-candidatura ao Governo do Estado, em 2026, do prefeito de Chapecó, João Rodrigues. Confira!

Horários do programa na NETV

Segundas (00:30h, 08:30h, 17:30h); Terças (04h, 15h, 19:30h); Quartas (10h, 20:30h); Quintas (07:30h,

15h); Sextas (10h, 21:30h); Sábados (02:30h, 14:30h), e nos Domingos (01:30h, 11h).

Na internet acesse: www.novaeratv.net.

Foto: Alair Sell

Passagem do Presidente Lula por Santa Catarina

Cheguei a dizer que o governador Jorginho Mello deveria estar presente nos atos em que o Presidente Lula participou nesta última quinta-feira (29), em Itajaí. No entanto, observando o cenário do ambiente, e quem esteve prestigiando, o governador Jorginho Mello (PL) se sentiria mais do que um “peixe fora da água”.

O evento, embora tenha tido um caráter oficial, também se transformou numa espécie de palanque, com pronunciamentos com tons críticos e eleitoreiros. Só por ter o nome citado algumas vezes, Jorginho foi vaiado. Dá para imaginar como seria, em estando presente.

Creio, que por estar bem informado, o Governador não foi apenas pela ideologia partidária liberal, o motivo da ausência. Preferiu cumprir agenda em São Lourenço do Oeste, para atender o Programa Santa Catarina Levada a Sério. Curiosamente, nem mesmo a vice Marilisa Boehem, ou secretários, estiveram entre as autoridades. Nem mesmo o prefeito Robison Coelho (PL), de Itajaí, compareceu.

A tribuna esteve composta apenas pelos pares petistas e dos demais ligados à esquerda. Em suma, um evento exclusivo do PT de Lula. Foram recrutados simpatizantes do Partido dos Trabalhadores de todo o Estado, e que chegaram em mais 20 ônibus. Foi o que garantiu um grande número de participantes.

Críticas e comparações

O ato não se resumiu na entrega oficial da retomada das operações do Porto de Itajaí. A cada fala uma crítica, tanto à gestão do Estado, quanto ao governo passado de Jair Bolsonaro. O superintendente do Porto, João Tavares, foi o primeiro a dar o tom crítico, falando em “tempos difíceis”, muito embora, segundo ele, o Porto de Itajaí tenha alcançado mais de R$ 1,3 milhão em tributos nestes primeiros meses de federalização.

Já o ministro de Portos e Aeroportos do Brasil, Sílvio Costa Filho falou sobre a “ingratidão” de Jorginho para com Lula. O Ministro é dos Republicanos, um partido aliado ao governo de Jorginho Mello. Lá estiveram alguns prefeitos, do PSD, caso de Liba Fronza, de Navegantes, e de Leonel Pavan, de Camboriú

Resumo oficial da presença de Lula em SC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, para participar da cerimônia de retomada das operações. O evento marcou o retorno da gestão do terminal portuário ao Governo Federal, que reassumiu o controle em janeiro deste ano.

Durante a visita, Lula anunciou investimentos de R$ 844 milhões para modernizar e ampliar a estrutura portuária. O presidente chegou ao estado pelo Aeroporto de Navegantes e seguiu para Itajaí de helicóptero. A cerimônia contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e outras autoridades.

Além dos investimentos, Lula também mencionou a criação da Autoridade Portuária de Itajaí S.A., uma empresa pública federal que será responsável pela administração do porto.

Fotos: Ricardo Stuckert/Secom-PR

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26ª Marcha dos Prefeitos

A 26ª Marcha dos Prefeitos está acontecendo esta semana em Brasília, reunindo milhares de gestores municipais para discutir temas como segurança pública, saúde, educação e renegociação de dívidas dos municípios.

Prefeitos voltam a Brasília para discutir problemas comuns com o orçamento dos municípios Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da abertura do evento nesta terça-feira (20), junto com ministros e parlamentares. Uma das principais pautas é a PEC 66, que propõe o parcelamento das dívidas previdenciárias dos municípios em até 25 anos, com impacto estimado em R$ 700 bilhões.

Além disso, os prefeitos buscam a criação de um fundo para garantir recursos a cidades que não recebem emendas parlamentares. O evento segue até quinta-feira (22) e deve contar com cerca de 12 mil participantes.

Influência no Congresso

A presença massiva dos líderes municipais promete intensificar as negociações e influenciar as votações em andamento. Temas importantes tramitam no parlamento. Entre eles, o debate sobre a isenção do IR, para pessoas físicas que ganham até R$ 5 mil mensais.

A intenção é ter o projeto aprovado até o dia 30 de setembro, e assim entrar em vigor em 2026. No entanto, a oposição trabalha forte para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está em fase de negociações.

Além disso, uma alternativa para a questão da anistia para os condenados do 8 de janeiro tem assegurado amplo debate. A pauta enfrenta resistência e líderes partidários trabalham para encontrar um texto que equilibre as demandas por justiça e reconciliação.