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A exemplo do que ocorreu com o ex-prefeito Elizeu Mattos, ocorreu com o ex-prefeito Raimundo Colombo, ou seja, questões passadas e pessoais fizeram parte dos questionamentos do relator. Raimundo não aceitou e rebateu.

Uma das questões foi sobre fato passado e já definido judicialmente a favor do depoente, mas que por alguma razão, o relator Jair Júnior interpelou, no caso da acusação de o ex-prefeito ter aparecido em planilhas de Caixa 2, envolvendo a empresa Odebrecht. Raimundo foi absolvido por falta de provas. Enfim, nada que possa colaborar para apurar os contratos terceirizados com a Semasa.
No meu entender, comprometeu a lisura do processo das oitivas que vinha se desenvolvendo bem, até então. O ex-prefeito e ex-governador chegou dizer que foi convidado, sem saber a razão. Raimundo saiu do sério e disse que acabou testemunhado um circo armado, pelo relator.

Acusações foram proferidas ao ex-prefeito, que o tiraram do sério. O relator queria saber a todo o custo se Raimundo tinha, tem ou teve envolvimento com a empresa Serrana. Mesmo, após inúmeras negativas do depoente.
A vereadora Katsumi Yamagushi, interviu, e afirmou que as oitivas feitas com Elizeu e agora com Raimundo, foram atos vergonhosos para a Comissão, com total evidência de desrespeito, justamente pelo fato de o relator ter trazido à tona, assuntos pessoais dos depoentes.
Por fim, Jair Júnior saiu totalmente fora do contexto e do objetivo da oitiva, ao perguntar sobre o apelido de Raimundo na planilha da Odebrecht. Somente isso praticamente desqualificou todo o trabalho desenvolvido até agora pela CPI.
De resto Raimundo respondeu naturalmente os motivos que o levaram, na época em que foi prefeito, em romper o contrato com a Casan, e instituir a Semasa, entre outros assuntos envolvendo iluminação pública e o aterro sanitário.
Confira aqui a oitiva completa com Raimundo Colombo
Imagens: reprodução



