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O inverno está chegando, e com ele a preocupação com os moradores de rua. Um problema que praticamente todos os municípios de Santa Catarina precisam enfrentar. Na Serra Catarinense, a questão é ainda mais séria, devido ao frio mais intenso. Noto, no entanto, que algumas cidades já estão trabalhando no atendimento de pessoas em situação de rua.

Em Blumenau, a Abordagem Social é o serviço que está nas ruas procurando abrigar e atender quem precisa. Também observei que o próprio prefeito Mário Hildrebrandt tem andado pelas ruas e conversando pessoalmente com pessoas que vivem em lugares impróprios. Tem encontrado usuários de droga, que negam ajuda, e preferem seguir como estão, pois, argumentam que arrecadam de R$ 100 a R$ 200 reais por dia, pedindo esmolas. É outro sério problema.
Segundo o prefeito, a doação de esmolas de parte da sociedade tem estimulado estas tristes situações. Lembro que o problema não ocorre unicamente em Blumenau. Falta, em Santa Catarina, uma política pública mais eficiente nesse quesito.
Hora, quem sabe, de o assunto chegar com mais força na Assembleia Legislativa, e que seja encontrado um mecanismo de apoio aos municípios. Por hora, o que se vê, são alternativas paliativas adotadas apenas no período de inverno. Tem sido assim, em Lages.
Exemplo de Chapecó
Em 2021, em Chapecó, o prefeito João Rodrigues determinou à Secretaria de Assistência Social que fizesse um diagnóstico preciso de quantas pessoas viviam em situação de rua e pediam esmolas. Um forte trabalho de resgate social apontou mais de 200 pessoas nessas condições.

Não lembro o número, mas uma parte foi encaminhada para postos de trabalho, outra para tratamento por ser dependente química, e até mesmo, uma parcela, reintegrada à família. E determinou assim, o fim das esmolas na cidade, e pediu que se alguém aparecesse pedindo, era para comunicar a Assistência, para que também fosse abordada e tivesse encaminhamento mais digno.
Confesso que não sei hoje se tudo isso ainda está funcionando dessa maneira em Chapecó. Na época, entrevistei pessoalmente a secretária de Assistência Social, Elisiane Sanches, e ouvi histórias comoventes.




