Share this
Dia desses ouvi o jornalista Alexandre Garcia falar de uma questão pertinente, e que me fez refletir. Lembrou algo peculiar, e que muitas vezes a gente deixa de lado, como se natural fosse. A referência se dá na eleição de legisladores, em qualquer esfera.
Pessoas escolhidas simetricamente pelo que propõem e pelo que representam na convicção do eleitor, assumem assim, nas Câmaras de Vereadores, nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados, e no Senado, a incumbência de ser desse eleitor, não só o representante, mas também de fiscalizador dos poderes.
A inversão se dá, quando tem o Executivo, o poder de trazê-los para o seu meio, transformando-os em seus “servos”, como secretários ou ministros. Portanto, passam a servir a outro propósito, distante da função indicada pelo voto.
Em suma, o eleitor perde seu representante, que passa a ter um novo exercício, com novas diretrizes, e um novo mandante. Um propósito amoral que tira de quem o elegeu, a legitimidade do voto.
Mesmo sendo legal, o eleitor deveria passar a observar melhor toda essa inversão de papel, e pensar se isso é mesmo legítimo ou normal. Se elegeu um Legislador ou um mero secretário ou ministro, cumpridor de ordens, justamente daquele que deveria fiscalizar.



