Vale a reflexão!

Dia desses ouvi o jornalista Alexandre Garcia falar de uma questão pertinente, e que me fez refletir. Lembrou algo peculiar, e que muitas vezes a gente deixa de lado, como se natural fosse. A referência se dá na eleição de legisladores, em qualquer esfera.

Pessoas escolhidas simetricamente pelo que propõem e pelo que representam na convicção do eleitor, assumem assim, nas Câmaras de Vereadores, nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados, e no Senado, a incumbência de ser desse eleitor, não só o representante, mas também de fiscalizador dos poderes.

A inversão se dá, quando tem o Executivo, o poder de trazê-los para o seu meio, transformando-os em seus “servos”, como secretários ou ministros. Portanto, passam a servir a outro propósito, distante da função indicada pelo voto.

Em suma, o eleitor perde seu representante, que passa a ter um novo exercício, com novas diretrizes, e um novo mandante. Um propósito amoral que tira de quem o elegeu, a legitimidade do voto.

Mesmo sendo legal, o eleitor deveria passar a observar melhor toda essa inversão de papel, e pensar se isso é mesmo legítimo ou normal. Se elegeu um Legislador ou um mero secretário ou ministro, cumpridor de ordens, justamente daquele que deveria fiscalizar.

Para refletir!

Parlamento: o nada e o muito

A função dos deputados é a de representar o povo, enquanto os senadores são representantes de seus respectivos Estados.

O período eleitoral é o tempo em que nos deparamos com uma nova escolha de políticos; que na verdade pouco representam nossos reais interesses. Especialmente, no Parlamento. O Senado e a Câmara dos Deputados, com poucas exceções, nada dignificam a representatividade. O curioso é o agora. Momento em que pesa a avaliação popular, e novamente todos se tornam obrigados a depositar o voto no menos pior. É neste período, unicamente, em que eles se voltam com ares de interesse pelo povo. Depois de eleitos, mesmo os novatos, logo são imbuídos ou abduzidos às benesses do cargo. E lá se vão pelo menos três anos somente tratando dos seus interesses pessoais.

A cada ano retorna a expectativa da possibilidade da larga renovação. E após o pleito, redobra a atenção ao índice dos novos que alcançaram êxito. Surge uma pífia esperança de que algo diferente possa corresponder, em meio aos congressistas, os anseios populares. Ressalto. Alguns até correspondem e fazem jus ao cargo. Por outro lado, infelizmente, a cada pleito, o povo confia cada vez menos em seus representantes políticos. Há uma vergonha entalada na garganta de cada eleitor. E, por mais que se fale, grite, aja, ou se manifeste nas ruas, não é ouvido. O clamor popular não conta mais.

O Parlamento é travestido de um poder único, em que cada deputado ou senador se intitula autoridade, e não se vê como “empregado do povo”. Basta observar as recepções por onde andam. São posicionados em mesas acima das pessoas, como se precisassem ser admirados, idolatrados. Se houvesse respeito e mudança a essa conduta, ao menos poderiam ser mais dignos de valorização. As eleições se aproximam. Mãos são apertadas, ocorrem abraços e demais afagos. Peculiarmente fala bonita e promessas é o que mais se observa. Enfim, o voto é a moeda mais valorizada, porém, apenas durante o período eleitoral. Uma vez eleito, o valor da moeda começa a mudar.

Quase um bilhão ao Fundo Partidário

Como bem lembrou o amigo Luiz Spuldaro, presidente da ACIL, em postagem no Facebook, em pleno Dia de Tiradentes, o povo brasileiro teve duas péssimas notícias:

1) O governador de Minas Fernando Pimentel concedeu a maior honraria do Estado, a medalha da Inconfidência, ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile.

2) Dilma sancionou o orçamento federal aprovando o aumento de R$ 289 milhões, que ela mesmo tinha mandado ao Congresso como Fundo Partidário, para 867 milhões.

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Luiz comenta

“Nós, com nosso imposto, dinheiro que falta à saúde, educação, etc., vamos entregar aos partidos políticos quase R$ 1 bilhão. Sem contar a propaganda partidária, à parte, que já pagamos. Para aguentar uma papagaiada sem sentido que nos dá náuseas.

Uma vergonha e um tapa na cara da Nação que está pagando mais imposto, mais a luz, mais os combustíveis, sofrendo com mais inflação e com a economia em baixa”.

Luiz pergunta: “Com tudo o que vem acontecendo de ruim neste país, como esse governo ainda resiste? QUE PAÍS É ESTE?”

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Concordo

Concordo com as colocações do Luiz. Com toda a crise que o País vive e o descrédito cada vez maior dos políticos, o novo valor R$ 867 milhões aprovado para o Fundo Partidário, é uma afronta ao povo.

Porém, Dilma e os partidos não querem nem saber, mesmo depois dos movimentos das ruas que foram contra exatamente por atitudes assim. Aliás, demonstram que não estão nem aí! A ciranda de benefícios em causa própria da classe política, continua.