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“Azul Linhas Aéreas não retorna mais para Lages”
Em entrevista ao Portal Lages Hoje e ao Blog de Paulo Chagas, o presidente da ACIL, Carlos Eduardo de Liz falou sobre diversos assuntos. Num deles, sobre o retorno da Azul Linhas Aéreas na Região, ele foi enfático ao afirmar que a empresa não retorna mais para Lages, porque o aeroporto local só comporta aeronaves de pequeno porte, e, apenas emergencialmente, permite o pouso de uma aeronave maior, mas de no máximo até 70 passageiros. Porém, a história muda quando se fala do Aeroporto Regional do Planalto Serrano, em Correia Pinto.
Para a consolidação de uma nova conjuntura operacional que possa devolver os voos que interliguem a Região com os grandes centros do Brasil, está sendo feito um trabalho de várias mãos dentro e fora da Associação Empresarial, inclusive, com a utilização de um interlocutor junto ao Governo do Estado, o adjunto da Casa Civil, o lageano Juliano Chiodelli. Paralelamente o processo de construção para o retorno dos voos na Serra tem também a participação da Prefeitura de Lages e da presidência da Câmara de Vereadores de Lages, através do vereador Gerson Omar dos Santos (PSD), entre outras lideranças regionais.

Azul retorna, mas só se for no novo aeroporto, em Correia Pinto
Todo esse envolvimento participativo resultou na aprovação de uma lei de incentivos na Alesc, encaminhada pelo deputado estadual Marcius Machado (PL). A Lei escrita e formalizada em Lages, propõe 54% de desconto nos combustíveis à companhia que mantiver no mínimo seis operações em aeroportos do Estado. Se forem quatro, o desconto cai para 37%. “Isso está resolvido. Pois, não adiantava ter a resolução de pista ou demais sistemas operacionais, se não tiver incentivo às empresas. Sem isso, elas simplesmente não vêm”, disse o dirigente da ACIL.
Carlos Eduardo ainda observa de que a empresa está voltando para alguns estados, caso do Rio Grande do Sul, justamente porque lá já havia uma lei de incentivos. Os avanços para a Região Serrana foram se sucedendo aos poucos, a exemplo da conquista da certificação. Além disso, da abertura das licitações para a melhoria do acesso; do indicador de Percurso de Aproximação de Precisão (Papi) e de uma Estação Meteorológica. “Diante dessas providências, a minha expectativa é de que dentro de no mínimo mais quatro meses, possamos ter voos comerciais operando aqui”, disse.

O aeroporto de Correia Pinto (SC): à espera da demanda (Agência RBS/)
Por fim salientou que os voos ainda não estão ajustados devido ainda à situação pandêmica do novo coronavírus, e que influencia na demanda, e não pela falta das particularidades das condições que estão sendo oferecidas. Portanto, as pessoas ainda não estão voando. Algo que deve mudar com o avanço das vacinações contra a Covid-19. “Para se ter ideia a Azul tinha próximo de mil voos no país e que caíram para uma média de 60 a 70 voos no auge da pandemia. Não tinha nem aonde guardar aeronaves”, completou.
Carlos Eduardo ainda fez uma avaliação das atividades da ACIL e da Fundação Uniplac. Assuntos que serão destacados em novas etapas do conteúdo da entrevista.
Por Paulo Chagas



