Governador enaltece turismo na Festa da Maçã, mas…

Assim a como no Festival Vindima de Altitude, realizada no mês de março passado, ao retornar à São Joaquim, desta vez para prestigiar a abertura da Festa Nacional da Maçã, isso na quinta-feira (7), o governador Jorginho Mello voltou a enaltecer o turismo, serrano. Neste período, a Serra Catarinense usufrui das baixas temperaturas, para oferecer uma temporada diferenciada.

A Festa da Maçã, na opinião do governador, entrega também o resultado do agronegócio catarinense, transformando a maçã numa atração ao turismo. A fruta é o carro-chefe da economia de São Joaquim. Neste ano, estima-se que mais de 300 mil toneladas da fruta sejam colhidas na região, contando com a participação de mais de 2.070 produtores.

No entanto

Enfim, a Serra tem muito mais a ser mostrado, não somente na temporada de frio. Além da Estação de Inverno, ainda são aguardados projetos estruturantes para a região. Imagino que a Secretaria de Turismo esteja trabalhando nisso.

Cito a necessidade da pavimentação do corredor vinícola em São Joaquim, ou que está sendo planejado para a melhoria do mirante, no topo da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra.

Foto: Secom

Baile da Neve é integrado ao Festival de Inverno

Mais um tradicional evento da Serra passa a integrar o Serra Catarina Festival de Inverno. Falo do centenário Baile da Neve, realizado há 118 anos em São Joaquim.

O evento de gala programado para este sábado (22) estará também marcado pela homenagem com a entrega do Troféu Empreendedores do Vinho para 12 empresários, representantes das vinícolas da região.

Sobre o Troféu

O troféu tem o objetivo de reconhecer o potencial de pessoas e empresas que atuam de forma exemplar em prol do desenvolvimento da Serra Catarinense.  

Empresas homenageadas

As vinícolas: Abreu Garcia, D´Alture, Hiragami, Leoni di Venezia, Monte Agudo, Quinta da Neve, Sanjo, Suzin, Thera, Urupema, Villa Francioni, e Villaggio Bassetti

Informações: Catarinas / Foto arquivo: Wagner Urbano

Benefícios do frio às vinícolas

Conforme o enólogo sênior da Vinícola Abreu Garcia, Jean Pierre Rosier, ao ser indagado sobre os efeitos das baixas temperaturas na Serra catarinense e suas consequências na produção dos vinhos de altitude, explica que não há motivos pera temores.

Muito pelo contrário, esclarece, é no inverno que as plantas de videiras se encontram em descanso vegetativo.

Segundo ele, as baixas temperaturas não influem em seu repouso, e sim, a falta de baixas temperaturas poderia desencadear uma arrancada precoce para o novo ciclo.

Já o entorno das plantas é muito beneficiado, segundo ele, pois com as baixas temperaturas insetos, pragas e fungos são reduzidos no meio ambiente, propiciando um desenvolvimento mais sadio das plantas. Em resumo: somos sempre gratos à sábia natureza.

Fotos: Leonardo Ferrari