Novo na jogada: Jorginho articula chapa com Adriano Silva

Ganhou corpo nos bastidores da política catarinense a articulação que envolve o governador Jorginho Mello (PL) e o Partido Novo para a eleição de 2026. As conversas, que já vinham ocorrendo de forma reservada, avançaram nas últimas semanas e indicam que Jorginho convidou oficialmente o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para compor a chapa como candidato a vice-governador.

A decisão está sendo considerada como sendo um movimento estratégico na costura eleitoral de 2026 / Foto: divulgação

A costura mira fortalecer a reeleição do governador com um nome de peso do Norte do estado e consolidar uma frente de direita mais ampla. Caso aceite a missão, Adriano Silva terá de renunciar à Prefeitura de Joinville até abril de 2026, abrindo espaço para a vice-prefeita Rejane Gambin assumir o comando do município.

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A possível entrada do Novo na chapa já provoca incômodo em partidos aliados, especialmente no MDB, que esperava indicar o vice. A movimentação também sinaliza uma mudança de postura do próprio Adriano, que no ano passado dizia publicamente que qualquer decisão sobre 2026 dependeria do partido e não seria tratada de forma antecipada.

Por ora, ninguém confirma oficialmente o “fechamento” do acordo, mas, nos bastidores, a leitura é de que a aliança está bem encaminhada e tende a se consolidar ao longo de 2025. Se confirmada, a dobradinha Jorginho/Adriano pode redesenhar o tabuleiro da sucessão estadual e acelerar a disputa por espaço entre os aliados do atual governo.

A informação foi confirmada ao Blog pelo deputado estadual Marcius Machado, líder do PL na Alesc, após ter recebido telefonema na tarde desta quinta-feira (22) do próprio governador Jorginho Mello, comunicando a decisão.

Por outro lado, o MDB já convocou uma reunião de alinhamento e para discutir sobre o cenário das eleições de 2026, para segunda-feira, dia 26/01. Ou seja, tem movimentação no meio político catarinense.

PSB quer fazer valer decisão tomada em convenção

Décio Lima (PT) apresentou Bia Vargas (PSB) para ser a vice na chapa ao Governo. No entanto, os próprios representantes do Partido Socialista Brasileiro não aceitam a imposição, e querem fazer valer o que foi decidido em convenção, ou seja, que a escolha do vice deva recair entre as opções Marcilei Vignatti e Rodrigo Bornholdt.

A alegação do Partido é de que Bia Vargas, desejada por Décio, se inscreveu fora do prazo e não poderia fazer parte do debate. A situação tem criado um clima tenso entre as partes. Tanto, que o PSB decidiu registrar a ata da convenção junto ao Sistema de Registro de Candidaturas (Candex), do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A exigência é de que se cumpra o estatuto partidário.

Portanto, que seja mantida a decisão convencional para a composição do cargo de vice na chapa com Décio Lima, ao Governo de Santa Catarina. A coligação é formada pelo PT, PV, PSB e PCdoB, distante da ideia suprapartidária, pensada inicialmente.

Fora do prazo

Bia Vargas até protocolou ofício na sede do partido no dia 1º de agosto de 2022. Eis a questão que entrou no debate: o prazo. Segundo edital publicado pela comissão executiva do PSB, em 15 de julho, todos os filiados interessados em concorrer em algum cargo público, tinham até do dia 28 de julho para, através de requerimento, se inscreverem.

No caso do advogado e ex-prefeito de Joinville, Rodrigo Bornholdt, o nome dele estava referendado desde 12 de fevereiro, a partir de definição tomada por congresso do partido em Joinville. A vereadora Marcilei Vignatti, de Chapecó, teve o nome igualmente aprovado por congresso na cidade dela, em 19 de fevereiro de 2022.

Para concluir, Bia Vargas só apresentou o nome para a comissão provisória de Içara, quatro dias antes da convenção, fora do prazo disposto no edital. É por isso que a cúpula do PSB está brigando. O presidente da executiva, Cláudio Vignatti expressa que quer fazer valer a autonomia do Partido, dentro de uma política legal, para a tomada de decisões, e rejeita qualquer tipo de interferência externa.

Foto: PSB SC

O Brasil deveria acabar com os cargos dos vices?

A Paraná Pesquisas trouxe à tona um assunto pertinente, e, ao mesmo tempo curioso, sobre a percepção quanto ao fim dos cargos de vice-prefeito, vice-governador e vice-presidente.

O assunto tem gerado especulações. Diante do fato, a pesquisadora foi a campo para ouvir a opinião das pessoas, para saber se o Brasil deve ou não acabar com esses cargos.

Disseram sim 53,4% dos entrevistados.

Outros 41% disseram não, e 5,6% não sabe ou não opinou.

De certa forma, percebe-se que os entrevistados estão divididos. Há uma proximidade entre os a favor e os que ficaram contra. O assunto é tecnicamente novo, e dificilmente, no meu ponto de vista, deverá avançar. Mas, talvez não seja utopia. Seria interessante se a discussão acontecesse, e houvesse a decisão pelo fim destes cargos.

A pesquisa

Para a realização desta pesquisa foram ouvidos 2.184 habitantes. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas telefônicas com habitantes com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal e em 170 municípios brasileiros entre os dias 17 e 20 de julho 2.019. Tal amostra atinge um grau de confiança de 95,0% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,0%.

Na terra de Cabral

Neste ano o vice-governador Eduardo Moreira não quis saber de carnaval. Nem mesmo o de Laguna, cidade onde nasceu e que atrai milhares de turistas com um dos mais tradicionais carnavais do estado. Está bem longe, em Portugal.

Levou uma série de documentos e informações que pretende analisar sem a pressão da imprensa e as demandas naturais do período de transição. Volta na terça-feira de carnaval (13), três dias antes de tomar posse como governador.   

Enquanto isso…

 O governador Raimundo Colombo também buscou a calmaria. Está em Lages, para descansar e se preparar para a viagem à Espanha logo depois do pedido de licença.

Lá, vai participar de um curso sobre com especialistas em Marketing Político em curso promovido pelo Partido Popular (PP) espanhol.

Na volta, dá uma geral na saúde. As duas ações, claro, preparatórias para a campanha ao Senado.

Entrevista de Pinho Moreira

Convido a vocês para conferirem a entrevista do governador em exercício Eduardo Pinho Moreira, postada no Lages Hoje, e feita pela jornalista Andréa Leonora, editora Coluna Pelo Estado.

Pinho Moreira deverá assumir oficialmente o comando do Governo, no próximo dia 16 de fevereiro.

Ele fala abertamente de toda a situação vivida por ele no Governo, e seus planos futuros, especialmente sobre o que deverá fazer assim que estiver no comando.

Na entrevista, ele também fala do MDB, da candidatura ao Governo, nomes, mudanças de secretariado, e até mesmo sobre as estruturas das ADRs, que, aliás, não pretende extinguir nenhuma, afirmando que elas são úteis nas pontas do Governo. “Administrar só de Florianópolis, é coisa do passado”, disse.

Isso em muito mais está no Portal Lages Hoje. Confira!

(Foto: Divulgação)

Primeiro Escalão: Ada De Luca é empossada

A deputada estadual Ada Faraco De Luca tomou posse nesta segunda-feira, 9, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Florianópolis, como secretária de Estado da Justiça e Cidadania (SJC) e o ex-diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Leandro Antônio Soares Lima, como secretário adjunto da pasta.

adaA solenidade contou com a presença do vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, secretários de Estado, representantes das polícias Civil e Militar, Tribunal de Justiça, Ministério Público, deputados estaduais e outras autoridades.

Natural de Criciúma, no Sul do Estado, deputada estadual três vezes, atualmente no terceiro mandato, presidente do PMDB Mulher de Santa Catarina, Ada está retornando à função que ocupou no primeiro mandato do governador Raimundo Colombo.