A quarta-feira (23) criou uma nova onda de especulações e suspeições sobre a participação ou não de políticos de vários estados, incluindo o catarinense nas supostas doações de campanha de parte de doações da empreiteira Odebrecht.
Neste dia, a Polícia Federal encontrou planilhas que mostram doações feitas pela construtora a mais de 200 políticos de 24 partidos.
Entre esses políticos, estão catarinenses, e também lageanos como Antonio Ceron e o próprio governador Raimundo Colombo.
Os documentos foram apreendidos na residência do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Junior, que foi preso temporariamente na 23ª fase da Operação Lava Jato e liberado posteriormente pela Justiça, e os repasses se referem às campanhas municipais de 2012 e para as eleições de 2010 e de 2014.
No entanto, a partir da lista, o entendimento é de que não é possível afirmar que se tratam de doações legais de campanha ou feitas por meio de caixa 2, já que os documentos não detalham se os valores, de fato, foram repassados ou se foram pagos em forma de doação oficial.
Conforme o juiz Sérgio Moro, as tabelas apreendidas pela PF que citam políticos não têm, em princípio, relação com o que a força-tarefa da Lava Jato, e retomou o sigilo sobre os documentos.
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Segundo Ceron
O colega de Blog Milton Barão conversou com Antonio Ceron, que respondeu a ele: “Seria absolutamente legal pedir contribuição das empresas para campanha eleitoral, pois, a legislação facultava esse direito, porém não recebi nenhum centavo da Construtora Odebrecht, afirmou”.
Ceron ainda disse ao Milton que a prestação de contas da campanha de 2012, contendo todas as contribuições recebidas, foi aprovada e está arquivada no TRE-SC, sem nenhuma ressalva, e que ficou espantado com a citação do nome nesta lista.
De parte do Governo do Estado, uma nota já foi expedida, e consta nas postagens anteriores aqui no Blog.