Senadores pedem impeachment do ministro Barroso

Alguns senadores convocaram coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (23), e anunciaram que vão protocolar, ainda hoje, junto à Presidência da Casa, o pedido de impeachment do ministro Luiz Roberto Barroso. Entre os argumentos o fato de ele ter dito a uma pessoa, em Nova Iorque, ao ser questionado educadamente, a resposta “perdeu mané. Não amola!”. 

Além disso, os senadores alegam uma série de outros motivos, tais como, as desconformidades ao comprimento inconstitucional, e procedimentos administrativos irregulares, entre vários outros. O Senadores, também afirmam que apenas estão no cumprimento funcional de obrigação. Por fim, esperam que desta vez, sejam atendidos..

Audiência Pública 

Por outro lado, o senador Eduardo Girão (Podemos), através do Twitter, noticiou ainda ontem, terça-feira (22), que foi aprovada a realização de audiência pública no Senado, para debater sobre as denúncias nas eleições. Na semana que vem, segundo informou, serão ouvidos juristas, Polícia Federal, Ministros de Estado, incluindo, do Supremo Tribunal Federal (STF), com convite direto a Alexandre de Moraes, o servidor exonerado do TSE, os especialistas Carlos Rocha e Cerimedo (argentino). Concluiu dizendo “chega de segredinhos na República”.

Foto: reprodução de vídeo

Facisc também ingressa na causa contra o Fundo Eleitoral

Algumas entidades como as CDLs de Chapecó e de Pinhalzinho manifestaram-se publicamente contra Fundão. Mais, disseram que não vão mais receber os deputados e senadores que votaram a favor.

Agora, a vez de uma entidade igualmente representativa no Estado de SC, a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), que soma mais de 35 mil empresas catarinenses.

Adesão ao processo

Pois bem. A entidade acaba de aderir ao processo movido pelo Partido Novo no STF contra o aumento do fundão eleitoral em 2022. A Facisc pediu à Corte (Justiça) para participar como “Amicus curiae” na ação direta de inconstitucionalidade apresentada pela legenda.

A petição foi protocolada na tarde de sexta-feira, 28/1. Segundo Alves o valor destinado ao Fundo poderia ser destinado às obras em Santa Catarina. “É inaceitável que tenhamos um fundo eleitoral na ordem 4,9 bilhões de reais e que para obras catarinenses não se tenha dinheiro. Foram cortados R$ 43,2 milhões para obras de rodovias em SC”.

A Facisc manifesta toda a sua indignação contra o corte de verbas e pede aos políticos de Santa Catarina que o estado tenha alguma compensação aos cortes.

Sobre o Fundo eleitoral

O valor proposto inicialmente pelo Governo havia sido de 2,1 bilhões de reais. Durante a aprovação no Congresso, no entanto, subiu para 4,9 bilhões de reais e havia pressão para um aumento ainda maior, na casa de 5,7 bilhões.

Rota Caminhos da Neve: situação que indiguina e entristece

Difícil entender por que tantos entraves para desenvolver por completo o projeto da Rota Caminhos da Neve, em região que envolve a Serra Catarinense e a Gaúcha. Um território fértil também para a exploração do turismo e para o escoamento da produção de maçãs, vinho, madeira e grãos. Sem falar no encurtamento de caminhos entre os dois estados.

Enquanto isso, os produtores são quem “remendam” a Ponte das Goiabeiras. Ninguém mais.

Pois, acompanhado a comunicação no Grupo de WhatsApp, dos componentes da BR 438, que não se cansam de lutar pelo projeto, demonstraram muita indignação e tristeza em postagem recente.

Segundo dizem, Deputados e Senadores de SC e RS não apresentaram emenda de bancada para a BR-438 Rota Caminhos da Neve. É triste a notícia.

Além disso, a situação da Serra Catarinense com os piores índices de desenvolvimento segundo a FACISC. E os Campos de Cima da Serra com a menor densidade demográfica do RS segundo a FEE, outro exemplo de região esquecida.

E mais. Ponte amarrada, produtores sofrendo, crianças se acordando às 4h:30 da manhã. O povo Serrano não merece uma desgraça dessas.

Por fim, acalentam a única esperança podem vir das emendas individuais. Há uma luz no fim do túnel. Mas ainda não se teve nenhuma notícia oficial.

Simplesmente degradante e lamentável. Parece uma região sem RG e sem Título de Eleitor. Não existe, e não vota!

Foto: WhatsApp

Negociar com as bancadas

O que mais se ouve dos analistas políticos do País, será a dificuldade que o novo presidente, Jair Bolsonaro (PSL) terá na aprovação de seus projetos sem a maioria nas Casas Legislativas. De que será obrigado a negociar a necessidade de conquistar aliados no Congresso e no Senado, ou seja, a lei do toma lá da cá, esta, nunca muda.

Antes, em campanha, dos candidatos dos parlamentos, o que mais se ouvia era a promessa de lutar, trabalhar, pelos interesses de seu povo. Um discurso comum, mas que muda depois de ser eleito.

Agora, como se sabe, uma vez garantido no cargo, vem a hora da “colheita”; a obtenção de benefícios para si e para o Partido. Assim, antes de aprovar projetos em benefício à população, vai, primeiro assegurar o seu, o das vantagens oriundas de negociatas.

Infelizmente, a realidade será assim, no Senado, no Congresso, e até mesmo nas Assembleias Legislativas. Negociar, a única forma de alcançar a governabilidade. Em Santa Catarina, poderá ser diferente. 

Rota Caminhos da Neve tem veto derrubado

O Congresso Nacional realizou sessão hoje pela manhã para continuar a votação do veto total ao projeto que torna federal um trecho de rodovia entre municípios do RS e SC.

Na noite desta terça-feira,3, a Câmara dos Deputados optou pela derrubada do veto, por 284 votos a 12, mas ficou faltando a votação dos senadores, o que acabou ocorrendo.

Solidários a reivindicação, os senadores também foram contra o veto. Eram preciso 41 votos, porém, 43 foram alcançados.

Assim, aconteceu a votação do veto total ao Projeto de Lei 7944/14, do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que torna federal um trecho de rodovia entre os municípios de Bom Jesus (RS) e Bom Retiro (SC).

Méritos aos deputados e senadores catarinenses e gaúchos pela mobilização e a conscientização que levaram em conta a importância da derrubado do veto do desinformado presidente Michel Temer.

Abaixo o pronunciamento da deputada federal Carmen Zanotto, sobre a derrubada do veto.

Foto: Ascom Câmara dos Deputados

São os políticos que mandam

Empregados do povo? Uma ova! Os políticos são realmente os que mandam no país, assim que assumem seus cargos.

São corporativistas. Fazem leis em benefício próprio, e sempre que pode se unem em torno de um dos seus e dos interesses pessoais. O caso de Aécio Neves (PSDB) é a prova. Nem o poder supremo da Justiça pode com eles.

Foi assim que definiram mesmo em votação aberta, pelo retorno de Aécio às funções de parlamentar. As evidências da denúncia de corrupção passiva e obstrução da justiça, apresentadas pela Procuradoria-Geral da República, foram para o lixo. E isso tudo, com a conivência dos três senadores catarinenses, o Dário Berger, o Dalírio Beber, e o Paulo Bauer.

O mesmo corporativismo que deve agora salvar a pele do presidente Michel Temer, e absolve-lo também das denúncias de corrupção que pesam sobre ele.

Os políticos mandam, decidem e fazem o que querem. E lá vamos nós elegê-los novamente. O voto é um forte instrumento, porém, o povo não sabe usá-lo!

Largada para as eleições de 2018

Mal terminou o pleito municipal, a corrida eleitoral agora se volta para 2018, quando elegeremos a Presidência da República, senadores, deputados federais e estaduais, e obviamente, os governadores.

Quem acompanhou a cobertura estadual dos resultados do segundo turno, em Santa Catarina, deve ter observado as declarações das principais lideranças partidárias, pelo menos, das quatro maiores siglas.

Pois, está, pelo menos por agora, valendo a declaração de que o PMDB, o PSD, o PP e o PSDB irão lançar candidatura própria ao Governo.

Logicamente, não estão ainda computadas as conversas, os desdobramentos e os acertos finais entre as siglas.

Atualmente, PMDB e PSD estão juntos. Mas, o aceno que se vê é para o rompimento. E, lá na frente, poderemos, inclusive, ver juntos o PSD, o PP e o PSDB. Aliás, é aliança que já está sendo construída, caso o PSD realmente descarte a parceria com o PMDB. É esperar para ver.