Dengue: deputados cobram recursos de Brasília

A problemática da dengue, no caso específico da Santa Catarina, não deve ter culpa hipotecada para ninguém. O trabalho de conscientização do controle em cada lar ou terreno deve ser continuado. Trata-se de uma obrigação coletiva entre agentes públicos e sociedade. No entanto, os lamentos dos deputados sobre as superlotações de postos de saúde também devem ser levados em conta. Cabe também a eles a responsabilidade de cobrar por mais recursos de Brasília, por exemplo, para ajudar no combate à doença e ao mosquito Aedes.

Na sessão da Alesc desta terça-feira, deputados pediram a liberação de mais recursos de Brasília para debelar a doença / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

É sabido que cerca de 95% dos leitos de UTIs estão ocupados, enfermarias estão sobrecarregadas com a dengue e as doenças respiratórias. Esse foi um ponto tocado pelos deputados na sessão desta última terça-feira (9). Sendo assim, com tanta gente sintomática, são muitas horas de espera por atendimento, e os municípios também têm suas responsabilidades, não apenas os governos estadual e federal.

Para piorar, começam a surgir casos de influenza, e todos os sistemas de saúde ficam sobrecarregados. As vacinas parecem ser a melhor alternativa. Não vejo, portanto, motivos para críticas unicamente à Secretaria de Estado da Saúde.

Lages: turmas de ensino médio não serão mais fechadas

Valeu o esforço e a articulação dos deputados Lucas Neves (Podemos) e Marcius Machado (PL). Ainda no final da tarde de sexta-feira (10), foi anunciado que as turmas de ensino médio das escolas São Judas Tadeu, Visconde de Cairu, Mária Quitéria e Belisário Ramos, não serão fechadas em 2024.

O deputado Marcius Machado (PL), juntamente com o coordenador da CRE Lages Armando Ramos, realizou forte articulação direta com a secretaria de Estado da Educação para que as turmas fossem mantidas.

Manutenção das matrículas

A comunidade escolar das cinco escolas reuniu-se para apresentar justificativa para a manutenção das matrículas. Os documentos foram apresentados por Armando, à secretaria de Estado da Educação. Tanto Marcius como Lucas, desde o primeiro dia foram contra o fechamento das turmas. Méritos!

Foto: Assessoria de Imprensa do deputado

Sobre a desativação de turmas do ensino médio na Serra

O deputado Marcius Machado (PL), base do governo na Alesc, também agiu em defesa da manutenção de turmas do ensino médio em escolas da Serra Catarinense, no próximo ano. Assim como a comunidade, ele também disse que foi pego de surpresa pela notícia. Tanto que já solicitou a revisão dessa decisão para que isso não afete de forma drástica as famílias serranas.

O assunto segue repercutindo no meio educacional da Serra. Até mesmo deputado aliado do governo exige resposta para a decisão, caso de Marcius Machado / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

A questão tem tido enorme repercussão. E como se vê, até mesmo aliados diretos do governo, caso de Marcius, demonstram contrariedade. O deputado afirma que é preciso ouvir as pessoas, e que elas precisam fazer parte desta decisão.

De acordo com informações da Coordenadoria Regional de Educação de Lages, as turmas de ensino médio seriam fechadas porque as turmas são muito pequenas e geram um alto custo para manutenção. Também é uma necessidade a liberação de espaço para as aulas de ensino fundamental em período integral, que também é uma solicitação da comunidade.

Marcius está em conversa com os responsáveis pela decisão e nesta semana, e tem reunião com o secretário de Estado da Educação para tratar, entre outros assuntos, sobre o tema de desativação das turmas de ensino médio.

Deputados se opõem ao fechamento de escolas na Serra

Os deputados Lucas Neves (Podemos) e Luciane Carminatti (PT) se manifestaram e querem esclarecimentos da Secretaria de Estado da Educação (SED), a respeito da recente decisão de encerrar turmas do ensino médio em escolas estaduais na região da Serra.

Lucas requer esclarecimentos da Secretaria de Estado da Educação / Foto: Agência Alesc

Conforme apurado, a notícia do fechamento pegou de surpresa pais e alunos de Lages, São Joaquim e Urubici, gerando preocupações na comunidade educacional. Lucas destaca a importância de envolver todas as partes interessadas e a necessidade de uma explicação por parte do Governo do Estado para entender os motivos que levaram a essa decisão.

Fechamento está causando preocupação

Uma das instituições afetadas é a Escola Estadual Visconde de Cairú, localizada no bairro Vila Nova, em Lages. Diante desse cenário, a comunidade está se mobilizando para expressar suas preocupações em relação a essa decisão. Um protesto está agendado para esta segunda-feira, 30, às 19h.

O deputado Lucas ressalta que a falta de consulta prévia à comunidade escolar tem gerado inquietação entre pais, estudantes e professores, que agora enfrentam a possibilidade de transferência para outras unidades. Isso pode causar transtornos e até evasão escolar.

Entre as providências, de parte do parlamentar, está o protocolamento de um pedido de esclarecimentos à Secretaria de Estado da Educação. Ele destaca que a Serra é uma das regiões mais carentes de Santa Catarina, e a educação é fundamental para a comunidade. Enquanto isso, a coluna aguarda explicações da SED sobre a questão.

Secretaria de Estado da Educação articula retorno às aulas

Virtualmente a Secretaria, professores e gestores das regionais da rede estadual visualizam o retorno das atividades já a partir da próxima semana. Obviamente, o ponto alto foi sobre o retorno seguro das atividades presenciais, entre outros fatores, como transporte e alimentação escolar.

Aulas em três modelos:

A definição prospecta três modelos de aulas: 100% presencial, misto e 100% online. No caso do presencial, somente será aplicado em escolas que tenham estrutura adequada para o distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras.

Mas tem um porém nesse modelo: A variação da matriz de risco. Se mudar para vermelho o atendimento passa a ser misto.

No segundo modelo estarão a maioria dos alunos, com alternância de grupos, no tempo escola e tempo em casa. O atendimento presencial nesse modelo se dará de duas a três vezes por semana nos Anos Iniciais e semanalmente nos Anos Finais e Ensino Médio.

Já o modelo 100% online, que foi aplicado ao longo de 2020, com a suspensão das aulas presenciais, continua em 2021 para os cerca de 28 mil alunos da rede estadual que, comprovadamente, fazem parte de grupo de risco para Covid-19, assim como os professores.

Foto: SED/Divulgação