Nota de Esclarecimento da Uniplac

É uma resposta à Nota enviada pelo DCE e postada aqui no Blog.

Reitoria da Universidade do Planalto Catarinense

A Uniplac se encontra em uma situação financeira que inspira especial cuidado de gestão, desde o término da intervenção judicial em outubro de 2014, dando sequência ao trabalho realizado até então pelo processo do Poder Judiciário de Santa Catarina.

Desde então os responsáveis pela gestão tanto da Fundação Uniplac (mantenedora e responsável pela administração financeira), quanto da Universidade (mantida) vêm trabalhando de forma séria e incansável em prol da melhor manutenção dos serviços educacionais, da redução de inadimplência e da evasão de alunos, fatores que se cresceram em todas as Instituições de Ensino Superior junto com a crise econômica que assolou todo o país, principalmente nestes últimos meses.

A queda de matrículas neste primeiro semestre de 2016 e, com isso, a queda de receita institucional acarretaram na necessidade de redução de custos e despesas. Assim,  contratos de serviços com terceiros em longo prazo foram cancelados ou estão sendo renegociados, bem como, as equipes dos setores de trabalho estão sendo reduzidas, dentro da sua possibilidade mínima de atuação e atendimento, sempre prezando pela sequência das atividades e a qualidade necessárias à prestação dos serviços aos estudantes. Vale ressaltar que as aulas e atividades de orientação e atividades práticas seguem seu fluxo normal.

Dentro das últimas ações tomadas para redução dos custos, os cargos comissionados ou de “confiança” foram exonerados e reconduzidos tendo sido extinguidas as gratificações, ou seja, mantiveram-se os salários de origem da função administrativa – incluindo-se neste caso o Reitor.

Com relação aos valores de folha de pagamento, os valores veiculados não são verdadeiros. O mapa de custos da Instituição com os valores corretos foi apresentado em reunião do Conselho Superior Universitário, nos dias 16 e 17 de março sendo: R$ 1,567 milhão de custo com professores em sala de aula e R$ 1,289 milhão com custo de professores em atividades docentes fora da sala de aula – gestão, coordenação de curso, supervisão e orientação de estágio, atividades prática de laboratórios – mais as atividades administrativas de funcionários de apoio.

Como custo entenda-se a remuneração dos funcionários mais os encargos sociais pagos pela instituição pela manutenção deles. Transformados em percentuais do composto geral da folha de pagamento, estes valores correspondem a 80% de pagamento de professores e 20% a técnicos administrativos.

Estas e outras ações de contenção tomadas fazem parte da rotina de gestão e administração de instituições e empresas de qualquer setor, e igualmente, em períodos de recessão, a Uniplac também deve assumir o compromisso de adequação e busca de soluções, tendo como fim a  manutenção de sua atuação e continuidade como Universidade, comprometida com a formação do cidadão e com o desenvolvimento regional do Planalto Catarinense.

 João Marcelino

 Assessoria de Marketing e Comunicação Uniplac

Uniplac: alunos voltam às aulas

Nesta quinta-feira, dia 23 de outubro, foram retomadas as atividades acadêmicas da Universidade do Planalto Catarinense, após suspensão por Ato Normativo, devido às situação provoca pela tempestade de granizo e chuvas da última semana.

Volta às aulas Uniplac (1)Sem atividades pedagógicas desde o dia da tempestade de granizo (13) a Universidade vem aos poucos recuperando sua estrutura física fortemente danificada, com a troca e reparo de telhados, limpeza e organização dos laboratórios salas de aula e salas do administrativo, organização da biblioteca entre muitas outras ações, para minimizar os danos causados e para que no dia de hoje a Universidade pudesse ser entregue de volta aos alunos.

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Compreensão

A reitoria pede a compreensão da comunidade acadêmica.

Trabalho recuperação Uniplac (1)É que ainda as próximas duas semanas serão de reconstrução e considerando o calendário acadêmico não foi possível adiarmos mais o início das aulas.

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Mais tempo

O trabalho seguirá paralelamente às retomada das atividades acadêmicas, pois são estimados alguns dias para finalização dos reparos, assim transtornos podem ocorrer decorrentes das atividades de manutenção necessárias, principalmente nos blocos de salas de aula, laboratórios e biblioteca.

(Informações e fotos: Claine Andrade)

Fundação Uniplac: o interventor se despede

“Estive no processo de intervenção por cinco anos, três meses e seis dias”.

Assim o já ex-interventor da Fundação Uniplac, iniciou o relato dos resultados obtidos durante o necessário processo, que começou com Arnaldo Moraes.

DSC_0089Não vou aqui, me ater a todos os dados numéricos resultantes deste importante trabalho, amparado, acima de tudo, pelo Judiciário.

Walter Manfroi, ao apresentar o relatório no prazo estipulado pela própria Justiça, e passados os 60 dias da posse do Reitor, deixou o cargo com o sentimento de dever cumprido.

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O juiz substituto Josmael Rodrigo Camargo, assim definiu:

“Como os dados do relatório refletem o êxito alcançado pelo processo de intervenção, superando, a Uniplac, a grave crise financeira, permitindo-se prosseguir sem os auspícios do Poder Judiciário. Ante o exposto, julgo PROCEDENTE o pedido de intervenção aforado pelo Município de Lages contra a Fundação das Escolas Unidas do Planalto Catarinense, e Universidade do Planalto Catarinense – Uniplac, declaro encerrada a presente intervenção em 3 de setembro de 2014”.

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Austeridade

O processo de intervenção foi, sem dúvida uma medida acertada, tomada na época, pelo então prefeito Renato Nunes. Desde o princípio, com Arnaldo Moraes, a austeridade foi o caminho necessário usado.

Walter, adorado por uns e odiado por outros, deixou o trabalho intervencionista. Não sem antes fazer um relato altamente positivo, e atestado pelos demais gestores.

DSC_0091Vale lembrar, que o propósito da intervenção era a recuperação judicial; negociar todos os contratos, e, em especial, os do sistema financeiro, de órgãos municipais e federais; o processo de hora atividade, entre outros objetos.

Em termos de valores, cito apenas um exemplo: o das dívidas com bancos e demais instituições financeiras. Entre juros, correções e demais dividendos, os valores devidos se situavam em torno de R$ 73,6 milhões.

Depois de muitas negociações, o débito caiu para R$ 18,3 milhões. Uma redução astronômica de mais de R$ 55 milhões. Já foram pagos R$ 8,5 restando ainda pouco mais de R$ 11 milhões.

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Segurança

Por certo, os atuais gestores, entre eles o Conselho, a diretora financeira Elusa Camargo, e o próprio reitor, Luiz Pfleger, que agora darão prosseguimento à uma Instituição que precisa andar com suas próprias pernas, terão também que se adaptar à nova realidade, e principalmente, observando os limites financeiros e o controle das despesas.

DSC_0086Apesar da inadimplência um tanto elevada neste ano de 2014, a Uniplac têm plenas condições de ajustar promoções de cobranças. E, foi assim no decorrer da intervenção. Mesmo com dificuldades, a Universidade registrou o crescente aumento no número de acadêmicos.

O Estatuto, garante a segurança de que o conjunto de regras e normas por ele estabelecido, deverá impedir que aqueles que sempre foram contrários à intervenção, se aproximem com o intuito de retomar o controle.

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A despedida

Walter esteve emocionado durante quase toda a sua fala. Porém, independente de quantos foram contra a intervenção, lembrou como ela foi importante. Pois, nunca influenciou nas questões pedagógicas.

DSC_0081Especificou que ainda as despesas de pessoal não estão no patamar desejado, 60%. Hoje, estão em 72%. Mas, deixa a segurança do depósito em conta do 13º salário, e a perspectiva do retorno ao Caixa, de imposto retido, no valor de R$ 27 milhões aproximadamente.

E, diante de um orçamento de R$ 47 milhões em 2014, a Fundação Uniplac estará bem fortalecida economicamente, podendo andar por si só, e ainda planejar as ações futuras, e pensar na recuperação da estrutura física.

Concluiu dizendo que sempre a Instituição estará, a partir do novo Estatuto, acima de qualquer interesse pessoal.

Assim, o ciclo intervencionista com Walter Manfroi e Arnaldo Moraes, encerrou. Méritos também a todos os que estiveram direta e indiretamente envolvidos no processo.

Dou-me o privilégio, de ter estado junto ao desafio, por mais de dois anos. Agora é só acompanhar a caminhada da Universidade, sem a intervenção.