Uma quarta-feira (7) diferente, movimentada e com atenções de toda a imprensa nacional voltada para Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, devido à visita do presidente Jair Bolsonaro, para conferir de perto o resultado das ações contra a Covid-19 implementadas pelo Município. Tive oportunidade de acompanhar de perto.

Sem muito atraso, Bolsonaro chegou ao Centro Avançado de Atendimento Covid-19, no Centro de Eventos, por volta das 9h30, acompanhado de ministros, do senador Jorginho Mello, do prefeito de Chapecó João Rodrigues, da governadora interina Daniela Reinehr, e de alguns deputados federais.
Logo na porta de entrada o Presidente se dirigiu à imprensa que o aguardava e disse que ela poderia acompanhar a visita dele internamente, isso também com o consentimento do prefeito. E assim ocorreu. No grande auditório, cerca de outros 200 convidados aguardavam os pronunciamentos.
Prefeito João Rodrigues

O primeiro a falar foi João Rodrigues, que lembrou do esforço conjunto na cidade, do apoio de empresários e da classe médica, dizendo que foi graças a ações conjuntas, que hoje, Chapecó vive uma situação bem melhor do que se teve há pouco mais de 15 dias.
Ministro da Saúde
Em seguida, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga falou da luta contra o maior inimigo, a Covid. Disse que o Governo e o seu Ministério farão tudo o que tiver ao alcance para seguir trabalhando no auxílio de estados e municípios.
Govenadora interina
A governadora interina, Daniela Reinehr, ressaltou a importância do esforço conjugado entre estados, municípios e o Governo Federal no enfrentamento da pandemia. Ressaltou o resultado alcançado por Chapecó e de municípios vizinhos.
O Presidente
Por sua vez, o presidente Jair Bolsonaro lembrou que esta é a quarta vez que vem à Santa Catarina, e a segunda, em Chapecó. Na primeira vinda, em 2017, como pré-candidato para discutir sobre o estatuto do desarmamento. Falou do valor das decisões.
Para vencer este inimigo, Bolsonaro disse que é preciso unir forças. Lembrou que não se pode ficar em casa esperando que a solução caia do céu. Lamentou as inúmeras mortes. Lembrou que o Governo começou a tomar as decisões ainda em março para o enfrentamento do vírus.

Sobre o tratamento, ressaltou que há necessidade de que as pessoas e os médicos tenham o direito de optar por prescrições que estejam ao alcance, como alternativa, antes que a doença ganhe grandes proporções. Mais uma vez, afirmou ser contra o fechamento total, a não ser para que precise de tempo para a montagem de estruturas de enfrentamento, mas que até hoje tais medidas continuam valendo.
Salientou de que, quem abre mão da liberdade está condenando o próprio futuro, pois, não tem segurança e nem liberdade, numa referência às decisões médicas, citando que é um crime quer tolher as decisões dos profissionais de saúde.
Também relembrou o que vem dizendo sempre, de que há dois grandes problemas: o vírus e o desemprego. Já na saída, se reportando diretamente aos jornalistas disse que ninguém consegue ficar em casa muito tempo sem ser uma pessoa que tem salários garantidos ou uma poupança. E de que mais de 40 milhões de pessoas não tem como sobreviver, só ficando em casa.
Enfim, segue questionando a liberdade excessiva dada aos governadores e prefeitos. Para ele seria muito mais fácil se acomodar e não fazer nada. Concluiu dizendo que a preocupação não é com 2022, e sim com 21, e com o Covid.
Fotos: Assessoria de Imprensa – Prefeitura de Chapecó