A ponte da localidade de Santa Tereza, no interior de Urubici, voltou a ser alvo de preocupação dos moradores diante de um problema antigo e cada vez mais preocupante: o alagamento constante causado pela elevação do nível do Rio Canoas. Apesar de ser considerada uma estrutura bem construída, a travessia é baixa demais, e justamente isso a torna vulnerável e perigosa.

Sempre que chove com mais intensidade, o rio sobe rapidamente, cobre a ponte e transforma a passagem em um ponto de risco. A correnteza impede a travessia segura, coloca motoristas em perigo e, não raro, deixa a comunidade completamente isolada. O problema é crônico, conhecido e amplamente relatado, mas segue sem solução efetiva.
Impacto direto
Na localidade, a situação impacta diretamente cerca de 105 moradores, além de mais de 150 propriedades rurais e 11 pousadas que dependem da ponte para acesso. O transtorno vai além da mobilidade: afeta o turismo, prejudica a economia local e compromete o dia a dia de quem vive e trabalha na região.
Moradores relatam que o medo é constante em períodos de chuva, principalmente pela rapidez com que o nível da água sobe. Ainda assim, não há intervenções estruturais capazes de resolver o problema de forma definitiva. A comunidade pede atenção urgente do poder público para uma obra que eleve a ponte ou ofereça uma alternativa segura de travessia.
Vale destacar que a situação diz respeito especificamente à ponte da localidade de Santa Tereza, uma travessia rural frequentemente atingida por cheias, e não a estruturas em rodovias estaduais como SC-110 ou SC-290. Ainda assim, o caso expõe uma realidade comum no interior: obras que existem, mas não atendem plenamente às necessidades da população.
Enquanto nada é feito, o cenário se repete a cada nova chuva, e a ponte, que deveria garantir acesso, segue sendo um obstáculo. “A solução é fazer uma nova ponte, mais alta, ou criar uma rota alternativa, em dias de muita chuva”, dizem os moradores e donos de pousadas.
Por outro lado, o prefeito Leandro Corrêa disse que está ciente do problema. Segundo ele, é uma ponte que custará em torno de R$1,5 milhão. “O problema hoje não é projeto, e sim recursos, e a Prefeitura não dispõe desse valor atualmente”, afirmou.









Agora, ela será interditada para a reconstrução, deste a terça (24), até quinta-feira (27), das 8 às 18 horas.O local será sinalizado com orientação aos motoristas, para que usem o desvio pela localidade de São Jorge.
