Congresso Nacional analisa inúmeros vetos presidenciais

O Congresso Nacional (sessão conjunta de Câmara dos Deputados e Senado Federal) reúne-se na terça-feira (28), às 14 horas, para análise de vetos presidenciais e de projetos de lei que abrem créditos orçamentários extras propostos pelo Poder Executivo. São 26 itens na pauta.

Deputados e senadores também vão analisar projetos de crédito orçamentário / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Entre os 17 vetos prontos para apreciação, estão itens adiados após negociações entre governo e oposição na sessão do último dia 9. É o caso do veto (VET) 46/21 à Lei 14.197/21, que revogou a antiga Lei de Segurança Nacional e foi parcialmente vetada pelo então presidente Jair Bolsonaro.

O veto de Bolsonaro impediu a tipificação do crime de comunicação enganosa em massa (disseminação de fake news), com pena de até cinco anos de reclusão.

Saidinhas de presos

Em contrapartida para o adiamento, a bancada do governo pediu a retirada de pauta do veto parcial do presidente Lula à lei que restringe a saída temporária dos presos (Lei 14.843/24) do regime semiaberto. O VET 8/24, agora reinserido na lista de votações, excluiu da lei um trecho que retirava totalmente a possibilidade de o preso sair para visitar a família ou participar de atividades de convívio social.

Também retornam à pauta o veto a vários pontos da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024 (VET 1/24) e outro que exclui do Orçamento de 2024 a previsão de destinação de R$ 85,8 milhões para o Ministério das Comunicações investir em inclusão digital (VET 4/24). (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Câmara aprova suspensão da dívida do RS por três anos

Em sessão deliberativa já na quarta-feira (15), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que suspende os pagamentos de 36 parcelas mensais da dívida do Rio Grande do Sul com a União para o dinheiro ser aplicado em ações de enfrentamento da situação de calamidade pública provocada pelas chuvas nas últimas semanas.

Com a suspensão, o estado poderá direcionar cerca de R$ 11 bi para as ações de reconstrução / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A matéria será enviada ao Senado. De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei Complementar 85/24 foi relatado pelo deputado Afonso Motta (PDT-RS), que fez pequenos ajustes na redação original.

Embora o texto tenha surgido para esta situação específica das enchentes, a mudança beneficiará qualquer ente federativo em estado de calamidade pública futuro decorrente de eventos climáticos extremos após reconhecimento pelo Congresso Nacional por meio de proposta do Executivo federal.

Dinheiro para reconstrução

O estoque da dívida gaúcha com a União está em cerca de R$ 100 bilhões atualmente e, com a suspensão das parcelas, o estado poderá direcionar cerca de R$ 11 bilhões, nesses três anos, para as ações de reconstrução em vez de pagar a dívida nesse período.

Van Hattem defendeu anistia total da dívida do Estado / Foto: Zeca Ribeiro

No entanto, há que se observar a possibilidade de queda da arrecadação do estado devido à situação persistente de paralisia da atividade industrial e comercial em várias áreas do estado. É essa receita de arrecadação que normalmente o Rio Grande do Sul usa para pagar as parcelas da dívida com a União.

Em 2023, o superávit orçamentário do estado foi de R$ 3,6 bilhões, semelhante ao de 2022 (R$ 3,3 bilhões). Durante o período a ser fixado em decreto, a dívida não sofrerá incidência de juros do refinanciamento fixado em 4% ao ano pela Lei Complementar 148/17, valendo inclusive se o estado estiver no RRF, que tem condições especiais.

Por fim, os deputados gaúchos defenderam a anistia e não suspensão da dívida. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Alesc aprova admissibilidade da PEC do Universidade Gratuita

Em sessão nesta terça-feira (27), por unanimidade, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2023, de autoria do Poder Executivo, que viabiliza a implantação do Programa Universidade Gratuita. Com a decisão, a matéria retorna para as comissões para análise do mérito.

O projeto Universidade Gratuita dá mais um passo para ser encaminhado à votação, ainda na primeira quinzena de julho / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

A matéria visa dar sustentação legal ao programa idealizado pelo governo do Estado para a concessão de 75 mil vagas a estudantes carentes nas instituições de ensino superior do estado. Além da PEC, a implantação do programa também depende da aprovação de outros dois projetos, já em análise na Assembleia Legislativa: o Projeto de Lei Complementar (PLC) 13/2023 e o Projeto de Lei (PL) 162/2023.

As três matérias tramitam de forma conjunta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Comissão de Finanças e Tributação e na Comissão de Educação, Cultura e Desporto. A expectativa é que elas sejam votadas em plenário ainda na primeira quinzena de julho. (Fonte: Agência AL).

Afinal, o que a oposição da Câmara de Lages quer?

Vou tentar expor aqui o que está acontecendo na Câmara de Vereadores de Lages. São quatro as comissões permanentes que atualmente tomam conta das discussões na Casa, para a composição dos membros: Comissão de Educação, Saúde, Cultura e Desportos (CESCD); Comissão de Finanças, Indústria, Agricultura, Comércio e Turismo (CFIACT); Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final (CLJRF); e a Comissão de Serviços Públicos, Urbanismo e Meio Ambiente (CSPUMA).

Cálculo de proporcionalidade

Pelo que posso analisar, a oposição da Câmara de Vereadores de Lages, entende que o cálculo de proporcionalidade feito para a composição das Comissões Permanentes não é o correto. No entanto, conforme o regimento interno, o mesmo praticado em todas as legislaturas anteriores, tanto em Lages, como em qualquer Câmara do Estado ou do Brasil. Mesmo assim, houve questionamento, desde o primeiro momento, em fevereiro.

Logo no início das discussões os oposicionistas se negaram em participar das comissões criadas pela Presidência da Casa, com quatro membros de uma, e três nas demais, para tentar dar prosseguimento aos trabalhos na Câmara. Por sua vez, a oposição seguiu batendo na tecla da proporcionalidade, e se negou a participar. Isso que o regimento permite preencher as lacunas, a partir da interpretação da Presidência. Sempre foi assim.

Participação da Justiça 

Fora das comissões, a oposição recorreu à Justiça. Uma liminar foi expedida, e conforme orientação da magistratura, a construção das comissões foi seguida. Novamente, não satisfeita, a oposição se retirou do processo e não quis participar e nem indicar os membros.

Diante dos fatos, uma nova petição foi impetrada na Justiça, e com a determinação de que uma nova ordem de que o cálculo da proporcionalidade fosse refeito. A partir das determinações da magistratura, se organizou no início desta nesta semana a proposta de composição das comissões, seguindo ao pé da letra as determinações judiciais.

Oposição segue não aceitando

Assim, na sessão de segunda-feira (29), era então para ocorrer, sem problemas, a eleição dos membros das tais comissões, com as devidas indicações tanto de situação quanto da oposição, de acordo com a distribuição e proporcionalidade, e que, diga-se de passagem, definidas pela Justiça. Mas, para a surpresa geral, a oposição novamente não aceitou e se retirou de novo do processo, sob a alegação que a proporcionalidade continuava errada.

Interesse político

Portanto, concluo que os vereadores de oposição só ficarão satisfeitos se ficarem sozinhos nas comissões, e assim, tomar conta das definições dentro da Câmara. Ou continuar a birra, para, simplesmente trancar tudo e evitar que os trabalhos avancem, impedindo que os 37 projetos que já estão represados nas comissões precisando da análise, simplesmente não andem.

Se a ideia é a de atingir as necessidades do Município, e mais diretamente as do Executivo, a oposição está conseguindo. Uma questão unicamente política. E caso tenham outra explicação lógica, que se reporte.

Acompanhe aqui o recente pronunciamento na Tribuna, do presidente Gerson Omar do Santos. E que a população faça o seu devido julgamento.

Foto: Comunicação – Câmara de Lages

Reajuste dos professores nas mãos da Prefeitura

A primeira informação que nos chegou na noite desta última segunda-feira (16), foi a de que os professores, em Assembleia Extraordinária sobre a reposição salarial havia decidido aceitar os 6% oferecidos pela Prefeitura. A reunião ocorreu na EMEB Santa Helena.

A respeito da questão a categoria compreendeu que o momento demanda cautela devido a ameaça do novo Coronavírus, e decidiu suspender temporariamente as manifestações para evitar concentração de pessoas.

Reajuste não votado

A pauta do reajuste não foi colocada em votação, e os profissionais deixaram a decisão do índice para o poder executivo, que inclusive já encaminhou o projeto para a Câmara de Vereadores.

Foto: divulgação

Governo do Estado e o recesso no fim do ano

O Governo do Estado editou novo decreto sobre os dias de atendimento ao público no fim deste ano.

centroCentro Administrativo do Governo do Estado de SC

O Poder Executivo decidiu iniciar o recesso no dia 21 de dezembro, alinhando a data com as dos demais poderes, como o Judiciário e o Legislativo.

O retorno às atividades, no entanto, ocorre no dia 4 de janeiro, uma segunda-feira, antes dos demais poderes.

O secretário de Estado da Administração, João Matos, lembra que, descontados os feriados de Natal e de Ano Novo e os finais de semana, serão seis dias úteis de recesso – 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de dezembro.

Durante todo o período de recesso, serão mantidos por meio de escalas ou plantão os serviços considerados de natureza essencial, como as atividades finalísticas das Secretarias de Estado da Segurança Pública, Saúde, Defesa Civil, Educação e Justiça e Cidadania.

O decreto número 489/2015, com as novas datas, será publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 3.

Nota da Prefeitura sobre reajuste salarial para o magistério

Nota oficial - Administração Municipal propõe reajuste salarial para o magistérioO Poder Executivo de Lages apresentou proposição de reajuste salarial para o magistério municipal em assembleia nesta quarta-feira (26). A proposta da administração municipal ao Sindicato Municipal dos Profissionais em Educação de Lages (Simproel) é de que o aumento seja de 6,5%, além dos 10% no vale-alimentação.

O quadro de professores da rede municipal de educação conta, atualmente, com 1.540 profissionais. Neste universo, 880 são efetivos. Destes, 485 já receberam 13,11% da progressão, somados aos 6,50% propostos terão um acréscimo total de 19,61% em seus salários; 65 receberão a partir de março 13,11% de progressão que somados aos 6,50% da proposta acrescerão 19,61% aos seus vencimentos.

Outra parte dos funcionários efetivos, ou seja, 227 professores, receberão o reajuste de 6,5% mais os 4% de progressão. Isso resulta num aumento salarial de 10,5%. Os educadores contratados pelo município já tiveram a remuneração reajustada em 13,1%. Na proposta, a prefeitura ainda oferece 10% de aumento no vale-alimentação e a incorporação do abono em setembro de 2015.

Novos métodos de cobrança de impostos atrasados

Município adapta métodos de cobrança de impostos atrasadosO poder Executivo de Lages elaborou uma nova lei, recentemente, já aprovada pela Câmara de Vereadores, visando adaptar meios de conscientizar o cidadão a por em dia contas devidas aos cofres públicos municipais.

A decisão se refere aos impostos e taxas municipais de IPTU, ISQN, alvará de localização e funcionamento, multas decorrentes ambientais e de fiscalização, e contas de água.

A partir de 2015, devedores de quantias inferiores a R$ 780,00 serão inscritos no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e no Serasa.

Valores superiores continuarão sendo cobrados em juízo, ou seja, no poder Judiciário, e também serão inscritos no SPC e no Serasa.