Estados do Sul e Sudeste debatem Reforma tributária

Os estados também estão tratando sobre o tema reforma tributária. Na semana passada, na quinta e na sexta-feira, 2 e 3, Santa Catarina participou de um dos painéis e grupos de trabalho destacando o assunto que trata das finanças dos estados.

A exposição do tema ocorreu durante a 7ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), no Rio de Janeiro.

Para as discussões, além do governador Jorginho Mello, estiveram com ele no evento os secretários de Estado Cleverson Siewert (Fazenda), Edgar Usuy (Planejamento), Moisés Diersmann (Administração) e Carmen Zanotto (Saúde). Por hora, o assunto está no campo do debate. Porém, há preocupação quanto aos impactos da Reforma Tributária que se alinha nacionalmente.

Santa Catarina discute Reforma Tributária e finanças dos Estados na sétima edição do Cosud / Foto: Roberto Zacarias  / Secom

Por outro lado, as autoridades e técnicos dos sete Estados que integram as duas regiões entendem que o novo modelo tributário em discussão simplificaria o atual sistema, reduzindo a carga de impostos e aumentando a arrecadação.

Durante o evento também foi defendida a criação de um fundo de compensação de perdas de Estados e municípios, assim como a mudança de tributação do ICMS da origem para o destino. Todos destacaram ser um tema urgente para o país, que tem mudanças expressivas sendo trabalhadas, com reflexos na economia, na população catarinense e no Brasil como um todo, e, por isso, a importância do debate, também entre os estados.

Revisão do Pacto Federativo

Como ocorre ao fim de cada edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), foi apresentada no sábado, 4, a Carta do Rio de Janeiro, com diversas ações e propostas elaboradas ao longo do evento para o desenvolvimento de políticas públicas dos estados.

Foto: Roberto Zacarias / Secom

O documento foi assinado pelo governador Jorginho Mello e demais chefes Executivos presentes dos estados do Sul e do Sudeste. Segundo o governador, a burocracia no Brasil nos atormenta. A máquina pública é complicada muitas vezes por interesse de grupos específicos. Ela é muito pesada. Há o problema dos juros. Não vai nos ajudar a crescer nunca.

Prevaleceu o consenso entre autoridades federais e estaduais sobre a necessidade de um novo pacto federativo. No documento, os estados pedem que atos que representem aumento nas despesas não sejam implementados sem uma discussão prévia.

Extinção de municípios com dificuldades de arrecadação

O assunto está dando o que falar. A proposta foi apresentada à imprensa ontem, terça-feira (5), pelo ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

Se for consolidada cidades com menos de 5 mil habitantes seriam incorporadas Municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria inferior a 10% da receita total serão incorporados pelo município vizinho.

O ponto consta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, enviada ontem (5) pelo governo ao Senado.

No Brasil, a medida poderá afetar até 1.254 municípios. A incorporação valerá a partir de 2025, e caberá a uma lei ordinária definir qual município vizinho absorverá a prefeitura deficitária. Uma lei complementar disciplinará a criação e o desmembramento de municípios.

Isso significa, em contar preliminares de que teremos: menos 1.253 prefeitos e vice-prefeitos e cerca de 11,2 mil vereadores a menos.

Na Serra Catarinense pelo menos oito municípios da Amures teriam que fazer as contas sobre a viabilidade da receita.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci DF

Mais estados aderem ao Pacto Federativo

Os deputados Fernando Coruja (PMDB) e Kennedy Nunes (PSD) fizeram semana passada mais um roteiro de visitas a parlamentos estaduais em busca de apoio à revisão do Pacto Federativo.

foto pactoFernando Coruja e Kennedy Nunes com deputados estaduais de Pernambuco. FOTO: Rinaldo Marques/Alepe

Com a adesão das Assembleias Legislativas do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, totalizaram o apoio de nove casas legislativas.

O Fórum Parlamentar Catarinense do Pacto Federativo, idealizado por Fernando Coruja, levantou como bandeiras quatro emendas constitucionais que têm por objetivo aumentar a autonomia dos estados e municípios e o poder do cidadão.

Para que tramitem como emendas constitucionais na Câmara dos Deputados, as medidas precisam ser aprovadas como resoluções por 14 Assembleias Legislativas.

A iniciativa já conta com o apoio de deputados estaduais do Amazonas, de Roraima, Rondônia, Paraná e Rio Grande do Sul, além dos três estados do Nordeste. Em Santa Catarina, as resoluções foram aprovadas no mês de julho.

Propostas da Alesc para o Pacto Federativo

O tema foi abordado pelo deputado estadual Fernando Coruja (PMDB), na sessão de segunda-feira (29), na Câmara de Vereadores de Lages.

coruna na camara

Entre os temas, as competências tributárias dosentes da Federação (União, Estados e Municípios).

Já no campo das propostas, o Pacto Federativo, fortalece a necessidade da descentralização do poder, já que hoje em dia as atribuições do poder Executivo são imensas faces às responsabilidades que correspondem ao Legislativo.

Conforme Coruja, a ideia é propor a emenda à constituição a partir das Assembleias.

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Entre as propostas

E, uma das propostas de mudanças à Constituição, é bem interessante. Trata do aumento da autonomia para o Poder Legislativo.

Hoje, o entendimento dos deputados, segundo Coruja, é que qualquer iniciativa legislativa esbarra no coruja na camara1vício formal, de iniciativa, o que não permite muita liberdade aos parlamentares e estados em discutir e legalizar assuntos referentes ao trânsito, às águas, à propaganda comercial e a descriminalização de alguns pontos como o aborto e a maconha, por exemplo.

Outra proposta recai à federalização do ensino médio e tirar da responsabilidade dos municípios, com um propósito nacional adotado para todos.

E ainda a destinação de 10% da renda bruta arrecadada pela União para a Saúde.

O bacana de tudo isso, é que essas proposições não precisam ser unicamente discutidas apenas pelos deputados estaduais, mas também desenvolvidas pelas Câmaras de Vereadores.

Propostas para alterar o Pacto Federativo aprovadas

O deputado estadual Fernando Coruja falava sobre a ideia de trabalhar o Pacto Federativo durante a campanha. Assim, ao assumir a condição de deputado, mesmo na suplência, começou a mexer com o assunto.

Nesta terça-feira (30), teve a provação, por unanimidade, de quatro propostas que alteram o Pacto Federativo.

Agora, a Assembleia Estadual de Santa Catarina passa a liderar uma ação inédita, e agora vai buscar a aprovação de, no mínimo 14 das 27 instaladas no país e na sequência encaminhará ao Congresso Nacional como PEC – Proposta de Emenda Constitucional.

Pacto

O deputado Fernando Coruja, coordenador do Fórum Parlamentar, ressalta que são propostas de interesse nacional, para benefício de estados e municípios e por este motivo acredita na aprovação também em outros estados.

Propostas do Fórum Parlamentar Catarinense do Pacto Federativo:

1 – Dar autonomia para os estados legislarem sobre descriminalização, propaganda comercial;

2 – Incluir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o Imposto sobre Importação (IPI) e o imposto sobre grandes fortunas (que poderá ser criado) na repartição de recursos com estados e municípios; aumentar a parcela dos estados (FPE) de 21,5% para 31,5% e dos municípios (FPM) de 22,5% para 32,5%;

3 – Permitir que eleitores apresentem emendas à Constituição Federal. Para isso, será necessária a adesão de 3% do eleitorado brasileiro, em 14 estados, com no mínimo 1% de seus eleitores;

4 – Tornar obrigatória a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para investimentos em saúde pública;

(Informações e foto: Lucimar Gonzatto Franceschini)

Deputado Coruja fala sobre o pacto federativo

Presidente do Fórum Parlamentar do Pacto Federativo da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Fernando Coruja estará na Câmara de Vereadores de Lages, nesta noite de segunda-feira (29).

Coruja Plenário 1

Coruja vai falar aos vereadores de Lages durante o Horário dos Partidos (a partir das 19h), uma vez que o objetivo do Fórum é formular propostas que sirvam de base para projetos semelhantes em assembleias legislativas por todo o país.

Proposta do Pacto Federativo avança na Alesc

Parece que uma das bandeiras do deputado estadual Fernando Coruja (PMDB) está ganhando terreno.

pecPois, na reunião desta quarta-feira, 20, do Pacto Federativo, o relator Leonel Pavan apresentou a redação final das cinco propostas que vão compor a Proposta de Emenda Constitucional – PEC, que será entregue na próxima quarta-feira (27) ao presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, para votação em plenário.

Na sequência, as propostas serão encaminhadas para as Assembleias Estaduais para aprovação de, no mínimo mais 13 das 27 instaladas no país e finalmente ao Congresso Nacional, como PEC – Proposta de Emenda Constitucional, alterando o Pacto Federativo.

Coruja acredita que dessa forma, tem-se a força de uma ação de origem popular (a exemplo da lei da Ficha Limpa) que, obrigatoriamente, deve ir à votação e tem chance de ser aprovada.

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Enquanto isso…

Por outro lado, com o mesmo objetivo, só que lá no Congresso, a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) defendeu , nesta quarta-feira (20), a revisão imediata do pacto federativo, para o bem da população brasileira.

carmen pacto

A parlamentar disse esperar que a comissão especial que foi instalada para debater uma nova forma de dividir o “bolo” da arrecadação de impostos com todos os entes federativos possa contribuir para diminuir as desigualdades e as extremas dificuldades de estados e municípios.

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Divisão do bolo nacional

Atualmente, a União fica com 60% da arrecadação, cabendo aos estados e municípios, respectivamente, 23% e 17%.

Segundo Carmen, as prefeituras estão cada vez mais endividadas e não vêm conseguindo mais dar conta das ações de saúde e de educação, das políticas de segurança e de assistência social.

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Marcha dos Municípios

A deputada defendeu que a comissão deve aproveitar a Marcha dos Municípios, que acontecerá , na próxima semana, em Brasília, para debate o pacto federativo com os prefeitos.

Deputados propõem a revisão do Pacto Federativo

O Fórum Parlamentar recém implantado, vai propor a revisão do Pacto Federativo, de tal forma que estados e municípios recebam uma parte maior do bolo tributário nacional e que assembleias e câmaras de vereadores tenham ampliada a sua capacidade de legislar.

federativo
A implantação na Assembleia Legislativa ocorreu nesta quarta-feira (11).

A partir de agora o Fórum Parlamentar deverá propor uma emenda à Constituição Federal visando alterar o Pacto Federativo.

A ideia partiu do deputado Fernando Coruja (PMDB) e conta com a participação de outros oito parlamentares.

A proposta é mobilizar as demais assembleias legislativas para elaborarem uma emenda constitucional. Conforme o artigo 60 da Carta Magna, no mínimo metade (14) dos legislativos estaduais, unidas, podem propor mudanças constitucionais.