No final da manhã deste sábado, 6, os representantes do Gaeco – força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Polícia Civil (PCSC/DEIC), conversaram com a imprensa a respeito do desencadeamento da segunda fase da Operação Oxigênio. Ocasião em que estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 06 mandados de prisão preventiva.
Operação esta que está sendo realizada em 05 municípios e em 3 estados da federação, envolvendo aproximadamente 50 policiais de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre os novos esclarecimentos, o fato de a operação estar investigando a suposta obtenção de vantagens dos envolvidos e também para que não atrapalhem o andamento das investigações. Por hora, ainda não foi formulada a denúncia crime, fato que deve ocorrer de até no máximo 15 dias. Muitas questões não foram respondidas, pois, estão em sigilo, portanto, falar sobre elas pode atrapalhar as investigações, que continuam.
Sobre a força tarefa deste sábado, ela ainda não foi concluída. Alguns dos envolvidos e indiciados no mandado de busca e apreensão ainda não foram encontrados.
O principal nome, entre os detidos, é o do ex-chefe da Casa Civil, Douglas Borba, do Governo de Santa Catarina.
Entrega dos aparelhos
A força-tarefa, durante a coletiva, esclareceu que apenas 50 respiradores foram entregues. No entanto, não foram recebidos pela constatação de não atenderem à funcionabilidade dos equipamentos. Em outras palavras, não será possível o aceite devido ao fato de não corresponderem ao objeto da compra.

Os demais 150 também estão impedidos do recebimento pela constatação da ilegalidade. Portando não devem ser entregues, mas não se tem a certeza de que isso ocorrerá.
Por fim, na coletiva, uma questão pediu se há possibilidade do envolvimento de algum deputado estadual no caso. Em resposta a isso, foi dito que nada aponta para essa possibilidade.
Entenda o caso
A força-tarefa investiga crimes contra administração pública em processo de dispensa de licitação para aquisição emergencial de 200 ventiladores pulmonares, a fim de auxiliar no enfrentamento da covid-19, ao custo de R$ 33 milhões pagos de forma antecipada.
A compra foi efetuada sem a exigência de qualquer garantia e sem as mínimas cautelas quanto a verificação da idoneidade e da capacidade da empresa vendedora o que resultou no descumprimento da entrega dos referidos equipamentos.
Fotos: reprodução you tube