Noite de homenagens na Alesc na entrega de Comenda

A entrega da Comenda do Legislativo Catarinense 2022, a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), tem como objetivo, o reconhecimento de personalidades, entidades, empresas e instituições. A noite de segunda-feira (21) foi memorável no Palácio Barriga Verde, para 39 homenageados.

A solenidade foi acompanhada por familiares e amigos, num ato que simboliza os méritos de toda a sociedade. Foto: Vicente Schmitt / Agência AL

O presidente da Casa, Moacir Sopelsa resumiu bem o real objetivo da honraria. Segundo ele, é dada às pessoas que têm um trabalho prestado, reconhecido e de destaque, e cada deputado tem a liberdade para fazer a escolha. Destacou ainda que é sempre importante homenagear pessoas em vida.

Deputado serrano Marcius Machado (PL), homenageou o empresário Edevaldo Linhares / Foto: Vicente Schmitt / Agência AL

 Em nome dos homenageados, o desembargador Altamiro de Oliveira, atualmente presidente em exercício do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), parabenizou os demais homenageados e agradeceu a Assembleia pelo reconhecimento. Altamiro foi o homenageado escolhido pela deputada Paulinha (Podemos).

Jorginho Mello alinhado com os demais poderes

O governador eleito Jorginho Mello (PL) age dentro do que se esperava. Neste período que antecede a posse, trabalha de forma coerente visando, já no início da gestão, ter o alinhamento com os poderes.

As conversas na semana que passou com as lideranças da Assembleia Legislativa (Alesc), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), e o segmento empresarial, junto à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), lhe deram robustez para a condução do restando do processo de articulação do governo.

Agora, num segundo momento, irá se debruçar na construção arrumação do futuro governo. Para o secretariado, nenhum nome foi divulgado oficialmente.

Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Alesc em dia de homenagens

A segunda-feira (21), será de homenagens na Assembleia Legislativa, com a entrega de comendas a personalidades e instituições que se destacaram por seu compromisso social e empreendedorismo em prol de Santa Catarina.

A comenda do Legislativo Catarinense é a maior distinção do Parlamento, instituída pela Resolução 2/2008. A cerimônia será conduzida pelo presidente da Alesc, deputado Moacir Sopelsa (MDB), ocasião em que serão homenageados 39 empresários, entidades e personalidades das mais diversas áreas de atuação no estado indicados pelos parlamentares catarinenses.

O deputado serrano, Marcius Machado (PL) irá homenagear o empresário, Edevaldo Linhares.

(Foto: Bruno Collaço / Agência AL)

Pleito de 2022 expõe a fragilidade do MDB/SC

Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

Reproduzi neste espaço, na íntegra, a entrevista do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, feita durante a estada dele na exposição de ovinos, no Parque Conta Dinheiro, em Lages.

Numa das questões, lembrei o fato de que desde a morte do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não mais teve uma liderança firme no Estado. Fato, que praticamente desmantelou o Partido. Ele concordou.

Eu não quis aprofundar o assunto. Mas, senti de parte de Sopelsa, a preocupação com a forma com que o MDB vem sendo conduzido. Arrisco a dizer que ele poderá se tornar a maior referência para resgatar a sigla em SC, e devolver a ela, a consistência de um passado, em que tinha poder e representação. De uns anos para cá, o MDB tem andado de carona, está fragilizado, dividido, e sem um líder mestre.

Sopelsa: “O MDB caminhou muito mal nos últimos anos”

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), Moacir Sopelsa (MDB), está participando em Lages da 2ª Exposição Sul Brasileira de Ovinos e da 3ª Exposição Nacional dos Ovinos Naturalmente Coloridos. Ele o irmão Victor, são criadores e expositores. Tive a oportunidade de entrevistá-lo, e saber dele algo mais envolvendo o MDB e o futuro na vida política. Confira a entrevista completa:

PC – Daqui para frente, o que o Sr. pensa em fazer após o fim do período como deputado?

MS – Bem, tenho até 31 de janeiro, quando concluo meu mandato. Depois vou curtir um pouco a minha família, e minha neta. Foram 40 anos de vida pública, sempre envolvido com eleições, com mandatos. Desde o vereador e prefeito em Concórdia; depois seis mandatos de deputado. Chega um momento em que você também precisa pensar um pouco na tua qualidade de vida e na família, né? Eu não vi minhas filhas crescerem. Hoje, elas têm o que fazer. Têm faculdade, cada uma tem o seu trabalho. Sempre quem cuidou mais delas foi a Valentina, a minha esposa.

PC – Vai ser assim, parar com tudo no meio político?

MS – Não. Claro que não pretendo ir para casa e vestir o pijama. Se eu puder vou seguir ajudando. Na assembleia, eu tenho um relacionamento muito grande com os 40 deputados que estão lá. E não vai ser diferente com os 16 que vão chegar, embora eu não tenha mandato, mas é sempre alguma coisa, a gente vai ter oportunidade de contribuir. Fora isso eu também quero estar perto das minhas atividades. Tenho amor muito grande pela criação. Tenho alguma coisa de ovinos e bovinos. Claro que só uma pequena escala em uma pequena propriedade, e sempre terei trabalho junto com o Víctor, meu irmão. E vou estar sempre à disposição para poder continuar com o meu trabalho em um lugar ou outro. Vou pensar em viver.

PC – No campo político há necessidade de uma reconstrução no Partido. Como deve ser?

MS – Para a construção precisa ser observado aquele que deve ser o governador a partir do próximo domingo. E, as pesquisas indicam um grande favoritismo para o senador Jorginho Mello. Então, com o governo, a reconstrução vai depender de como vão ser feitas também as composições. E vamos saber qual o interesse, e se o governo será compartilhado com o MDB.

PC – E nessas costuras com o novo Governo o senhor poderá estar presente, quem sabe ocupando um cargo?

MS – Não, não. Eu penso que o MDB, se for convidado pelo governador, que se eleger no domingo, vai precisar se definir. A bancada estadual e o partido devem pensar em ter um projeto dentro do governo. Por outro lado, entendo que o governo vai ser entregue para o futuro governador, em ótimas condições. Eu não tenho nenhuma dúvida disso, o pude participar. Será um governo com possibilidade de fazer bons investimentos. Tanto um quanto o outro candidato, tem experiência política e administrativa, e com possibilidade de fazer um bom mandato. O MDB se participar do governo, vai ter que ver qual é o espaço. Precisa ver qual o entendimento; precisa ter o convite do governador. Por enquanto, não há nada definido de convite, nem de um e nem do outro, embora a executiva do MDB tenha declarado apoio aberto ao senador Jorginho Mello. Até agora não se falou em Secretaria, e nem tenho essa pretensão. Mas se eu puder contribuir, assim será.

PC – E o Partido, o MDB, como o senhor pretende ajudar numa reconstrução a partir de agora?

MS – O MDB caminhou muito mal nos últimos dois anos. Não soube construir uma proposta desde a eleição de quatro anos atrás, quando o PMDB não foi para o segundo turno. Não se conscientizou de que, pela primeira vez da história das eleições que o MDB teve candidato a gente podia até podia ter perdido a eleição no primeiro turno. Mas, quando houve dois turnos, o MDB sempre estava no segundo. Faltou mais trabalho. Nós caminhamos mal. E quando se decidiu em fazer a prévia para escolher candidatos, essa prévia, em vez de somar, ela dividiu ainda mais o nosso partido. Nós perdemos companheiros, como o senador Dário Berger. Não é pouca coisa, é um senador. Perdemos companheiro, como o ex-deputado federal Valdir Colatto, e tantos outros. É muita gente. Acabou.

PC – E o caminho que se decidiu, ou seja, compor com o governador Carlos Moisés?

MS – Quando se decidiu na convenção que nós estaríamos juntos com o governador Carlos Moisés, aqui há de se fazer justiça, e dizer que governador, Carlos Moisés sempre nos tratou bem, e colocou o MDB no ponto mais alto da administração dele. Tratou as bancadas e os deputados federais com recursos destinados aos municípios como nunca se viu. E depois da convenção continuou a divisão do partido. Uma parte apoiou, outra não.

PC – Essa foi uma das razões da derrota de Carlos Moisés no pleito?

MS – Olha é uma das questões dentre tantas outras que levaram a nossa coligação não ir para o segundo turno. Não passamos de 17%. O nosso candidato ao senado fez menos de 400 mil votos. A nossa bancada estadual, embora tenha elegidos seis deputados, não passou de 500 mil votos. O MDB, de Curitibanos ao Grande Oeste na fronteira com a Argentina, ficou com dois deputados, um estadual e um federal. Então, nós temos que repensar o nosso partido. Não temos representação no Planalto Serrano, não temos no Planalto Norte, no Vale do Itajaí, não temos em Florianópolis. Ficamos com dois deputados estaduais no Sul do Estado.

PC – E a eleição de domingo também para Presidente da República, o que deve influenciar?

MS – Acho que nesta eleição deve definir o que deverá ser feito a partir do ano que vem com o MDB. Existem conversações de fazer fusões entre muitos partidos. Pois, se você for ver, em Santa Catarina, o Esperidião Amin não conseguiu eleger a esposa e nem o filho; não fez nenhum deputado federal. A família Bornhausen também, não elegeu o filho. O MDB não elegeu senador. Enfim, a gente viu que os partidos ficaram nanicos. O PSDB, em Santa Catarina ficou somente com dois deputados estaduais. Então é preciso pensar na fusão, e independente de quem ganhar a eleição no Brasil, vão haver fusões e federações. Oportunidade para você poder ver um novo caminho do nosso e de outros partidos, sem impedimentos. Daqui a pouco, se der certo, aumentam as bancadas estadual e federal.

PC – E sobre a candidata do MDB a Presidente?

MS – Acho que a nossa candidata a Presidente da República fez uma boa eleição, foi a terceira mais votada. A posição dela de agora tem de ser respeitada, mas está se vendo que está se tornando uma líder. Dos candidatos a presidente que foram derrotados, ela será a grande líder do MDB e ajudar na nossa renovação, na mudança que temos que fazer politicamente dentro do País.

PC – E qual a sua avaliação quanto às composições dentro da Assembleia Legislativa para a formação da Mesa Diretora?

MS – Na Assembleia sempre houve o entendimento, especialmente depois da mudança em se fazer a eleição da Mesa Diretora com o voto aberto. Sempre se fez uma composição democrática, que tenha a participação de todos os que querem compor. Na Assembleia não há o privilégio de eleger como Presidente o mais votado, nem o menos votado. Se estiver eleito e diplomado, os 40 têm o mesmo direito, e todos gostariam de ser o presidente, disso, não tenho dúvida. Será feito mais uma vez um entendimento. Acho também, que o Governador eleito precisará ter dentro da Assembleia a base de sustentação política. Eu que sempre tive mandato de vários governadores, sempre defendi que em projetos bons, devo estar junto. Ser oposição só por ser oposição nunca foi o meu estilo, e recomendo que as pessoas tenham este sentimento. E dos nomes que estão sendo cogitados para presidente, aquele que tiver condições de fazer 21 votos, ele vai fazer os 40. E o MDB está tentando fazer o trabalho de composição, mas respeitando as demais candidaturas postas. Por fim, para o Governo, o MDB se for convidado, ele deve contribuir, caso contrário, vamos fazer nosso trabalho, com oposição inteligente.

Ouça a entrevista na íntegra:

Por Paulo Chagas

Carlos Moisés retoma o cargo de Governador neste sábado

O governador Carlos Moisés volta ao cargo neste sábado, 1º de outubro, com o fim do período de interinidade do deputado estadual Moacir Sopelsa.

Em nota, Moisés agradece ao empenho e as entregas realizadas pelo presidente da Alesc no período em que esteve à frente do Governo do Estado, mais um marco de uma trajetória política exemplar e exitosa.

Maurício Eskudlark assume a presidência da Alesc

Sem muito alarde, em ato, realizado na manhã de sábado (3) no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, por volta das 9 horas, ocorreu a posse do deputado Maurício Eskudlark (PL) como presidente em exercício da Assembleia Legislativa.

Ele permanecerá no cargo em substituição ao deputado Moacir Sopelsa (MDB), que deixou a presidência para conduzir o governo do Estado.

A solenidade aconteceu no Plenário Deputado Osni Régis e reuniu representantes de poderes e órgãos públicos, lideranças políticas, amigos e familiares dos dois deputados.

Eskudlark, que até então ocupava a 1º vice-presidência da Casa, exercerá a presidência por 30 dias, mesmo período em que Sopelsa deve ocupar a chefia do Executivo estadual.

Sobre a condução dos trabalhos na Alesc, ele afirmou que pretende dar continuidade à linha adotada por Sopelsa, buscando conferir agilidade na votação dos projetos, enxugando gastos, e transformando os recursos públicos em benefícios e qualidade de vida para a população catarinense.

Foto Vicente Schmitt/Agência AL

Governador Sopelsa: último grande ato na vida pública

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa assumiu na manhã deste sábado (3), durante cerimônia no Teatro Pedro Ivo Campos, no Centro Administrativo, o comando interino do Governo de Santa Catarina.

Num ambiente lotado, a visão do prestígio ao ato político, e o reconhecimento ao histórico de Sopelsa, que já decidiu encerrar as atividades na vida pública. Faz, dessa oportunidade, como Governador, o seu último grande ato no campo da política.

Ao falar, disse que é um momento de alegria, mas, ao mesmo tempo difícil, por carregar nos ombros tamanha responsabilidade. Ressaltou que o cargo que assume, por 30 dias, não representa um compromisso político, e sim, um gesto de amizade, lealdade, e de reconhecimento.

Destacou como prioridade, continuar olhando para as pessoas sem pensar em si próprio, e nem em partidarismo. Falou em dar continuidade aos projetos do agora governador licenciado Carlos Moisés.

Consolidação da aliança 

Por mais que Moacir Sopelsa, agora estando governador interino, tenha dito que o ato não tem vínculo político, as coisas não são bem assim. A posse dele representa a consolidação da aliança partidária entre o Republicanos e o MDB. Desde o princípio se ouviu a palavra acordo. E não foge disso.

O caminho das intensões de transferência de cargo, percorrido até este sábado dia 3 de setembro, teve capítulos complexos, e incluíram críticas da vice-governadora Daniela Reinehr (PL). Sem entrar em mais detalhes, lembro apenas para ilustrar, que o ato de posse teve todo um significado, em que as amarras partidárias precisaram ser articuladas, a partir de muita conversa, em meio a tensões.

Sem dúvida, este, o maior acontecimento político da semana no Estado. Enfim, independente de todos os fatos anteriores, hoje, Moacir Sopelsa tem a oportunidade de escrever um novo e importante capítulo, em seu vasto histórico na vida pública.

Fotos: reprodução