JBS doa camas especiais para pacientes em cuidados de UTI

As 20 camas especiais se somam aos monitores multiparamétricos e os 10 respiradores já repassados pelo Governo do Estado. Assim, o HNSP estará apto para ampliar para mais 10 leitos de UTI para pacientes com Covid-19”, uma vez que a instalação dos equipamentos está sendo feita.

A doação veio em boa hora, de parte da empresa JBS. A entrega foi nesta segunda-feira (20 de julho). As camas são equipadas com capacidade de mobilização e posicionamento de pacientes graves.

O presidente do HNSP disse que para o início do mês de agosto a JBS irá fazer uma nova doação, desta vez serão monitores multiparamétricos para assistência de pacientes de UTI, equipamentos estes que serão integrados às camas especiais recebidas nesta segunda-feira.

Lages é um dos 200 municípios brasileiros que estão recebendo doações repassadas pela JBS no enfrentamento ao novo Coronavírus.

Contratações

Por outro lado, também a informação de que HNSP está contratando enfermeiros e técnicos de enfermagem e espera que esses profissionais se apresentem à direção do hospital para a devida contração.

Fotos: Iran Rosa de Moraes e Ary Barbosa de Jesus Filho

JBS doa 5 mil cestas básicas e outros materiais para Lages

A entrega das cestas básicas foi feita pelo gerente da empresa local da JBS, José Francisco Felippe, na manhã desta quarta-feira (17). O prefeito Antonio Ceron, com parte do seu estafe recebeu os produtos.

Além de 5 mil cestas básicas, foram doadas máscaras, luvas e aventais utilizados por profissionais da área da Saúde, nos trabalhos de prevenção e combate ao novo Coronavírus (Covid-19).

A entrega destes produtos, transportados em quatro carretas, ocorreu em frente ao almoxarifado da Prefeitura, localizado na avenida Brasil, onde a carga ficará armazenada, para posterior e devida distribuição que será feita pela Secretaria de Assistência Social e Habitação.

Fotos: Iran Rosa de Moraes

Esforço de grandes empresas para manter o vírus distante

Todas as grandes empresas do Brasil têm adotado medidas prioritárias para evitar que o coronavírus se dissemine internamente. A JBS, no ramo da alimentação, é uma delas, que está atuando na proteção dos colaboradores, o máximo possível.

Todas as unidades contam com protocolos para garantir a segurança e o bem-estar de sua força de trabalho de seus colaboradores e prestadores de serviços em todas as suas dependências.

São muitas as providências. Entre elas, o afastamento dos colaboradores que se encaixam nos grupos de risco – pessoas com mais de 60 anos, gestantes e aqueles que tiverem indicação médica.

Informação e conscientização sobre os cuidados com campanhas internas de conscientização sobre higienização das mãos, uso do álcool em gel e distanciamento social, entre outros.

Além da higienização e ampliação da frota ônibus, controle de temperatura de todos os colaboradores nas entradas dos turnos e vacinação gratuita para gripe H1N1 para 100% dos colaboradores.

Sem contar a desinfecção diária de todas as instalações com registros a cada realização e ampla divulgação para consulta dos colaboradores, entre outras medidas.

Assim como a JBS, empresas catarinenses como a Aurora, também estão fazendo o que podem para garantir segurança no abastecimento e oferta de produtos aos consumidores, sem que o coronavírus causa maiores problemas.

Informações e fotos: Assessoria de Imprensa

Ameaça à exportação de frango

O setor do agronegócio este em polvorosa com a decisão da Arábia Saudita em desabilitar mais de 30 frigoríficos brasileiros, que exportam frangos para aquele país, com impacto maior sobre cinco unidades, entre elas a JBS e a BRF.

Há quem diga por todas as letras que é o primeiro aviso, só pela possibilidade de a embaixada brasileira em Israel sair de Tel Aviv para Jerusalém, a exemplo do que fez os Estados Unidos.

Aqui no Estado, lideranças da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (FAESC), já estão se mobilizando de todas as formas, uma vez que, dessas cinco empresas, duas são de Santa Catarina. O mercado está assustado, só com a possibilidade da transferência da embaixada, o que poderá acarretar sérios prejuízos ao Estado e ao País, podendo haver o rompimento com os maiores importadores de carne de frango do Brasil.

As ações incluem um alerta ao governador Carlos Moisés da Silva, do mesmo partido do Presidente da República, para que interaja com muita força, a partir da gravidade do problema, antes que o mal maior aconteça. Pois, os embargos iniciais dão clara ideia do começo da retaliação à carne brasileira. E, Santa Catarina, maior exportador será o mais prejudicado. Moisés precisa mostrar força junto ao Governo Federal, diante da atual realidade, e já.

Justiça arquiva delação da JBS contra Colombo

Por decisão do juiz Fernando Vieira Luiz, da segunda vara criminal de Florianópolis, e que aceitou a recomendação do Ministério Público de SC, foi arquivado o processo que apurava a delação premiada de executivo da empresa JBS.

O parecer da promotora Rosemary Machado Silva tem 14 páginas e conclui que a narrativa do delator Ricardo Saud não sobrevive à contextualização dos fatos.

O ex-governador Raimundo Colombo que comentou a decisão do arquivamento do processo contra ele, disse receber com tranquilidade a decisão da Justiça. “Sempre acreditei na Justiça e tinha absoluta certeza de que esse seria o resultado. Por uma questão de consciência, porque não havia cometido nenhum crime ou ilegalidade”, afirma.

Prejuízos à imagem

Colombo observa, contudo, que os prejuízos à sua imagem foram grandes. Ele argumenta é o mesmo que se você jogasse um saco de penas de cima de uma torre. Nunca mais conseguiria juntar todas elas. Para ele, fica o lamento ao lembrar que o sofrimento durante todo esse período foi muito grande.

O ex-governador destaca que a Justiça traz um conforto e faz aumentar a fé de que a democracia é o melhor sistema que a sociedade tem para se proteger.

Antonio Gavazzoni, que era secretário de Estado da Fazenda, na época em que as delações vieram à tona, também foi beneficiado com o arquivamento do processo.

Raimundo e Gavazzoni eram apontados como beneficiários de R$ 10 milhões oriundos da JBS para a campanha eleitora, e, em troca da venda da estatal Casan, fato que nunca ocorreu.

(Foto: divulgação)

Voto a favor da denúncia

O deputado federal Jorginho Mello (PR/SC) emitiu nota afirmando que votará a favor da denúncia contra Temer. Disse que está convicto na decisão.

O Presidente é acusado pelo procurador-geral Rodrigo Janot de praticar corrupção passiva no caso JBS.

O deputado reitera que o entendimento é de que todos podem ser investigados, seja presidente da República, senador, deputado, vereador, juiz, promotor, etc.

O posicionamento dos demais deputados catarinenses não tenho informação oficial, nem mesmo da deputada serrana, Carmen Zanotto (PPS/SC).

Raimundo enfrenta os efeitos das delações

Os “estragos” das delações atingem todas as instâncias do campo político, e acabou respingando em Santa Catarina, incluindo o governador, deputados e senadores, no caso de Dário Berger e Paulo Bauer.

O efeito da delação, embora ainda não comprovada e muito menos investigada e julgada, antecipa o inferno na vida de quem é citado.

Nesta segunda-feira (23), o governador Raimundo Colombo, além de perder o seu principal secretário, o da Fazenda, Antônio Gavazzoni, deu a cara para bater e falou à imprensa sobre a citação do nome pelos delatores da JBS.

Não negou que tenha recebido recursos para a campanha, mas ressaltou que foi de forma legal e de acordo com a vigência da lei na época, e foi via diretório nacional do partido que, por sua vez, repassou ao estadual, e que está declarada no TRE.

Salientou ainda que não houve nenhuma facilitação para a compra da Casan, tanto, que não aconteceu.

A questão permite várias interpretações além do pré-julgamento. Notem. O governador Raimundo Colombo vinha se destacando nacionalmente pela conduta de gestão, e cada vez mais evidenciado em sua forma de governar. Chamou demais atenção.

Isso tudo não poderia também servir de argumento para que o colocassem em uma situação como essa, exatamente para ofuscar em definitivo a ascensão dele nacionalmente? Afinal, não foi um nem dois os que sugeriram o nome de Raimundo para, inclusive, à Presidência da República.

Não há dúvida que mexe com os mais altos interesses da casta política do País. Então, pode ou não pode ser ação orquestrada? Obviamente que pode.

De qualquer forma, a defesa dos citados está aberta, e cedo ou tarde, creio, todos vamos saber quem está com a razão. Em caso da comprovada inocência, o prejuízo pessoal e profissional, não será esquecido. No caso de culpa, a Justiça deverá fazer o que lhe cabe.

Raimundo e Gavazzoni emitem Nota Oficial

O secretário da Fazenda Antonio Gavazzoni apresentou ao governador Raimundo Colombo, nesta segunda-feira, dia 22, o pedido de exoneração do cargo, para cuidar de sua defesa em função de seu nome ter sido citado em delação da empresa JBS. Colombo lamentou a decisão do secretário Gavazzoni em deixar a pasta que comandava desde 2013. “Ele foi uma das pessoas mais brilhantes, mais inteligentes, mais dedicadas do governo”.

Colombo lembrou que Gavazzoni teve participação extraordinária em questões seríssimas do Governo do Estado sempre alcançando resultados positivos. Uma das mais delicadas e que permitiu que o Estado mantivesse o equilíbrio de suas finanças foi a renegociação da dívida com a União. “Santa Catarina liderou a renegociação devido à habilidade de Gavazzoni que tomou para si a responsabilidade de buscar uma solução justa e equilibrada que contemplasse não só as demandas de Santa Catarina, mas também dos outros estados junto ao governo Federal.”

Outra ação importante comandada por Antonio Gavazzoni foi o Plano de Demissão Incentivada que trouxe equilíbrio para as contas públicas. “É preciso destacar a sua correção, a sua dedicação e a sua contribuição para o estado de Santa Catarina.”

O governador disse que entende a decisão de Gavazzoni em deixar a pasta para cuidar das questões jurídicas mas lamenta sua saída porque ele foi uma das pessoas que mais cooperou com o Governo do Estado. “Gavazzoni tem um potencial extraordinário e eu insisto que ele não abandone a vida pública e continue ajudando Santa Catarina.”

Governo do Estado de Santa Catarina

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Em nota à imprensa, as palavras de Gavazzoni

“Nesse tempo em que fui secretário de Estado e presidente de estatal me concentrei sempre em enfrentar problemas e crises. Nunca fui seduzido por assuntos que gerassem publicidade positiva, como inaugurações ou festas políticas.

Zelei cada dia pelo interesse público, trabalhei dando toda minha força, energia, conhecimento e capacidade para enfrentar grandes problemas públicos, desde a crise econômica e climática de 2008, depois à frente do grupo Celesc e, sobretudo, na Secretaria da Fazenda nestes últimos anos da pior crise econômica que o país e o Estado já viveram em toda sua história. Vencemos por não aumentar impostos nem atrasar salários.

Se isso tivesse ocorrido, a Segurança, a Saúde e a Educação teriam entrado em colapso, como aconteceu em vários estados. O progresso econômico e social estaria severamente comprometido.

Porém, apesar de todo meu entusiasmo pelas missões públicas, neste momento não tenho forças para seguir comandando os homens e mulheres de grande capacidade técnica que pertencem aos quadros da Fazenda.

Não vou descansar, mas me dedicar a mostrar a cada pessoa que confiou em mim ao longo desses 11 anos, que nada do que foi dito por criminosos confessos é verdadeiro. Todos os encontros narrados foram presenciados por terceiros que testemunharão para esclarecer a verdade. Os heróis brasileiros em que se transformaram os Procuradores da República e os Magistrados sabem e saberão julgar aqueles com quem lidam. Esses criminosos confessos, que buscam a qualquer preço montar versões que justifiquem a troca de penas alongadas por liberdade e vida milionária no exterior, não podem vencer.

Na nossa vida tudo tem um limite. A minha enérgica disposição para enfrentar problemas no Estado encontrou o seu: os dois fatos envolvendo questões eleitorais, injustas e improcedentes quando citam meu nome e, por isso, doloridas. Abro mão do foro privilegiado porque nada temo. Agradeço ao governador Raimundo Colombo pela confiança e amizade recíprocas, bem assim a todos os colegas de Governo.

Tenho Deus por testemunha de minhas palavras e, mesmo passando por tudo isso, só agradeço às amizades e simpatias que conquistei.”

Antonio Marcos Gavazzoni

22 de maio de 2017

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Almir Gorges é nomeado

O governador Raimundo Colombo preferiu não ficar lamentando a saída de Antonio Gavazzoni, e nomeou ainda nesta segunda-feira (22), o substituto dele na Secretaria de Estado da Fazenda.

Foto: Divulgação

Trata-se do funcionário de carreira, o auditor fiscal aposentado Almir Gorges. Ele já teve experiência na função depois de ter ocupado o cargo de secretário-adjunto da Pasta.

Almir Gorges tem 61 anos, é natural de Imbuia, no Alto Vale do Itajaí, e mora Timbó, no Médio Vale. Graduado em Direito e Administração, com especialização em Contabilidade, foi auditor fiscal da Fazenda por 39 anos. (Fonte: ClicRBS).