Requerimento da instalação da CPMI sobre atos de 8 de janeiro

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), sinalizou que vai discutir a instalação da CPI dos Atos Antidemocráticos com líderes partidárias. Segundo ele, será feita a leitura do requerimento de instalação, de autoria da senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS). Pacheco estava sendo acusado de omissão.

Presidente do Senado – Rodrigo Pacheco / / Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Portanto, havendo as condições para os senadores dessa legislatura, não resta à presidência outra alternativa a não ser proceder a leitura do requerimento. O processo deverá se transformar em Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI), unindo o Senado e o Congresso, para investigar os atos do dia 8 de janeiro nos prédios dos Três Poderes, em Brasília.

De Santa Catarina, Esperidião Amin (PP-SC) e Jorge Seilf (PL-SC), estão na lista do Senado dos que assinaram o pedido, e mais 10 parlamentares. Entre eles estão Júlia Zanatta, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Zé Trovão e Caroline de Toni, todos filiados do PL-SC. Ricardo Guidi e Rafael Pezenti, ambos do PSD, Gilson Marques, do NOVO, Fábio Shiochet, do União, e Geovane de Sá, do PSDC, também fazem parte do movimento que assinou a solicitação.

Ivete da Silveira / Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Por fim, fontes informam que a senadora Ivete da Silveira (MDB) disse que não assinou a lista para a instalação da CPMI, pela simples razão de não ter sido procurada, que, se caso tivesse sido, ainda teria que analisar minuciosamente, porque ela quer o melhor para Santa Catarina. Muito estranho. Gostaria de uma explicação melhor de parte da senadora.

Jorginho Mello se despede do Senado e cita Bolsonaro

Antes de assumir o cargo de governador, Jorginho Mello (PL), nesta segunda-feira (28) fez o discurso de despedida do Senado, lugar em que foi considerado, por duas vezes, o melhor senador do Brasil.

Jorginho Mello ao se despedir do Senado /Foto: Assessoria de Imprensa

Na ocasião, evidenciou o nome do presidente Jair Bolsonaro e projetos como o Pronampe, o qual, ele considera ser a maior linha de crédito da história do País.

O discurso dele foi durante homenagem aos micros e pequenos empresários. Ao fazer o balanço dos quatro anos de atuação, agra agradeceu aos catarinenses por acreditarem no seu trabalho.

Citou vários projetos em defesa dos empreendedores, a exemplo do MEI Caminhoneiro e o Pronampe, que salvou, só em Santa Catarina, 750 mil empregos e mais de 75 mil empresas, ao emprestar mais de R$ 5 bilhões.

Senadora Ivete Silveira

Ivete Silveira / Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Jorginho Mello também se dirigiu à primeira suplente, Dona Ivete Appel Silveira, que agora será titularizada no mandato como senadora.

Segundo o agora ex-senador, não tem dúvidas de que ela irá exercer os quatro anos que o ex-governador Luz Henrique da Silveira não conseguiu completar em vida. Dona Ivete, vale lembrar, é do MDB, e irá também ser a representante do Partido, no Senado.

MDB ganha com eleição de Jorginho Mello

Mesmo derrotado nas urnas, após a escolha da união em prol da reeleição de Carlos Moisés, o MDB pode ganhar, caso se confirme a eleição de Jorginho Mello (PL) ao governo.

Nesse caso, o Partido assegura pelos próximos quatro anos uma vaga ao Senado, com a figura de Ivete Silveira, viúva do ex-governador Luiz Henrique. Portanto, ganha mesmo na derrota. Aliás, dona Ivete está neste momento senadora.

Em janeiro, poderá assegurar a cadeira definitivamente, que por hora apenas está esquentando. Vale lembrar que o segundo suplente Beto Martins (PL), que já foi prefeito de Imbituba, assume por 30 dias, em dezembro.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado.

Dona Ivete, viúva de Luiz Henrique da Silveira no Senado

Conforme já previsto, o candidato ao governado do Estado pelo Partido Liberal (PL), Jorginho Mello, se licencia do cargo, nesta quarta-feira (24) do mandato de senador. Ivete Appel da Silveira (MDB-SC), viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, primeira suplente, é quem assume.

Segundo Jorginho, faz política com grandeza, e lembrou que no início do mandato daria oportunidade para dona Ivete ser senadora. Ela irá permanecer no cargo durante três meses, de 24 de agosto a 23 e novembro. Depois disso, o segundo suplente, Beto Martins, que é do PL de Imbituba, terá a oportunidade no período de 24 de novembro a 24 de dezembro.

A curiosidade é o fato de que a viúva do ex-governador Luiz Enrique, é do MDB, partido coligado a Carlos Moisés (Republicanos). Há quem esteja de olho nesse ato, tido como proveitoso neste momento político, em favor do candidato liberal. E não deixa de ser.

É sabido que há uma parte do MDB que não está satisfeita com a composição Moisés/Udo. Se, Jorginho Mello for eleito, Ivete Silveira herda a vaga no Senado pelos próximos quatro anos. Na eleição passada, Jorginho era aliando do MDB, e foi eleito ao Senado, também, com os votos do Partido.

Foto: Divulgação / Assessoria de Comunicação

No caso de eleição de Amin ou de Jorginho ao Governo

Quem assume no lugar deles?

Como se sabe três senadores catarinenses estão envolvidos no processo eleitoral de 2022. Dois deles, têm ainda pela frente mais quatro anos de mandato, a contar de 2023: Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL). O terceiro, Dário Berger, finda o atual mandato, em 31 de dezembro de 2022, e agora tenta a reeleição, depois de frustrada a tentativa de ser candidato ao Governo, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Senador trocou o MDB pelo PSB – Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Aliás, Dário somente deixou o MDB, por falta de espaço e porque visualizava a oportunidade de ser eleito o governante de Santa Catarina. Dá para imaginar o tamanho da frustração. Como se sabe, a política é a velha arte “de engolir sapos”.

No tocante ao Esperidião, caso seja eleito governador, quem herda a vaga é o primeiro suplente Geraldo Althoff (PSD). A segunda suplente é Denise dos Santos, também do PSD. PP e PSD estiveram juntos inúmeras vezes. Desta vez, distantes.

Suplente de Jorginho Mello

Comento à parte sobre a suplência de Jorginho Mello (PL), porque, neste caso, merece mais reflexão. A primeira suplência é nada mais nada menos do que da viúva de Luiz Henrique, a dona Ivete Silveira (MDB). É aí que um “fantasma” assombra a ala apoiadora de Carlos Moisés. Jorginho Mello, em 2018, era aliado do MDB, pelo então Partido Republicano (PR). E, foi com a força da coligação que se elegeu senador.

Jorginho Mello poderá deixar a vaga no Senado para Ivete Silveira – Foto: divulgação

Sendo assim, em caso de uma eleição de Jorginho Mello, ela assume os últimos quatro anos no Senado. Beto Martins (PL), de Imbituba, é o segundo suplente. Não precisa ter muita imaginação para perceber que uma corrente fiel à dona Ivete, a quer entre os senadores em 2023, e que torce pela eleição do aliado no pleito anterior. E, se Celso Maldaner também se eleger, o MDB terá dois nomes no Senado.

Por fim, entendo que tanto Esperidião Amin, quanto Jorginho Mello, têm condições reais de sucesso em outubro.

Dona Ivete Silveira no Senado?

Durante um encontro casual, nesta semana, com um dos expoentes da política catarinense, Francisco Kuster, e que, beirando aos 80 anos, carrega sobre os ombros uma grande história.

Homens como Kuster precisam ser ouvidos. Disse-me que o governador Carlos Moisés não será reeleito, caso queira contar com o MDB. E explicou-me o que poucos estão lembrando.

Na eleição passada, o agora pré-candidato ao Governo, Jorginho Mello (PL), estava fechado com o MDB, e foi eleito Senador a partir dessa aliança.

O “fantasma” de Luiz Henrique e a presença viva de dona Ivete ao Senado, “assombram” Carlos Moisés.

Além disso, a brusquense Ivete Appel da Silveira, viúva do ex-governador Luiz Henrique da Silveira, esteve engajada na campanha das candidaturas de Mauro Mariani ao governo do estado e de Jorginho Mello ao Senado.

Pois bem. Poucos lembram. Mas dona Ivete é a primeira suplente de Jorginho Mello ao Senado. E o que isso quer dizer? Simples. Basta dizer que uma grande parte do MDB poderá estar ao lado da dona Ivete, e de Jorginho Mello.

Caso Jorginho se eleja governador, o MDB herda o Senado por quatro anos. Eis aí um trunfo que Jorginho Mello carrega, e pouco expõe. Assim como Jorginho se aliou a MDB no pleito passado, não é impossível o MDB se aliar a ele agora. E se isso acontecer, Moisés nada mais pode fazer, e compromete por completo a reeleição.

Dilma Rousseff em Joinville

A presidenta Dilma Rousseff cancelou todos os compromissos que tinha para também se despedir do político catarinense.

Joinville - SC, 11/05/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante velório do Senador Luiz Henrique da Silveira. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.Segundo ela, representou o Brasil, no velório e teceu vários elogios ao senador.

Joinville - SC, 11/05/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante velório do Senador Luiz Henrique da Silveira. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Aqui o registro do momento em que a Presidenta cumprimenta Ivete Silveira, viúva do senador Luiz Henrique, durante velório.

(Fotos: Roberto Stuckert Filho/PR)