Produtores, cooperativas e representantes de instituições públicas se reuniram nesta quinta-feira (09), no Sindicato Rural de Lages, para discutir estratégias de valorização da carne produzida a pasto na Serra Catarinense. A proposta central é desenvolver uma Indicação Geográfica (IG) ou selo de qualidade que destaque o diferencial da carne serrana no mercado estadual e nacional.

O encontro contou com a presença de especialistas como Paulo Roberto Arruda, da Secretaria de Agricultura, e representantes do SEBRAE, que já atuam na promoção de produtos regionais. Foram apresentados exemplos de sucesso como o Queijo Serrano e o Mel de Melato da Bracatinga, reforçando o potencial da carne serrana como marca coletiva.

Participaram cooperativas que trabalham com raças autóctones e britânicas, focadas em produção sustentável em pastagens naturais. A reunião marcou o início de um diálogo técnico para aprofundar o diagnóstico do setor e traçar ações conjuntas com instituições como EPAGRI, CIDASC e universidades.
Segundo Márcio Pamplona, presidente do Sindicato Rural de Lages, o objetivo é ampliar o reconhecimento da carne serrana, fortalecer a cadeia produtiva e posicionar o produto como referência de qualidade no Brasil.





O nome de Indicação Geográfica do Alho Roxo foi definido em reunião com os seis municípios produtores pertencentes à área geográfica de produção do produto, na segunda-feira, 9 de agosto.
“Com o projeto de Indicação Geográfica do Alho Roxo, busca-se valorizar o produto característico da região e seus produtores, agregando mais valor ao produto, e, consequentemente, promovendo a geração de renda e empregos. A conquista do selo de Indicação Geográfica irá fortalecer a cadeia produtiva e possibilitar reconhecimento nacional e internacional do Alho Roxo do Planalto Catarinense, oferecendo ao mercado um produto com características únicas da região em que é produzido”, afirma o gerente Regional do Sebrae/SC, Altenir Agostini.
