Uniplac: o último que sair, apague a luz!

Embora se mantenha um silêncio absoluto dos dirigentes da Fundação Uniplac, tenho ouvido outras vozes que lamentam o fato de a Instituição estar em grave situação financeira e administrativa.

uniplac engenharia

Ao dizer para o último que sair apagar a luz, torna-se uma pesada colocação. Mas que remédio se tem, neste momento? Poucos sabem.

Obviamente, esforços internos estão sendo executados na tentativa de colocar a Universidade em níveis aceitáveis de sustentação.

Os tempos são difíceis. A economia nacional atinge negativamente de todas as formas. Alto índice de inadimplência, matrículas trancadas, ausência no vestibular e a consequente falta de inclusão, que é cada vez menor, sem falar na simples desistência de acadêmicos, são alguns exemplos.

A redução do corpo docente e discente também é evidente. No entanto, imagino que o esforço para conter e amenizar a grave crise financeira seja enorme. Se vão conseguir, é outra questão.

O pior nisso tudo é saber que a Instituição corre o risco de não poder mais sustentar o título de Universidade.

Lembro que na primeira grande crise, o Poder Público, através do então prefeito Renato Nunes, tomou para si a responsabilidade e rapidamente interviu.

Hoje, pelos lados da Prefeitura, creio que nem sabem o que se passa com a Universidade. O Governo do Estado até sabe, e ajuda na ampliação de novos espaços, que, aliás, poderão não ser utilizados tão cedo, caso a demanda não volte a crescer.

Apenas entro na questão, para fazer com que haja transparência. Para que os administradores exponham definitivamente o grau do grave problema, as medidas que estão sendo adotadas e o que está sendo feito para tentar amenizar e buscar a recuperação. A comunidade, não só a acadêmica, também precisa saber.

Lá dentro tem muitas coisas boas acontecendo, e nem isso se sabe. Portanto, imagino que seja a hora de alguém mais dar atenção à nossa Instituição. Pois, que do jeito que está, os problemas só se agravam.

Nesta sexta-feira (20), o governador e outras autoridades da educação, vão estar na Universidade. Poderiam questionar e saber o que se passa. Oportunidade para pelo menos, tomar minimamente conhecimento sobre a situação da Uniplac, antes que seja tarde demais.

Uniplac: os atos não justificam os meios

A Universidade do Planalto Catarinense não tem mais como esconder que vive uma nova crise.

Diante da necessidade de cortar gastos, o presidente da Fundação das Escolas Unidas do Planalto Catarinense (Uniplac), Marco Aurélio de Liz Marian, decidiu mexer no corpo pensante da área administrativa.

O primeiro ato foi o de nomear o professor Carlos Eduardo de Liz, para o cargo de diretor executivo. De quem não discuto a competência.

Porém, Elusa de Fátima Camargo de Oliveira Machado, com mais de 17 anos de serviços prestados à Instituição, e cinco deles como diretora executiva, não teve a mínima consideração.

Nem o Presidente do Conselho, e muito menos o diretor nomeado tiveram a hombridade de explicar as razões do afastamento, justamente para a pessoa que até então ocupava o principal cargo administrativo. Muito embora ela já esperasse, pois, já não estava mais suportando tanta pressão.

Obviamente, é uma prerrogativa dos gestores. No entanto, não condiz com a cultura de relações humanas, uma característica sempre apregoada pela Instituição.

As demissões continuam, gostem ou não. O clima na Universidade é de completo temor. Os demitidos simplesmente recebem recados de terceiros para que se dirijam ao RH.

Diante desta situação, e até entendendo a grave situação financeira que a Universidade está novamente enfrentando, pode até serem compreensíveis tais atos.

Lembro apenas que a competência e a austeridade, precisam estar acompanhadas também de caráter.

Por fim, afirmo que sempre tive a melhor relação possível e zelo pela Uniplac. Torço para que contorne seus problemas e a comunidade acadêmica não sofra, jamais. Porém, minha parceria, que há muito já foi desconsiderada, termina aqui.

Uniplac facilita a recuperação de créditos

Uniplac_2014A Fundação das Escolas Unidas do Planalto Catarinense – Fundação Uniplac vem divulgando desde o mês de novembro por meio do Ato Normativo 021/2014 os procedimentos mais flexíveis para o recebimento de créditos oriundos de prestação de serviços educacionais com processos judiciais ajuizados ou não.

No documento são apresentadas as formas de negociação das dívidas de acadêmicos e ex-acadêmicos junto à instituição de Ensino.
Todos os débitos podem ser renegociados por meio de Cartão de Crédito com redução de até 100% dos encargos. As dívidas podem ser parceladas em até 1 + 11 parcelas, sem acréscimos.

Aos devedores que não possuem cartão de crédito é liberado o uso de cartões de terceiros, desde que seja autorizados por estes, diretamente na Instituição ou por meio do termo de autorização publicado como anexo ao Ato Normativo no site da Uniplac.

Esta é mais uma forma de ampliar as formas de pagamentos para os alunos e ex-alunos, que estará disponível de novembro de 2014 a março de 2015.

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Capacitação de docentes

Com aulas em regime de intensivo em alguns cursos desde o dia 02 de fevereiro e em pleno período de inscrições e matrículas dos cursos de Graduação e Pós-graduação, a Uniplac realiza de 09 a 12 de fevereiro a primeira etapa de sua Capacitação Docente do ano de 2015.

A XXIV edição do Seminário de Capacitação Docente acontecerá durante toda a próxima semana, com palestras e oficinas de interesse de todo o corpo docente, buscando a atualização dos professores frente às novidades de sua profissão e buscando ainda mais a qualificação de sua atuação.

Conselheiros da Fundação Uniplac com o prefeito

Durante a visita ao prefeito interino Toni Duarte, na última terça-feira, 27, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Uniplac, Marco Marian e os conselheiros, Luiz Spuldaro e Antônio Carlos Floriani, foram levar ao conhecimento do prefeito, a atual situação da Universidade.

Visita Uniplac à Prefeitura  (1)Na explanação, o bom andamento de suas atividades, além do desejo da reafirmação da parceria mantida por meio dos convênios existentes entre a Prefeitura e Uniplac, assim como a possibilidade de novas ações.

O prefeito Toni concorda com a necessidade da maior proximidade entre as instituições.

Além disso, o presidente da Fundação Uniplac ou a disponibilidade da Instituição na preparação da cidade para o seu desenvolvimento, no sentido da geração de mão de obra qualificada para os diversos segmentos – indústria, tecnologia, saúde, educação, gestão, entre outros.

Conselheiros da Fundação Uniplac tomam posse

Eleitos no dia 29 de outubro, tomaram posse em reunião do Conselho de Administração da Fundação Uniplac – CONSAD realizada na noite desta quarta-feira (26) os membros das vagas representativas das seguintes entidades: Prefeitura Municipal de Lages, com dois representantes: Sr. Humberto Machado Arantes e a recondução do Sr. Antônio Carlos Floriani e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), com um representante: reconduzido o Sr. Carlos André Vieira.

Conselho Fundação Uniplac (9)Já as vagas representativas da União das Câmaras de Vereadores da Região Serrana de SC – UVERES, que tem um representante, com a recondução do Sr. Roberto Rogério Amaral e a Câmara de Vereadores do Município de Lages, também com um representante, o Sr. Márcio Pacheco de Andrade, terão a posse realizada na próxima reunião do Conselho, pois os membros não puderam comparecer nesta data.

Muda o presidente do Conselho de Administração da Fundação Uniplac

Deste o último dia 29 de outubro o Conselho de Administração da Fundação Uniplac – Consad, conta com o novo presidente.

O representante do Conselho Regional de Administração (CRA) Marco Aurélio de Liz Marian foi o escolhido entre os membros do órgão para assumir o cargo.

Novo presidente CONSADMarco tem 43 anos, (de cachecol azul) é administrador, formado pela Universidade do Planalto Catarinense e compõe o CONSAD desde o ano de 2012.

A até então presidente, Luci Ramos, segue como conselheira da Fundação Uniplac representando a Secretaria Regional de Lages.

Ao todo seis conselheiros tiveram seus mandatos encerrados nesta data. Destes quatro foram reconduzidos, um conselheiro teve nova indicação pela instituição representada e outro declinou do pedido de indicação.

A posse destes conselheiros acontecerá na próxima reunião do CONSAD, ainda a ser agendada.

O Conselho de Administração da Fundação tem seus conselheiros indicados pelas instituições que tem representatividade em sua composição, conforme Estatuto.

Fundação Uniplac: o interventor se despede

“Estive no processo de intervenção por cinco anos, três meses e seis dias”.

Assim o já ex-interventor da Fundação Uniplac, iniciou o relato dos resultados obtidos durante o necessário processo, que começou com Arnaldo Moraes.

DSC_0089Não vou aqui, me ater a todos os dados numéricos resultantes deste importante trabalho, amparado, acima de tudo, pelo Judiciário.

Walter Manfroi, ao apresentar o relatório no prazo estipulado pela própria Justiça, e passados os 60 dias da posse do Reitor, deixou o cargo com o sentimento de dever cumprido.

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O juiz substituto Josmael Rodrigo Camargo, assim definiu:

“Como os dados do relatório refletem o êxito alcançado pelo processo de intervenção, superando, a Uniplac, a grave crise financeira, permitindo-se prosseguir sem os auspícios do Poder Judiciário. Ante o exposto, julgo PROCEDENTE o pedido de intervenção aforado pelo Município de Lages contra a Fundação das Escolas Unidas do Planalto Catarinense, e Universidade do Planalto Catarinense – Uniplac, declaro encerrada a presente intervenção em 3 de setembro de 2014”.

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Austeridade

O processo de intervenção foi, sem dúvida uma medida acertada, tomada na época, pelo então prefeito Renato Nunes. Desde o princípio, com Arnaldo Moraes, a austeridade foi o caminho necessário usado.

Walter, adorado por uns e odiado por outros, deixou o trabalho intervencionista. Não sem antes fazer um relato altamente positivo, e atestado pelos demais gestores.

DSC_0091Vale lembrar, que o propósito da intervenção era a recuperação judicial; negociar todos os contratos, e, em especial, os do sistema financeiro, de órgãos municipais e federais; o processo de hora atividade, entre outros objetos.

Em termos de valores, cito apenas um exemplo: o das dívidas com bancos e demais instituições financeiras. Entre juros, correções e demais dividendos, os valores devidos se situavam em torno de R$ 73,6 milhões.

Depois de muitas negociações, o débito caiu para R$ 18,3 milhões. Uma redução astronômica de mais de R$ 55 milhões. Já foram pagos R$ 8,5 restando ainda pouco mais de R$ 11 milhões.

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Segurança

Por certo, os atuais gestores, entre eles o Conselho, a diretora financeira Elusa Camargo, e o próprio reitor, Luiz Pfleger, que agora darão prosseguimento à uma Instituição que precisa andar com suas próprias pernas, terão também que se adaptar à nova realidade, e principalmente, observando os limites financeiros e o controle das despesas.

DSC_0086Apesar da inadimplência um tanto elevada neste ano de 2014, a Uniplac têm plenas condições de ajustar promoções de cobranças. E, foi assim no decorrer da intervenção. Mesmo com dificuldades, a Universidade registrou o crescente aumento no número de acadêmicos.

O Estatuto, garante a segurança de que o conjunto de regras e normas por ele estabelecido, deverá impedir que aqueles que sempre foram contrários à intervenção, se aproximem com o intuito de retomar o controle.

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A despedida

Walter esteve emocionado durante quase toda a sua fala. Porém, independente de quantos foram contra a intervenção, lembrou como ela foi importante. Pois, nunca influenciou nas questões pedagógicas.

DSC_0081Especificou que ainda as despesas de pessoal não estão no patamar desejado, 60%. Hoje, estão em 72%. Mas, deixa a segurança do depósito em conta do 13º salário, e a perspectiva do retorno ao Caixa, de imposto retido, no valor de R$ 27 milhões aproximadamente.

E, diante de um orçamento de R$ 47 milhões em 2014, a Fundação Uniplac estará bem fortalecida economicamente, podendo andar por si só, e ainda planejar as ações futuras, e pensar na recuperação da estrutura física.

Concluiu dizendo que sempre a Instituição estará, a partir do novo Estatuto, acima de qualquer interesse pessoal.

Assim, o ciclo intervencionista com Walter Manfroi e Arnaldo Moraes, encerrou. Méritos também a todos os que estiveram direta e indiretamente envolvidos no processo.

Dou-me o privilégio, de ter estado junto ao desafio, por mais de dois anos. Agora é só acompanhar a caminhada da Universidade, sem a intervenção.

Manfroi vai se pronunciar sobre intervenção na Uniplac

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO interventor da Fundação Uniplac, Walter Manfroi, vai se pronunciar sobre o fim do processo da intervenção, em coletiva à imprensa, marcada para a tarde desta quinta-feira (9), às 15h30min, na Sala dos Conselhos.

A expectativa é de que seja anunciado o fim do processo, com o respectivo quadro atual da Universidade lageana.