
O fato de ter mantido tudo em sigilo, revelando a identidade apenas na manhã desta terça-feira, 29, reforça o caráter genuíno da iniciativa. Não foi um ato para as câmeras, mas sim para compreender, de forma autêntica, as dificuldades de quem vive à margem. Essa vivência certamente dará mais sensibilidade às futuras decisões da Prefeitura no enfrentamento da questão social.
Desafio
O desafio agora é transformar essa experiência em políticas públicas efetivas. Criciúma precisa ampliar sua rede de acolhimento, investir em saúde mental, combater a dependência química e criar oportunidades reais de reinserção social. A empatia, por si só, não resolve os problemas, mas é um ponto de partida poderoso. Num país onde a indiferença costuma prevalecer, a atitude de Vaguinho Espíndola mostra que é possível governar com sensibilidade. Que este gesto inspire outros gestores a olhar mais de perto para a realidade das pessoas em situação de rua, não de cima do palanque, mas ao lado delas, onde a vida realmente acontece.
Resultado
A vivência de um dia como morador de rua em Criciúma, numa experiência única, servirá para melhor entendimento da vida real nas ruas. Obviamente, não se espera da atitude, apenas um ato político e aparição à mídia, mas que resulte em ações práticas, a exemplo do acolhimento a essas pessoas, e que tem avançado no município. “Nos próximos dias, vamos apresentar novas medidas, unindo segurança, recuperação e oportunidade. Todas baseadas no que vivi pessoalmente nas ruas de Criciúma”, afirmou Vaguinho.




