Deputado Mário Motta expõe um jeito diferente de trabalhar

Circulando por municípios da Amures, nesta semana, o deputado estadual Mário Motta (PSD), concedeu-me uma entrevista em meu programa Tema Livre, em uma TV fechada, e revelou as razões em que decidiu criar alguns mecanismos diferenciados na forma de atuar.

Programa Tema Livre com Mário Motta vai ao ar nesta sexta (12) / Foto: Alair Sell

O ex-apresentador de televisão, para começar, se elegeu sem o uso de dinheiro público a que tinha direito, através do fundo partidário. Nem mesmo o material de campanha oferecido pelo PSD, ele aceitou. Trabalhou sozinho e com pequeno apoio financeiro de amigos.

Disse-me que na junção dos recursos, chegou a um valor de R$ 69 mil e uns quebrados. Foi este o valor total da campanha. Mesmo assim, ficou em primeiro lugar no partido e em décimo no geral, com mais de 56 mil votos.

Edital para Emendas Parlamentares Impositivas

Novo edital aberto / Foto: Alair Sell

Buscando a eficácia e eficiência do Estado, ele desenvolveu na prática algumas políticas públicas, visando dar efetividade e qualidade aos serviços públicos. Um dos pilares em que se baseia, está na atuação contra a corrupção e o desperdício dos recursos públicos. A proposta é servir ao público, e não se servir do público.

No contexto geral, apoia ideias que garantam a responsabilidade fiscal e uma maior desburocratização aos empreendedores, por exemplo. No caso das Emendas Impositivas, recursos legalmente indicados por deputados, ele preferiu não distribuir deliberadamente, e sim, criar um edital estabelecendo diretrizes de captação, com análise criteriosa e por fim a seleção de projetos.

Fez isso na distribuição de recursos em 2024, e novo edital para 2025, já está aberto. Assim, órgãos e entidades da administração pública estadual, municípios e entidades sem fins lucrativos podem executar projetos de interesse público, e serem contemplados.

Contratos de obras da Secretaria de Educação

Um dos fatos abordados na entrevista, abrange os contratos de obras da Secretaria de Estado da Educação (SED). Importante dizer, que isso não é algo iniciado no atual governo. Vem de anos, de dois ou três governos anteriores. Mas que o atual, agora se deparou com um sério problema, explicitado pelo deputado Mário Motta.

Num levantamento minucioso, e que já vem sendo discutido com a SED, das 311 obras na educação sob contrato, nenhuma está acabada ou entregue. Isso ocorre em todas as regiões. São obras em que empresas começaram e abandonaram, ou seguem, a partir de novos aditivos, e nem mesmo assim, terminam. O grau de atraso é de 263 dias, em média.

Hoje, o levantamento feito pelo deputado e equipe, está servindo de instrumento para que o Governo, através da Secretaria de Educação, possa encontrar os meios para solucionar este “gargalo” que vinha sendo levado de “barriga”, pelos governos anteriores.

O deputado avança ainda mais. Descobriu que um pequeno percentual das escolas estaduais tem todas as documentações em dia. Esta é uma nova etapa do trabalho de fiscalização, para, juntamente com a SED e neste governo, regularizar a maior parte. A intenção é propositiva. Dá para imaginar quantos outros problemas similares devem existir nos demais setores.

Deputado abre inscrições para emendas de 2025

O deputado Mário Motta (PSD) adotou novamente no meio da semana, o modelo das inscrições, dirigido a órgãos e instituições públicas estaduais, municípios e instituições sem fins lucrativos, com projetos de interesse público, para o recebimento de emendas parlamentares em 2025. O edital e todas as informações de como participar estão disponíveis em www.deputadomariomotta.com.br/emendas.

Deputado Mário Motta / Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

Normalmente os deputados direcionam as emendas, também de forma legal, a municípios em vários setores. Mário pensou diferente. Decidiu contemplar todo o Estado, de forma inédita na história da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), garantindo que as emendas sejam direcionadas a áreas carentes e prioritárias.

Portanto, assim que assumiu o mandato, lançou o Programa Emendas Participativas, num processo para identificação e seleção de iniciativas que necessitam de investimentos em Santa Catarina.

As coisas feitas a seu modo de pensar

Todos os anos, deputados estaduais, deputados federais e senadores de todo o Brasil podem alocar recursos do orçamento público para áreas e projetos que beneficiem diretamente a população.

São as chamadas emendas parlamentares ou impositivas que, geralmente, são destinadas a iniciativas escolhidas pelos próprios gabinetes. Agora, o deputado abre o segundo Edital de Emendas Participativas com a finalidade de selecionar projetos para receber os recursos do ano de 2025.

As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 07 de setembro de 2024. Por isso, a troca de conceito, de impositivas, ele passou a chamar de participativas, as emendas.

Resultado do primeiro edital

Em 2023, no primeiro edital do deputado Mário Motta, o Programa recebeu 483 projetos de todas as regiões do estado. Após criteriosa seleção, no dia 02 de outubro, o mandato divulgou os contemplados das Emendas Participativas do ano de 2024.

Foto: Vicente Schmitt / Agência AL

Ao todo, foram selecionados 46 projetos, sendo 10 da serra catarinense, 07 do sul do estado, 08 da Grande Florianópolis, 10 da região oeste, 06 do Norte, e 05 do Vale do Itajaí. Seguindo o edital, cada região teve um percentual do total de recursos de acordo com cálculos realizados pela equipe do deputado, priorizando o IDH e a população da região.

Desta forma, em primeiro lugar, recebendo um total de R$ 2.636.444,32, ficou a região serrana, seguida da região sul para onde serão destinados R$ 1.967.349,97 e da Grande Florianópolis com R$ 1.833.498,85. Os projetos selecionados do Oeste serão contemplados com R$ 1.753.833,49, os do Norte com R$ 1.726.816,66 e os do Vale do Itajaí receberão um total de R$ 1.245.120,23.

Recursos por áreas

Em relação aos projetos que receberão os recursos, 38% do total da verba será para projetos relacionados à área da Educação, Cultura e Esporte, enquanto a saúde ficou com 35% do total de emendas. A Assistência Social aparece logo em seguida com 19%.

As áreas da Segurança e Infraestrutura completam a lista com 5% e 3% do total de recursos, respectivamente. Para a divulgação do resultado, foi considerado o valor total de R$11.000.000,00 (onze milhões de reais) a serem repassados por meio de emendas impositivas parlamentares. Isso porque ainda não é possível determinar a quantia exata, pois a Lei Orçamentária Anual (LOA) foi recém-protocolada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC).

Governo de SC quita R$ 32,9 mi em emendas impositivas

O Governo de Santa Catarina quitou nesta quarta-feira, 9, R$ 32,9 milhões em 117 emendas impositivas referentes ao Orçamento de 2019, por meio da Casa Civil e da Secretaria de Estado da Fazenda. Os recursos atendem a 39 deputados estaduais e vão  beneficiar 71 municípios de todas as regiões catarinenses.

Para se ter ideia há dinheiro de emendas, inclusive, de ex-deputados como Fernando Coruja, Gelson Merísio, Gabriel Ribeiro e Dirceu Dresch, entre outros.

A maior parte do dinheiro transferido nesta quarta-feira, quase R$ 16,5 milhões, será destinada para a área da Saúde das prefeituras, com o pagamento de 54 emendas parlamentares. A Educação receberá em torno de R$ 8 milhões, referentes a 34 emendas impositivas.

Da Serra Catarinense estão contemplados Anita Garibaldi, Bom Retiro, Bocaina do Sul, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Lages, Palmeira, Ponte Alta e Urubici.

Foto: Mauricio Vieira / Secom

Desafio a ser enfrentado

O governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) terá que enfrentar um sério dissabor no próximo ano, por conta das emendas impositivas dos deputados estaduais, incluindo os valores deste ano que não foram pagos. Uma cifra em torno de R$ 243 milhões.

São pelo menos, 2,4 mil emendas apresentadas pelos parlamentares para 2019. Tudo funciona do mesmo jeito como na esfera federal.

Assim, os parlamentares acabam também fazendo o exercício de executar, ou seja, a mesma atribuição do governo, ao invés de fiscalizar.

Prefeitos da Amures tentam garantir recursos em Brasília

Nove dos 18 prefeitos da Amures estiveram em Brasília na terça-feira e quarta-feira (17), percorrendo gabinetes de deputados federais, de senadores e ministérios tentando carimbar recursos para o próximo ano.

A deliberação para a viagem em grupo, saiu da última assembleia dos prefeitos em setembro. Os prefeitos que não puderam acompanhar a viagem mandaram pelos demais, propostas e projetos para ser protocoladas nas repartições federais.

Prefeitos no gabinete da deputada federal Carmen Zanotto (PPS)

Apesar de permanecer apenas dois dias em Brasília, os prefeitos procuraram protocolar o máximo possível de propostas às emendas parlamentares. É que o prazo para deputados e senadores apresentarem emendas à proposta orçamentária de 2019 encerra dia 20 de outubro.

Cada parlamentar pode propor até R$ 15,4 milhões em emendas individuais. Metade da dotação é direcionada, obrigatoriamente, para ações e serviços públicos de saúde, por força da Constituição.

As emendas individuais são impositivas, ou seja, o governo é obrigado a executá-las. Elas são destinadas, em geral, para as demandas como as que estão sendo apresentadas pelos prefeitos da Amures.

(Informações e foto: Oneres Lopes)

Deputado cobra liberação de emendas impositivas

O deputado Gabriel Ribeiro (PSD) cobrou da Assembleia Legislativa pressão sobre o Governo do Estado pelo cumprimento das emendas parlamentares impositivas, que destinam 75% dos recursos à educação e à saúde.

Até o ano passado, as emendas parlamentares eram apenas sugestões ao Executivo. Com a mudança na Constituição Estadual, elas passaram a ter força de lei. Cada parlamentar elaborou emendas que somam R$ 5,7 milhões, e totalizam R$ 230 milhões considerando-se os 40 deputados.

Deste montante, 50% das emendas parlamentares devem ser destinados à educação, 25% para a saúde e os 25% restantes são indicações livres.

O pedido de Gabriel Ribeiro provocou o debate na comissão sobre a situação financeira do Estado, se haveria dinheiro para o pagamento das emendas.

Havia um acordo para que o Governo do Estado liberasse 75% dos recursos indicados pelas emendas até junho deste ano, e os restantes 25% até dezembro. Gabriel Ribeiro fez a proposição porque até a metade de março não houve nenhum pagamento.

(Informações e foto: Tarcísio Póglia)

Retorno à Casa pelo Orçamento Impositivo

A aprovação do Orçamento Impositivo, que vigora a partir do próximo ano, mudou a configuração da Assembleia Legislativa a duas semanas do encerramento do ano parlamentar.

Todos os deputados licenciados para exercer cargos de secretários de Estado voltaram ao Legislativo. É a única forma de assinarem as emendas que vão destinar, no total, R$ 230 milhões do previsto na Lei Orçamentária, a última a ser votada antes do recesso. O montante equivale a 1% da receita corrente líquida.

Para cada deputado, cabe indicar o destino de R$ 5,7 milhões. Pela redação da lei que criou o orçamento impositivo, metade deve ser destinada à área da Saúde, 25% para a Educação, ficando igual parcela livre para outros investimentos carimbados.

Retornaram à Assembleia quatro deputados do PMDB – Ada de Luca, Carlos Chiodini, Luiz Fernando Vampiro e Moacir Sopelsa -, responsáveis, respectivamente, pelas secretarias de Justiça e Cidadania, de Desenvolvimento Sustentável, de Infraestrutura e da Agricultura.

Do PSDB retomaram cadeiras no Parlamento os deputados Leonel Pavan e Vicente Caropreso, que respondiam pelas secretarias do Turismo, Cultura e Esportes e da Saúde. E do PP, Valmir Comin, que deixou a Secretaria da Assistência Social.

Os desalojados

Foram desalojados temporariamente da Assembleia os deputados em situação de suplência – Dóia Guglielmi, que respondia pela liderança do PSDB, Nilson Gonçalves (sem partido), Nilso Berlanda (PR), Roberto Salum (PRB), Dalmo Claro (PSD), Manoel Mota (PMDB) e Altair Silva (PP). Todos devem retornar ao Parlamento estadual já na próxima semana.

Com as mudanças, a bancada do PMDB retomou o status de mais numerosa na Assembleia, com dez deputados, sem contar Antonio Aguiar que está de saída, e Mário Marcondes, que acerta sua filiação para os próximos dias. PSD fica temporariamente com oito deputados.

Informações: Andréa Leonora – Foto: Ascom Alesc