Logo na entrada do Cine Marrocos, não poderia deixar de estar o artista principal do documentário “Certos Amigos”.
Perguntei a Daniel, se ele era o “mocinho” do filme. Como resposta, brincou dizendo que no final ele mata o João Amorin.
O cinema praticamente lotou. Foi um cerceamento em torno do trabalho de dois jovens Jhonatan Matos e Luiz Maffei, que ao longo de nove meses, conseguiram concluir, o que deveria ser um Trabalho de Conclusão de Curso – TCC.
Aproveito os registros do amigo Milton Barão, para poder ilustrar minhas palavras sobre o que foi apresentado na tela.
O documentário contou com vários depoimentos sobre a convivência com Daniel, com relatos de como foi a vida do cantor e compositor, especialmente por parte da família.

Expectativa antes do filme rodar
Aliás, as composições, foram evidenciadas como uma das maiores virtudes do artista.
Único homem, de uma família de oito irmãos, foi contando em detalhes como iniciou a carreira.
Ninguém escondeu de como um menino feinho, de óculos de fundo de garrafa, se tornou num dos maiores referenciais da música em Santa Catarina.
O radialista J. Amarante (Dico), com Daniel
Foi do jeito simples de fazer, que o documentário ganhou em importância. No final, em pé, todos aplaudiram.
Minha filha Beatriz, de apenas 13 anos, se emocionou, e aprendeu a gostar do rapaz que deu a vida pela arte da música, e dela, quase se perdeu em meio a um ritmo alucinado, muito bem declarado por aqueles que o conhecem bem.
É isso Daniel. Viveste a vida como quis. Por certo, tem arrependimentos, mas de tudo o que viveu, estás coberto de experiências consolidadas junto aos “Certos Amigos”, que agora compartilham com você, uma história e tanto que lhe eterniza através do filme.