Possibilidade real de ser eleito governador, afirma Décio Lima

Trago aqui alguns pontos da entrevista do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Décio Lima, concedida ao jornalista Rodrigo Cardoso, da TV Barriga Verde (BAND), na última sexta-feira (14). O tempo foi o mesmo dado ao candidato Jorginho Mello (PL), no dia anterior.

Décio Lima / Foto: reprodução vídeo

Tive também participação. Inicialmente, Décio, ao avaliar a primeira fase da campanha, disse sempre acreditar que estaria na disputa do segundo turno. E mais, na possibilidade real de ser eleito governador. Durante a entrevista falou de temas relacionados à educação, segurança pública, saúde, meio ambiente, turismo, cultura, economia, entre outros.

BR 470

Perguntei a ele sobre a não finalização das obras de duplicação da rodovia, até hoje, e se ele terminará caso venha a ser o governador. Lembrou que a BR 470 fazia parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), proposto por ele à então presidente Dilma Rousseff, que teve o mandato interrompido, e, no governo Temer, os recursos foram retirados. Por esta razão a duplicação não foi terminada até hoje.

Além disso, o atual governo também não investiu. Prometeu que, em sendo eleito, irá desta vez terminar, favorecido também pela aliança com o presidente Lula, caso também seja o eleito. Na mesma pergunta, Décio Lima foi mais longe. Citou obras como a do prolongamento da duplicação da BR 101 Sul, investimento na Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, nos portos de Imbituba, São Francisco do Sul e no de Itajaí.

Eleitor conservador em SC

Num segundo momento, perguntei ao Décio como vai enfrentar ou convencer o eleitor, que tem em Santa Catarina, na maioria, pensamentos conservadores, e também devido aos apontamentos favoráveis em pesquisas ao candidato liberal. Categoricamente, respondeu que nunca se sentiu favorito nas disputas. Porém, contestou que o povo catarinense tenha expressão conservadora.

Lembrou a eleição dele mesmo a prefeito de Blumenau pelo PT, entre tantos outros municípios conquistados por petistas, no Estado. Calmamente ressaltou que é um candidato que representa o amor, e não o ódio, o livro, e não a arma. De que representa o novo, amparado por um marco histórico na política catarinense; algo que nunca aconteceu. Por isso, finalizou dizendo que acredita num resultado favorável a ele no segundo turno.

Veja aqui a entrevista completa

Lula cancela vinda à Joinville

(Foto: Ricardo Stuckert)

Reforço em meu espaço a nota da assessoria do candidato Décio Lima, com a justificativa do cancelamento da vinda à Joinville do candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para esta quarta-feira (19). Segundo informações, o motivo alegado, foi por falta de logística da agenda de Lula, pois, deverá circular pelo Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo, ainda nesta semana. Não há confirmação de uma nova data para voltar ao Estado.

Lembro novamente, que foi na cidade de Joinville que o candidato à reeleição a presidente, Jair Bolsonaro alcançou no primeiro turno a maior votação proporcional, entre as cidades de maior porte do País, no dia dois de outubro (68,98%). Talvez, seja este, outro motivo que levou ao cancelamento da visita do presidenciável petista à Joinville.

Quem se saiu melhor no debate da Band, Bolsonaro ou Lula?

O assunto pós debate na Band, na noite deste domingo (16), é sobre quem se saiu melhor. Em minha análise, Lula foi quem mais sofreu. Tem sobre ele farta munição de um passado marcado pela corrupção no governo, tanto dele quanto de Dilma Rousseff; as apurações da lava jato; a prisão dele mesmo, de ministros, diretores de estatais, dirigentes partidários, enfim, fatos que não havia como esconder. Quase sem defesa, preferiu chamar Bolsonaro de mentiroso o tempo todo.

No segundo tempo de 15 minutos, esqueceu de controlar, falou demais, e Bolsonaro usou da esperteza, ouviu, e depois utilizou os minutos de sobra para falar o que bem quis. No entanto, as acusações mútuas deram lugar às propostas. Foram poucas as apresentadas. Assuntos como a economia e as privatizações até foram fomentados, mas não tiveram ampla discussão ao ponto de um claro entendimento. Por fim, Bolsonaro até se divertiu. Sorriu algumas vezes com o nervosismo de Lula, diante da tentativa de se defender. Bolsonaro chegou a tocar no candidato petista, num gesto incomum, justamente pela adversidade de ideias entre os dois. Poderiam ter aproveitado melhor o espaço.

Formato diferente

Independente do recorde de visualizações no You Tube Brasil, como sendo a maior live jornalística da história da plataforma, e o alto índice de audiência da televisão, o debate promovido pela Band entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, serviu para avaliar o comportamento e propostas de cada candidato. A oportunidade de o eleitor julgar.

Quanto ao formato, sem dúvida, um modelo diferente. Saiu por completo da mesmice dos tempos regrados pelo mediador. O confronto direto, com liberdade entre os dois, de 15 minutos, foi o ponto alto. O formato privilegiou o enfrentamento aberto. Importante também, os questionamentos de alguns jornalistas.

Fotos: Renato Pizzutto/Band

Terceira via mostrou a cara no primeiro debate presidencial

A expectativa em torno de um embate acalorado entre Lula e Bolsonaro foi substituída pela aparição dos tidos como terceira via, no debate realizado pela Band TV, na noite deste domingo (28). Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (MDB) tiveram boa notoriedade, medida, a partir da exposição das suas ideias, muito embora tenham utilizado argumentações, em que nem tudo refletiam a realidade.

Da parte do presidente e candidato à reeleição, ele não conseguiu transmitir claramente as ações do governo. Jair Bolsonaro estava visivelmente incomodado, e partiu para o ataque logo na primeira oportunidade, levantando o escândalo da Petrobras. Coube a ele o primeiro questionamento, curiosamente, dirigido ao ex-presidente Lula, que, aliás, também não criou nenhum fato novo. O petista até tentou criar uma nova imagem sob a perspectiva de um novo governo, caso seja eleito.

Enfim, atenção mesmo aos propensos candidatos à terceira via, com destaque, repito, à Simone Tebet e Ciro Gomes.

Consideração ao debate

Por terem ficado abaixo da expectativa, os dois maiores protagonistas destas eleições, Lula e Bolsonaro, cria-se assim uma margem para o crescimento dos nomes em paralelo. Resumidamente, um debate frio, com ataques, insultos e promessas mirabolantes. Difícil mesmo foi saber quem estava falando a verdade. Mas, um debate dessa importância, não pode ser desconsiderado.

Observe-se também, a participação das mulheres. Enfim, deve ser ressaltado o fato de que no debate estavam os candidatos à Presidência do Brasil. Caberá a um deles estar à frente dos destinos do país. Imagino, que a partir do que se viu, o eleitor, deve ter ficado sob duas situações: convicto ou decidido a mudar o voto. Mas, é cedo ainda. Outros capítulos em meio à campanha irão ser apresentados.

Imagem: TV Band

Resultado da enquete

A pergunta foi: “Qual a televisão que você mais assiste em Santa Catarina?” E o resultado você confere abaixo:

RBS TV (45%)

SBT (37%)

RIC Record (10%)

Band (9%)

Já a nova enquete espera por sua opinião, e questiona sobre o que você espera do ano de 2016.

Resultado da enquete da semana

Na enquete da semana a pergunta: “Você acredita no impeachment de Dilma?”

Responderam:

Sim (56%)
Não (44%)

Já a enquete seguinte terá fim somente em 2016, depois das minhas férias. Portanto, você terá tempo para responder qual a televisão que mais assiste em Santa Catarina. Ok! Vai votando!

Raimundo ganha projeção nacional

O governador Raimundo Colombo concedeu entrevista aos jornalistas Fernando Mitre, Fábio Panuzio e Rafael Colombo para o programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, nesta sexta-feira em São Paulo. A entrevista foi ao ar na noite deste domingo (9).

Com informações de Cláudio Thomas, abaixo, um resumo dos assuntos abordados pelo Governador durante a entevista.

Band02Fernando Mitrê e Fábio Panunzzio conduziram a entrevista

Bem na foto, Colombo falou sobre o crescimento da economia em SC, os desafios de sua gestão e analisou o momento político brasileiro.

Sobre a crise, Raimundo salientou que a crise política contaminou a economia e o Brasil como um todo. “Há uma crise profunda do sistema e vamos ter que muita maturidade e bom senso para construir um cenário melhor. Não dá pra deixar como está”, disse.

Sobre o governo catarinense

Abordou a simplificação do governo visando garantir a produtividade e a geração de empregos a fim de revitalizar setores como o da maçã, o madeireiro e o têxtil que já começam a dar sinais de recuperação.

Também faliu em reduzir impostos sempre com equilíbrio fiscal, pois, as contas estão equilibradas, e usa como estratégia acelerar os investimentos para que esse dinheiro movimente a economia.

Investimentos

“SC é destaque em vários indicadores sociais e econômicos. Setor madeireiro se revigorou. O setor têxtil dá sinais de retomada. A safra foi boa e também temos além do setor de pescados o segmento do turismo. Nossa agroindústria é muito forte e alta do dólar favorece a exportação. O setor metal mecânico está se ressentindo por outro o setor público lado temos recursos para investir, nossas contas são equilibradas e a nossa estratégia é acelerar para que esse dinheiro ajude a movimentar a economia.”

Sistema público

“O estado tem que ser o agente motivador para combater o pessimismo e propor ações e estratégias para ter resultados. Com o voto você muda pessoas e isso é um processo simples. Para mudar o sistema é preciso conscientização”.

Band01

Ele reconhece que o sistema público está podre, não tem chance de dar certo em nenhum lugar do Brasil. Se mantivermos esse modelo que está aí, com, por exemplo, déficit da previdência, inchaço dos órgãos de fiscalização e controle.

O estado brasileiro foi feito para não funcionar e as pessoas percebem isso. Se não mudar o sistema a crise será cada vez maior.

Troca o partido A pelo B, troca as pessoas e não acontece nada, piora mais. Então me parece lógico que tem alguma errada no sistema! Com o voto você muda pessoas e isso é um processo simples, ma, para mudar o sistema é preciso conscientização. Por isso que a crise nos permite olhar além do que estamos vivendo agora com fator novo e relevante – os movimentos das ruas. Hoje a classe política está acovardada, foge do debate, tem vergonha de defender seus pontos de vista.

Reforma eleitoral

Todos os brasileiros de bem sabem que tem que mudar o sistema e acabar com esse número de 30 partidos. Disse que é a favor do voto distrital. O político precisa estar próximo de sua comunidade.

“Nossos políticos vão entender que é a hora da virada, que não é mais possível fazer o combate do déficit da previdência, derrubando o fator previdenciário; programar o reajuste do salário acima da inflação e aumentar o salário do judiciário quando teve ajuste fiscal. A reforma eleitoral virou essa palhaçada que está aí.”

Projeção nacional

Em minha opinião, o governador Raimundo Colombo tem estado cada vez mais concedendo entrevistas à imprensa nacional. Ele e o Estado estão se destacando como um bom exemplo na condução da economia, garantindo um crescimento de 1,5% do PIB, neste ano de 2015, apesar da crise nacional.

Programa “Votei em Você”, da Band SC

O programa vai ao ar neste sábado, a partir das 18h50min, para todo o Estado marca a reestreia do “Votei em Você”.

Justamente num ano que começou turbulento, com escândalos políticos, manifestações, protestos e CPI’s, discutir, e principalmente, entender o sistema político – mais do que nunca – passa a ser crucial para toda a população.

Assim, a Band Santa Catarina acompanhando esse momento histórico de perto, estreia neste sábado, a segunda temporada do programa “Votei em Você”, intensificando ainda mais a sua tradição em coberturas políticas, com apresentação da jornalista política Elaine Maieski.

Elaine Maieski e Raimundo Colombo Foto Cristian SagazE, neste primeiro programa de 2015, o entrevistado será com o Governador Raimundo Colombo.

Durante o programa os catarinenses recebem informações sobre a trajetória do Governador e os números da economia catarinense.