Cerco contra violência de gênero nas eleições de 2024

A informação foi dada durante seminário durante seminário promovido pela Bancada Feminina da Alesc, realizado nesta quinta-feira (7), pela desembargadora federal Ana Cristina Blasi. Segundo ela, o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE/SC) apertará o cerco contra a violência de gênero nas eleições de 2024.

Foto: Bruno Collaço / Agência AL

Blasi será a responsável direta para acolher as denúncias das mulheres que sofrerem violência política de gênero. Ela aponta que o ano que vem será pesadíssimo em denúncias de violência de gênero, LGBTQI+, mulheres e racismo.

No entanto, já garantiu que as todos que sofrerem discriminação vão ter o acolhimento do TRE/SC. Curiosamente, desde já, ela afirma que terão muitas denúncias, mas que vai trabalhar para dar uma resposta.

Ela toma por base o fato de que, por fazer parte do Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), em dois meses o Tribunal Federal recebeu cinco denúncias de violência política contra mulheres. “A lei da violência política protege a mulher que está no exercício do mandato ou em campanha, só ela é sujeita passiva do crime. Liderança partidária não é acolhida pela lei, mas já existe projeto para ampliar o sujeito passivo”, revelou Ana Blasi. (Fonte: Agência Alesc)

As força das mulheres da Bancada Feminina na Alesc

A deputada Paulinha (Podemos), durante solenidade especial do Dia Internacional da Mulher, assumiu nesta quarta-feira, 8, a coordenadoria da Bancada Feminina da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Luciane Carminatti e Paulinha / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

No mesmo ato, a deputada Luciane Carminatti (PT) assumiu a coordenação da Procuradoria da Mulher. Paulinha destacou que mesmo contando com apenas duas parlamentares, a Bancada Feminina tem expectativa de importantes avanços, mesmo com a redução de representantes femininas nesta legislatura.  

Evidenciou que há muito a conquistar e que a luta não é só delas, e sim, de todos os deputados que entendem que é preciso desconstruir um processo histórico que prejudica as mulheres. Citou a necessidade de que se construa a igualdade entre homens e mulheres, tanto em respeito quanto em oportunidade, e que todos possam estar juntos enfrentando a violência e as desigualdades contra as mulheres.

Já Luciane Carminatti destacou o compromisso de implantar a Procuradoria da Mulher em todos os municípios catarinenses. Atualmente, cerca de um terço das Câmaras Municipais de Santa Catarina contam com esse serviço.

Fim do ciclo da maior bancada de mulheres na ALESC

Como é sabido, está encerrando o ciclo da maior participação de mulheres no Legislativo de Santa Catarina. Na próxima Legislatura, apenas as deputadas Paulinha (Podemos) e Luciane Carminatti (PT) retornam à Casa.

Luciane Carminatti (PT), deputadas Paulinha (Podemos), Marlene Fengler (PSD) e Ada de Luca (MDB) / Foto: Valquiria Guimarães

O fato merece registro e reflexão, a respeito da importância de ter uma forte bancada feminina para atuação nas pautas das mulheres de Santa Catarina. Embora de partidos diferentes, com histórias de vida distintas e complexas, elas tiveram neste período legislativo um trabalho diferenciado.

A deputada Paulinha salientou que as diferenças partidárias e ideológicas pouco importam, quando estão em jogo os avanços e as conquistas para as mulheres.  Daqui para frente, embora apenas em duas representantes do sexo feminino, creio que o trabalho não deve esmorecer.

Os homens deverão ser aliados nas mesmas causas em prol das mulheres catarinenses.  Paulinha disse ainda que o compromisso dela com as mulheres catarinenses será multiplicado em seu próximo mandato. É o caminho.

Café da manhã com Bolsonaro

A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania) tem tido ótima circulação no meio palaciano. Nesta quinta-feira (30), ela esteve participando de um café da manhã com o presidente Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

Ela esteve com a Bancada Feminina do Congresso Nacional. Também participaram parlamentares de vários partidos.

Durante a reunião, que contou com a presença do presidente do STF, Dias Toffoli, vários assuntos foram tratados, inclusive, sobre a violência contra a mulher.

Segundo a assessoria, na saída do Palácio, a parlamentar classificou o evento como institucional. O Cidadania tem atuação independente no Parlamento.

(Foto: divulgação)