A Serra Catarinense trabalha unida em poucas ações. A exceção conjunta está mais ligada à área da saúde nesses tempos de pandemia. No entanto, é preciso mais ação e reação diante de projetos de desenvolvimento. Na minha visão precisa:
– Tirar definitivamente do papel o projeto de turismo integrado. Chega discussões. Hora da prática. Já se tem o diagnóstico do potencial de cada município;
– Ativação integral da nova ala do Tereza Ramos, em Lages – união de todas as classes, seja política, empresarial ou trabalhadora, e claro, da imprensa. Não tem mais argumento do Governo para postergação;
– Conclusão definitiva do Aeroporto Regional, em Correia Pinto, e a retomada dos voos comerciais regulares. Chega de inércia nesse sentido também;
Essa situação precisa ter um fim, na divisa de SC e RS, entre as nossas Serras
– Aos gestores, a sintonia para que o projeto da Rota Caminhos da Neve, e a construção da Ponte das Goiabeiras aconteça. Precisa de união de toda a Região. A conclusão desses projetos representa um salto no turismo e a economia das serras catarinense e gaúcha;
– Tirar do papel também a proposta da iniciativa privada em construir uma passarela de vidro na Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra;
– Seguir forçando a necessidade da duplicação das BRs 116 e 282, ou nem que seja a construção de terceiras pistas em pontos estratégicos.
Estas e outras questões pendentes em Lages e na Serra Catarinense precisam avançar. Repito, desde que nossas autoridades representativas encabecem. Só precisa de uma liderança. De minha parte vou seguir chamando atenção, doa a quem doer.
Em Santa Catarina, a confusão de tomadas de decisões entre Governo e Justiça, tem gerado incertezas tanto para quem atua nos setores do turismo e hoteleiro, quanto aos próprios turistas que estão chegando para a virada do ano e o verão.
Foto: Anderson Coelho/ND
Na semana passada, o Governo do Estado, no dia 23, às vésperas do Natal, publicou portarias regulamentando uma série de atividades. Além das praias, rios e lagoas, os documentos estabelecem critérios também para o uso de parques aquáticos e complexos termais, bibliotecas, museus, congressos, feiras e exposições, igrejas e templos religiosos.
As portarias criam regramentos de acordo com as avaliações das regiões na Matriz de Risco Potencial. Em todos os casos deve ser respeitado o distanciamento social.
Veja abaixo os regramentos:
Risco Potencial GRAVÍSSIMO (representado pela cor Vermelha): fica autorizada a realização de feiras, exposições e leilões respeitando a capacidade de ocupação de 30% do espaço;
Risco Potencial GRAVE (representado pela cor Laranja): fica autorizada a realização de feiras, exposições e leilões respeitando a capacidade de ocupação de 50% do espaço;
Risco Potencial ALTO (representado pela cor Amarela): fica autorizada a realização de feiras, exposições e leilões respeitando a capacidade de ocupação de 75% do espaço;
Risco Potencial MODERADO (representado pela cor Azul): fica autorizada a realização de feiras e exposições e leilões com ocupação integral do espaço, respeitando o distanciamento de 1,5 metros entre as pessoas.
Congressos, palestras e seminários
Risco Potencial GRAVÍSSIMO (representado pela cor Vermelha): fica autorizada a realização de Congressos, Palestras e afins, respeitando a capacidade de 30% de ocupação do espaço e o distanciamento de 2 metros entre as pessoas;
Risco Potencial GRAVE (representado pela cor Laranja): fica autorizada a realização de Congressos, Palestras e afins, respeitando a capacidade de 50% de ocupação do espaço e o distanciamento de 1,5m entre as pessoas;
Risco Potencial ALTO (representado pela cor Amarela): fica autorizada a realização de Congressos, Palestras e afins, respeitando a capacidade de 75% de ocupação do espaço e o distanciamento de 1,5m entre as pessoas;
Risco Potencial MODERADO (representado pela cor Azul): fica autorizada a realização de congressos, palestras e afins, respeitando o distanciamento de 1,5m entre as pessoas.
Igrejas e templos religiosos
Risco Potencial GRAVÍSSIMO (representado pela cor vermelha): lotação máxima de 30% da capacidade;
Risco Potencial GRAVE (representado pela cor laranja): lotação máxima de 50% da capacidade;
Risco Potencial Alto (representado pela cor amarela): lotação máxima de 75% da capacidade;
Risco Potencial Moderado (representado pela cor azul): a lotação máxima será aquela onde possa garantir o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, exceto para pessoas que coabitam.
Museus
Os museus funcionarão independentemente das classificações apontadas pela Matriz de Avaliação de Risco Potencial. A portaria estipula medidas e regras sanitárias, como o uso obrigatório de máscaras por todos (visitantes, trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviços), aferição de temperatura corporal dos trabalhadores e visitantes na entrada dos Museus, entre outras medidas.
Parques aquáticos e complexos de águas termais
Risco Potencial GRAVISSIMO (representado pela cor vermelha): o número de visitantes no parque aquático ou complexo de águas termais deve ser de no máximo 50% de ocupação;
Risco Potencial GRAVE (representado pela cor laranja): o número de visitantes no parque aquático ou complexo de águas termais deve ser de no máximo 75% de ocupação
Risco Potencial ALTO (representado pela cor amarela) e Risco Potencial MODERADO (representado pela cor azul): fica autorizado o funcionamento com ocupação integral.
Os parques devem divulgar, em local visível, as informações de prevenção à COVID- 19 estabelecidas pelo Governo do Estado para esta atividade.
Justiça
No entanto, a Justiça diz outra coisa. Esta semana deve sair novo regramento. Por fim, o Governo parece não saber mais o que fazer.
No Twiter do Governador sobre uso de máscaras
“O uso de máscaras na faixa de areia e na água não será exigido. Porém o distanciamento social pode fazer toda diferença para manter a Covid-19 longe da sua família – inclusive na praia. Aproveite o Final de Ano com responsabilidade!”.
Ou seja, contradiz às portarias editadas por seu próprio Governo.
O Estado de Santa Catarina vive a pior fase na proliferação do novo coronavírus. No entanto, a proximidade das festas de fim de ano e do verão, e novas flexibilizações favorecem diversos setores. O grande medo é o resultado. Basta lembrar que em apenas dois feriadões, em outubro e novembro, o número crescente da Covid-19, não teve mais freio.
Por outro lado, embora cada um saiba o que deve fazer para evitar os contágios, todos os regramentos possíveis tornam-se as únicas armas de defesa, diante de um futuro nada animador, em relação ao vírus, especialmente nestes meses próximos. O temor é que a invasão de turistas gere também aglomerações incontroladas. Com as UTIs Covid em todas as regiões no extremo da capacidade, infelizmente, minhas preocupações procedem.
A pandemia da Covid-19 atingiu duramente o turismo brasileiro e, entre março e outubro deste ano, o setor amargou um prejuízo de cerca de R$ 228,6 bilhões. O dado é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a entidade o faturamento do setor deve retornar a níveis pré-pandemia apenas no terceiro trimestre de 2023. Juntos, os estados de São Paulo – R$ 82,28 bilhões – e do Rio de Janeiro – R$ 33,71 bilhões – concentram 50,7% do prejuízo nacional. Isso sem falar de Santa Catarina e de outros estados.
Apoio do Governo
Para reverter as perdas na área, o Governo Federal lançou o programa Retomada do Turismo, iniciativa que vai unir esforços dos setores público e privado, terceiro setor e Sistema S, com o objetivo de fortalecer a área diante de tantas perdas. O programa vai reunir uma série de iniciativas que serão lançadas até 31 de julho do próximo ano.
Desde o começo da pandemia, o Ministério do Turismo afirma que já destinou R$ 5 bilhões de crédito a empresas do setor, o que proporcionou a preservação de mais de 26 mil empregos.
Emprego
De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre março e setembro o setor de turismo eliminou 489,2 mil postos de empregos formais, o que equivale a 13,5% da força de trabalho na área. Segundo a CNC, é previsto um encolhimento de 37,1% no faturamento real do setor de turismo em 2020. (Fonte: Brasil 61)
Está pronto mais um Tema Livre inédito. O programa vai ao ar às 21h30 desta sexta-feira (4), na Nova Era TV. Entre as abordagens a situação da pandemia na Serra Catarinense, além de temas como o turismo regional, e claro, sobre o campo político, especialmente sobre a situação dos impeachments envolvendo o governador e a vice de Santa Catarina. Confira também aqui no Blog e nas redes sociais.
COES é o Centro de Operações de Emergência em Saúde. É o organismo que deverá oficializar ou não a decisão dos prefeitos da Amures, em aprovar a lotação de até 70% da capacidade das atividades de hotéis, pousadas, albergues e estabelecimentos do gênero, na Região. Portanto, carece ainda de um parecer técnico, afinal é o responsável pela coordenação das ações de resposta às emergências em saúde pública.
A decisão dos membros da Comissão Intergestores Regional – CIR, foi baseada em orientações do Ministério do Turismo através do protocolo para prevenção da Covid-19 e considerando a situação de casos confirmados na região até esta sexta-feira, que somam 276.
Na Serra, há apenas um paciente em leito de UTI confirmado com Covid-19 e 11 pacientes em leitos de enfermaria, demonstrando que situação na região está sob controle.
Walter Manfroi, da Amures afirma que não estamos descuidando das medidas preventivas e justifica flexibilizar a ocupação de 70% dos estabelecimentos de turismo. Pois, segundo diz, tem quase três meses do primeiro caso de Covid-19 registrado na região e está com uma taxa de 2% de ocupação de leitos de UTI e 5% dos leitos de enfermagem.
Seja como for, a orientação é para que os municípios que autorizaram ampliação da capacidade de lotação de 50% para 70%, revoguem a decisão até que se tenha parecer favorável do Coes. Isso evitaria demandas eventuais do Ministério Público que prejudiquem os estabelecimentos.
É um novo documento oficial de parte do município de Lages e que estabelece, entre outras coisas, que os Hotéis e Pousadas ao retornarem seu funcionamento. Porém, somente poderão fazê-lo com 70% da sua ocupação.
Fica autorizado também o transporte de turistas e o transporte de pacientes para atender o Programa da Saúde TFD
O Decreto nº 18.036 que acresce artigos ao Decreto 17.970 (de 13 de abril de 2020) para complementações de ações no plano local de enfrentamento da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), foi assinado nesta última quarta-feira (10), pelo prefeito Ceron.
Um assunto relevante em tempos de pandemia, o turismo regional, foi a abordagem do Tema Livre inédito, e que vai ao ar às 21h30, na Nova Era TV, nesta sexta-feira (21).
A conversa foi com Ana Vieira, nossa maior representante do turismo na Serra Catarinense. Oportunidade em que ela desenhou o real panorama do setor diante do problema do coronavírus, e sobre as mais variadas adaptações que o segmento precisou fazer.
Destaque ainda para os cuidados que são precisos tomar, pois, a Serra começa agora a alta temporada, e isso, não é visto só como chance de recuperação do setor, mas também com preocupação. Turistas estão vindo de lugares longínquos, caso de São Paulo, por exemplo. Portanto, a preocupação.
Vale a pena você conferir e entender o que está se passando em meio ao setor do turismo serrano, em especial.