Esta semana o deputado estadual Bruno Souza (PSB) ocupou espaço via redes sociais onde expôs a vexatória realidade vivida pelos serranos, em razão das obras nunca acabadas e investimentos de aproximadamente de R$ 63 milhões no Aeroporto Regional, em Correia Pinto.

Ele questiona se a Infraero está de sacanagem e apelidou de “aeroporto fantasma”. Não sem antes relatar o histórico de um empreendimento iniciado em 2002, e que nele nada decola e nada pousa.
Ele lembra de que, desde 2018, quem administra o tal aeroporto é a Infraero, que atualmente recebe cerca de R$ 140 mil por mês, mesmo sem funcionar, e sem a liberação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que, aliás, já esteve no local várias vezes, mas recomendou ajustes, que não foram feitos. Isso, em 2018. Foram 12 itens relacionados.
Segundo o deputado, a ANAC esteve no Aeroporto por três vezes entre 2018 e 2019. E na terceira vez constatou que os tais 12 itens foram ajustados, mas aí, encontrou outras 10 irregularidades, e não homologou. Cada visita dos agentes da ANAC custa em média R$ 30 mil.

Pressão em outras épocas por autoridades locais em nada resultaram
O principal questionamento do deputado Bruno Souza é o fato de a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que é especializada na função, não conseguir corrigir e ajustar as exigências da ANAC, mesmo ganhando para isso.
O deputado esteve no ano passado no aeroporto e denunciou a situação. Prometeu ir à Brasília e falar com os representantes da ANAC, pessoalmente, para entender o relatório que ainda aponta itens a serem corrigidos.
Está propenso, inclusive, a levar o caso ao Ministério Público, fato, aliás, já devia ter levado.
Observo que o deputado expôs mais uma vez, essa vergonha vivida aqui na Serra Catarinense, numa obra ou empreendimento que já custou o olho da cara às custas do dinheiro público, e até agora não se tem ideia de quando o Aeroporto poderá entrar em operação. Vergonha, repito, para todos nós da Serra!
Veja aqui o vídeo da visita dele no Aeroporto, em 2019.
Fotos: reprodução/divulgação





















