Governadores planejam integrar rodovias entre SC e RS

Os governadores de Santa Catarina, Carlos Moisés, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, deram o pontapé inicial para a criação de um plano de integração rodoviária entre os dois Estados.

A proposta surgiu de um encontro entre os chefes do Executivo na Casa D’Agronômica, em Florianópolis, na tarde desta sexta-feira, 2.

Caminhos da Neve

O objetivo do plano, que será oficializado por meio de um termo de cooperação, é fazer um planejamento comum para tirar do papel obras que facilitem o deslocamento entre os dois Estados.

Os principais focos serão a ligação entre Praia Grande (SC) e Cambará do Sul (RS) – que dá acesso aos cânions do Parque Nacional dos Aparados da Serra – a retomada da obras no chamados Caminho das Neves, entre São Joaquim (SC) e Bom Jesus (RS), e o início dos estudos para construção de uma ponte entre os municípios de Itapiranga (SC) e Barra do Guarita (RS), no Extremo-Oeste.

Encontro histórico

Demorou para que os dois governadores se reunissem para discutir estes assuntos estratégicos para o desenvolvimento de rotas importantes da Serra Catarinense. Creio que, a partir de agora, depois de tantos anos de luta, as comunidades de São Joaquim (SC), Bom Jesus (RS) e arredores possam sonhar com a pavimentação das estradas que interligam os municípios, bem como a execução da nova ponte das Goiabeiras, sobre o Rio Pelotas. Aumenta assim, a pressão para que o Governo Federal assuma a responsabilidade.

Fotos: Julio Cavalheiro/Secom

Em Brasília, governadores entregam carta ao Presidente

O governador Carlos Moisés também participou na manhã desta quarta-feira, 8, em Brasília, de um encontro com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, David Alcolumbre, para discutir medidas de socorro financeiro aos Estados.

No café da manhã, que teve a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, foi entregue uma carta com seis pontos de reivindicação aos chefes do poder Executivo e Legislativo.

A proposta das lideranças estaduais é que a rediscussão do pacto federativo caminhe junto com a aprovação da reforma da previdência. O encontro teve a presença de 25 dos 27 governadores ou vices.

A carta

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Reforma na força

O Governo Federal enche a gente de dúvidas sobre a real necessidade da Reforma Previdenciária, nos moldes em que está propondo.

Digo isso, porque as negociatas com os deputados para que aprovem inundam os bastidores do Planalto.

Agora, a mesma barra está sendo forçada para os governadores. Assim, sem rodeios.

Num jogo claro de toma lá, dá cá, o ministro da articulação política do Palácio do Planalto, Carlos Marun, admitiu que o governo está condicionando a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal a governadores que apoiarem a reforma da Previdência.

O cálculo é simples: sem verbas em caixa para liberar emendas e convencer os parlamentares a aprovarem mudanças no regime previdenciário num ano eleitoral, o governo decidiu “comer pelas beiradas”: agrada os governadores e, estes sim, fazem o papel de convencer suas bancadas na Câmara a aprovarem o texto.

A proposta vai ao plenário em 19 de fevereiro. Por fim, se fosse muito boa, os parlamentares, acredito, votariam por entender que seria mesmo um grande benefício ao país e ao povo.

Raimundo lidera debate sobre a previdência

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, foi o porta-voz da reunião dos governadores do Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Alagoas e Rio Grande do Sul com o presidente Michel Temer, nesta quinta-feira, 6 de outubro, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Colombo relatou para os jornalistas o que foi tratado no encontro, que começou às 10h e terminou depois das 12h30.

“A situação da previdência, também nos estados, está se agravando muito e a nossa ideia é de colaboração, de trabalhar em conjunto com o Governo Federal e enfrentar esse problema, inclusive nos desgastes das decisões que precisam ser tomadas”, disse Colombo

Por fim, ficou agendada uma reunião com todos os 27 governadores na próxima quinta-feira, 13, para a construção de uma proposta para levar ao Congresso.

Brasília - Reunião presidente da República

Colombo ainda enfatiza que o modelo atual está errado e precisa ser corrigido e que a legislação é basicamente federal, por isso esse trabalho deverá ser feito em parceria com o Governo Federal, e destacou ainda a importância de não aumentar impostos.

Informações: Rafael Vieira de Araújo –  Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Vem aí a nova CPMF goela a baixo

Anos e anos de sangria aos cofres públicos seja através da infindável corrupção, seja pelos investimentos superfaturados e mal aplicados.

Sem contar a grave crise de gestão administrativa, numa incompetência sem limites.

Além disso, ao anunciar cortes em investimentos, pouco ou quase nada faz no que tange ao enxugamento da máquina pública. Não corta da própria carne para não perder apoio dos pares no Congresso.

Fácil mesmo é elevar a carga tributária e jogar a responsabilidade para o povo.

Criar uma CPMF que em nada vai contribuir para a melhoria da saúde, e sim, apenas para elevar os números da arrecadação.

Sem falar na compra do apoio dos governadores com a promessa de dividir o bolo do novo imposto com os estados.

Atrás disso tudo, ainda, com certeza vêm novos aumentos das tarifas e da gasolina.

Estamos todos à mercê do desgoverno. Pronto. Disse! Aliás, nada de novo.

Presidente Dilma Rousseff pede apoio dos governadores

A presidenta Dilma Rousseff, de qualquer forma fez bem ao convidar governadores para uma conversa ao pé do ouvido e dividir com eles os problemas econômicos do país.

reunião governdoresFoto: Ichiro Guerra / PR

O encontro foi nesta segunda-feira (30), em Brasília e reuniu 25 governadores e 10 ministros. Entre eles, o de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

No entendimento da Presidenta, os estados, em parceria, têm condições de retomar o crescimento da economia em forma de cooperação.

Assim, a presidente pediu união de forças para a reforma do ICMS, falou também do incentivo ao crescimento do crédito e consumo das famílias, com sustentabilidade, e citou o agronegócio brasileiro como outro setor de potencial expansão, levando em consideração o impacto do setor nas contas externas do país.

foto governadore e dilmaFoto: Jaqueline Noceti / Secom

Obviamente, na conversa, a Presidente alertou para o cuidado com as medidas legislativas que deverão ser votadas e que podem causar prejuízos para o país, estados e municípios e reforçou o pedido de parceria para que o Brasil possa vencer a crise.

É a preocupação que pode vir diretamente do Congresso.

A criminalidade também entrou na pauta. Tanto que ela propôs um pacto nacional pela redução de homicídios.

Sobre o primeiro debate entre candidato ao Governo

O Grupo RBS promoveu um debate regionalizado na última sexta-feira (11), e não gostou da ausência, mesmo que justificada, do governador e candidato à reeleição, Raimundo Colombo.

Debate 2014Primeiro debate entre os candidatos em 2014 (Foto: Diário Catarinense – Clicrbs)

Julgou ser equivocada a decisão de Raimundo ter ficado de fora do debate.

Apesar de ser o maior grupo de comunicação, é preciso observar que o debate esteve longe de ser aberto a toda a Santa Catarina, com transmissão apenas pela rádio CBN Diário e pela TVCOM.

Portanto, criticar a estratégia do não comparecimento do candidato, é uma posição igualmente equivocada do grupo, que não pode ditar as regras, e obrigar que todos cumpram com a participação nos debates.

Concordo que a não participação do candidato esvaziou o debate. Porém, faz parte do jogo.

Quando for, realmente aberto, Raimundo deverá comparecer, como também nos debates promovidos pelos demais veículos do Estado.