De um modo geral, em 2017, a política em nada acrescentou, especialmente, a nacional. A corrupção sem limites seguiu sacramentando a péssima imagem deixada por muitos nela envolvidos. Apesar de muitas revelações, o sentimento de que quase nada ou muito pouco, ainda foi descoberto. Há muito ainda a ser combatido. A esperança é de que em 2018, mais e mais nomes sejam revelados, sem que haja tanta “benevolência”, de quem faz a justiça suprema neste País.
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E agora Brasil?
O mundo político no Brasil estremeceu de vez, com a notícia de que o presidente Michel Temer (PMDB) acabou pedindo o silêncio de Eduardo Cunha (PMDB), a peso de ouro.
Com tantas notícias envolvendo políticos, com prisões e delações premiadas, não estava tão longe o acontecimento de fatos como estes revelados na noite desta quarta-feira (17).
Como vão explicar mais esta lambança que só engrossa esse mar de corrupção, não sei.
A verdade é que as provas parecem ser fortes. Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, gravou o presidente Michel Temer dando aval à compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha que está preso.
Agora resta aguardar pelos desdobramentos. A coisa ficou feia pelos lados do Planalto.
Nota à imprensa do Presidente
O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.
O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.
O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.
Justiça: não há mais impunidade
Em tempos de hoje, o sentimento é de que a Justiça está fazendo a parte dela. Falo em tempos de hoje, porque no passado recente, especialmente nos crimes de colarinho branco, imperava a impunidade. A Operação Lava-Jato que parece estar longe de terminar, tem mostrado o rigor que há muito esperávamos ver.
As inúmeras prisões de grandes políticos e empresários reforçam a esperança de que, num futuro breve, a corrupção irá diminuir, mas não terminar. Porém, sempre com a expectativa de que os envolvidos, cedo ou tarde serão descobertos.
OAB de Lages lança Nota Pública
Vivenciando e observando o cenário político nacional, a OAB LAGES instada a manifestar-se, reafirma seu apoio à sociedade civil, quando esta externa sua revolta.
Como uma entidade apartidária, nossa bandeira é a brasileira. Não estamos disputando nada, tampouco queremos que este ou aquele vença. O primordial interesse que deve ser atendido no momento é o clamor popular no combate à corrupção. E isto se faz com transparência e segurança jurídica nas ações institucionais, primordialmente daquelas que sustentam o Estado Democrático de Direito.
Neste do mês de março, vieram à tona diversos fatos anteriormente cogitados em tese, agora confirmados e corroborados, que estarreceram a sociedade brasileira. O trato institucional tem sido promovido com desdém, às escuras, sem qualquer precaução e sem pudor. O estado de coisas é resultado da insuportabilidade com os desmandos e descalabros perpetrados, desde a mais simples organização, até a representação mais imponente do Estado. A República está em risco!
Não obstante seja um momento conturbado, também é tempo de reflexão. Não nos cabe incitar o ódio e polarizar o País, ao contrário, precisamos visualizar as raízes da corrupção. Afinal é o povo que elege seus representantes e se eles estão agindo em desacordo, em última análise, a representação falha é resultado de uma decisão popular.
Neste ano temos eleições municipais, daí decorre a necessidade da reflexão proposta. É preciso entender efetivamente a importância do sufrágio, da escolha e da sua consequência.
Somos uma democracia jovem, porém, já é tempo de amadurecermos. O combate à corrupção começa dentro de nossas casas, com a educação familiar e nas ruas, através do respeito aos limites dos direitos alheios.
Mais que isso, é preciso arraigar culturalmente o combate à corrupção, para que a enxerguemos como um mal, que atinge negativamente na vida de todos indistintamente.
A OAB LAGES tem o dever corporativo, mas principalmente social, de trazer à baila esta importante questão reflexiva. O Estado é ente abstrato, as responsabilidades são erigidas pelas pessoas, por nós, sociedade. Portanto, somos responsáveis por fazer o estado de coisas mudar, temos a obrigação de tornarmos o cenário mais promissor. Mas, temos que fazer o ‘dever de casa’, o combate à corrupção é obrigação e deve ser compromisso de todos.
Att.
A Diretoria
PM esclarece números do manifesto em Lages
Embora não ache relevante seguir a discussão sobre o número de manifestantes em Lages no último domingo (13), destaco a preocupação do esclarecimento, de parte do 6º Batalhão de Polícia Militar, pois, inicialmente disse que não iria divulgar informações sobre o público no movimento.
Dada a polêmica levantada a partir da informação ser publicada no DC e dita no Jornal do Almoço, da RBS, de apenas 2 mil manifestantes, a questão ganhou corpo.

A explicação é de que a partir da contabilização logo no início do movimento, feita pelo pessoal do Helicóptero da PM e das câmeras de videomonitoramento, os dados foram enviados ao comando em Florianópolis. Sem a atualização, os números chegaram à imprensa errados.
De qualquer forma, com os números atualizados, a PM calculou que havia cerca de 10 mil pessoas.
Portanto, dados atualizados, assunto encerrado.
PSB Santa Catarina emite nota oficial
Diante de indícios claros de que a presidente da República cometeu crime de responsabilidade, o PSB de Santa Catarina se declara a favor da abertura do processo de impedimento de Dilma Rousseff.
A posição do partido foi tomada na tarde de segunda-feira (7), durante reunião de sua executiva estadual em Florianópolis.
A crise profunda que o Brasil atravessa é resultado de erros graves na condução da política econômica e da corrupção generalizada e escancarada dentro do governo federal.
Por isso, o PSB catarinense entende que, pelo bem do país, é urgente também o julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Dilma/Temer, suspeita de ter financiado sua campanha em 2014 com propinas do esquema de corrupção na Petrobras.
É importante haver celeridade ainda na investigação e no julgamento de ilícitos cometidos pelos presidentes da Câmara, do Senado e de outros parlamentares das duas Casas.
A posição do PSB de Santa Catarina será enviada ao PSB nacional.
Paulo Bornhausen- presidente estadual
MPSC lança ações e institui grupo anticorrupção
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou, na manhã desta sexta-feira (27/11), o Plano Geral de Atuação (PGA) para os próximos dois anos já com uma ação concreta para combater a corrupção.
O Procurador-Geral de Justiça, Sandro José Neis, instituiu o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), que dará suporte aos Promotores de Justiça e aos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECOs) na investigação e na produção de peças judiciais. O GEAC será composto por seis Promotores de Justiça.
O “Combate à Corrupção para Transformação Social” permeará nos anos de 2016 e 2017 todas as áreas de atuação da Instituição.
O MPSC passará a agir de forma mais sistêmica e não restringirá o combate à corrupção somente à área da moralidade administrativa.
Há projetos em todas as áreas de atuação: consumidor, meio ambiente, ordem tributária, cidadania, constitucionalidade, saúde e criminal.
Vem aí a nova CPMF goela a baixo
Anos e anos de sangria aos cofres públicos seja através da infindável corrupção, seja pelos investimentos superfaturados e mal aplicados.
Sem contar a grave crise de gestão administrativa, numa incompetência sem limites.
Além disso, ao anunciar cortes em investimentos, pouco ou quase nada faz no que tange ao enxugamento da máquina pública. Não corta da própria carne para não perder apoio dos pares no Congresso.
Fácil mesmo é elevar a carga tributária e jogar a responsabilidade para o povo.
Criar uma CPMF que em nada vai contribuir para a melhoria da saúde, e sim, apenas para elevar os números da arrecadação.
Sem falar na compra do apoio dos governadores com a promessa de dividir o bolo do novo imposto com os estados.
Atrás disso tudo, ainda, com certeza vêm novos aumentos das tarifas e da gasolina.
Estamos todos à mercê do desgoverno. Pronto. Disse! Aliás, nada de novo.





