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Moro em Lages há 23 anos, e em todo esse tempo atuando no jornalismo. Confesso que nunca vi uma gestão assim, tão complicada no Hospital Tereza Ramos. Obviamente, muitos problemas surgiram, mas sempre havia uma diretoria disposta a esclarecer tudo.
Pois bem. Neste governo atual, os diretores do HTR, mal são conhecidos. E mais. Proibidos de atender a imprensa ou se manifestarem na defesa da Instituição. Algo inexplicável. Tolher destes dirigentes o direito e a necessidade da comunicação com a comunidade, é ditatorial.
Por certo são bons profissionais e que, obviamente querem desenvolver um bom trabalho. No entanto, a forma condicionada a eles, não conseguem resistir às pressões.
Talvez por isso, ou por razões pessoais e profissionais, não permanecem no cargo. Aliás, é o que alega o diretor Félix Aidar, indicado pelo ex-secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, na exposição de motivos ao pedir exoneração da função de diretor do Hospital Tereza Ramos.
No breve comunicado aos funcionários, ele fala do desligamento, e agradece a oportunidade de ter estado em Lages, neste trabalho.
Também ressalta de que havia um combinado com o Helton, o ex-secretário, de que ficaria até a entrega da nova ala do HTR. “E isso foi feito, faltando apenas a instalação do oxigênio”, disse no comunicado.
Por fim, uma situação que beira ao constrangimento. O Governo precisa rever seus conceitos, e entender que um diretor, além de bom gestor, precisa estar aberto e interagindo com a comunidade, em qualquer situação. E não enclausurado-o ao ponto de poucos saberem até o próprio nome dele. Uma pena que as coisas andem dessa forma.



