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A partir da leitura do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que, inicialmente teve como objeto inicial as investigações sobre mortes ocorridas dentro do PA, tomaram outros rumos. E, ao final, diante dos problemas apontados, em especial a superlotação, as investigações foram avançando, e novos problemas identificados.

Entre as questões apontadas, a CPI do Pronto Socorro descobriu durante as investigações, que o Pronto Atendimento Tito Bianchini não teve, durante um longo período de tempo, controle de estoque em relação aos medicamentos de uso controlado.
Relata de que não havia um domínio do estoque do almoxarifado dos remédios da emergência municipal, e até mesmo o envolvimento de um médico que consumia, por vício, certo tipo de medicamento, desviando de forma suspeita, de dentro da Farmácia Básica.
Seja como for, a CPI se encerrou. Na leitura do relatório deixou bem claro de que não tem poderes de condenar, punir, e nem julgar.
No entanto, juntando estas três características, já dá o veredicto com a recomendação ao Prefeito Municipal, de que seja feita a imediata exoneração de Odila Maria Waldrich (Secretária de Saúde), Francine Formiga (Diretora de Atenção Básica) e Bruna Eliane Sviercowski (Gerente de Medicamentos), pelos procedimentos inadequados praticados,
Obviamente que as coisas não funcionam assim. Por certo, será aberto um processo administrativo para apuração de todos os fatos.
Contudo, o assunto acabou repercutindo, e nos meios de comunicação, com todo o tipo de opinião, inclusive, com suposições condenatórias, somente a partir dos dados apresentados pelo relatório da CPI.
Nota
Diante da repercussão, a Prefeitura de Lages emitiu uma nota na manhã desta quarta-feira (14), com o seguinte teor:
A administração do prefeito Antonio Ceron e do vice Juliano Polese tem feito grandes investimentos para melhorar cada vez mais a saúde pública de Lages, bem mais que o mínimo de 15% do orçamento do município exigido pela legislação brasileira. Destaque para ações como a humanização dos atendimentos mediante cursos específicos para os profissionais; o aumento da oferta de medicamentos na Farmácia Básica (em janeiro de 2017, quando a atual administração assumiu a Prefeitura, faltavam nada menos que 98 dos 133 itens da relação de remédios, e hoje o estoque está praticamente normalizado); a redução e até a eliminação da fila de espera por especialidades (oftalmologia, neurologia, angiologia, bucomaxilofacial, cardiologia, cirurgia cardiológica pediátrica, cirurgia ginecológica, cirurgia de quadril, cirurgia geral, mastologia, reumatologia, urologia, psiquiatria, proctologia, nefrologia, pneumologia, geriatria, otorrino, ortopedia, pediatria e nutrição); a disponibilização de exames de alta complexidade (só no mês de julho, por exemplo, foram quase quatro mil procedimentos, com investimentos de R$ 500 mil); a criação, devidamente aprovada pela Câmara de Vereadores, do cargo de direção do Pronto Atendimento Municipal para administrar as demandas do local; e a retomada das obras de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas, que em janeiro de 2017 estavam abandonadas com menos de 30% de execução e hoje estão concluídas e servindo plenamente à comunidade. Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara de Vereadores, o prefeito Antonio Ceron aguarda o recebimento oficial dos relatórios para tomar as medidas que considerar necessário.
Foto: Ascom Câmara de Vereadores de Lages



