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Passei em frente à Câmara de Vereadores na tarde desta terça-feira (28), a procura de um lugar para estacionar e acompanhar a audiência pública sobre o edital da Festa do Pinhão. Como dei voltas e não consegui, pensei melhor, e fui em busca de outros compromissos. Fiz bem.

Logicamente busquei informações de como tudo ocorreu. Primeiro não lamentei ter faltado. E em segundo, saber que tinha gente fazendo palanque em torno do nosso maior patrimônio turístico, sem ao menos medir as consequências de suas falas, é sinal de que há muita pobreza de pensamentos.
É sabido que a Prefeitura está se cercando de cuidados para de forma transparente, fazer o novo edital para a condução da Festa, para os próximos cinco anos.
Mesmo assim, há quem ache que a fórmula não é essa, e que o evento volte às origens, e que na verdade nem sabem explicar.

A Festa Nacional do Pinhão contempla todos os gostos do público. Só o fato de ter o maior festival nativista do Sul do Brasil já justifica a força da tradição. Os CTGs também estão dentro do evento. Afinal, o que mais precisa para que se valorize o que chamam de cultura gaúcha.
Há uma mescla de opções dentro da programação, que envolve todas as classes que apreciam os gostos musicais. Chega de tanta ladainha em torno das necessidades de que se amplie o tradicionalismo.
Reclamam de tudo, inclusive, do valor dos ingressos. Há noite de graça para ver de perto shows nacionais, e noites com preços variados para se ver três ou quatro atrações de alto nível.
Por fim, o modelo da Festa é este. Somente a iniciativa privada pode fazer. Se querem de volta os caldeirões de pinhão cozido na Praça João Costa, primeiro decretem o fim da Festa Nacional, e retornem então às “origens”.
(Fotos: Deise – Ascom Câmara de Vereadores)



