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Pouco mais de 50 mil votos separaram Gelson Merisio (PSD), do segundo colocado ao Governo de Santa Catarina, Comandante Moisés (PSL), neste primeiro turno.
Agora, para o segundo turno, novos encaminhamentos serão feitos. É uma nova eleição, com indicativos inesperados sobre quem apoia quem.
Imagino que o PSDB, o maior derrotado nestas eleições, justamente pela composição mal ajustada com o MDB, tem mais possibilidade de acertar com o PSD. Dos grandes, sobram ainda o MDB e o PT.
O certo é de que o Partido dos Trabalhadores jamais apoiará o candidato do PSL. Décio Lima, o quarto colocado somou mais de 400 mil votos, ou seja 12,78%. Um percentual considerável. Deverá liberar seus eleitores para votar como bem quiserem.
Porém, a grande fatia do eleitorado, e que poderá fazer a diferença, está abrigada no MDB e no próprio PSDB.
Há de se concordar que o Comandante Moisés (PSL) será um adversário mais complicado para Merisio. Ele navega a onda do candidato a Presidente, Jair Bolsonaro. Merisio, mas que também manifestou apoio a Bolsonaro leva o estigma da continuidade do Governo, embora SC tenha alcançado excelentes indicativos nacionais nos últimos anos.
Será uma eleição complexa para os dois nomes. A curiosidade é o fato de os dois candidatos, nas pesquisas, apresentavam índices de rejeição em 12%. E tem mais. Merisio conta com maior experiência de gestão.



