O Partido Social Democrático (PSD) não vive o melhor momento, principalmente após ter amargado a derrota nas eleições, quando teve nomes na majoritária, na condição de vice, com Eron Giordani, e no Senado, com Raimundo Colombo.

O resultado do recente pleito deixou a sigla numa condição apequenada. Baixas substanciais devem ocorrer. Cito, por exemplo, a do prefeito de Chapecó, João Rodrigues que não deverá permanecer no partido. João é um dos poucos que tem a sustentação forte, para almejar algo maior no futuro.
Quanto ao ex-governador Raimundo Colombo, os sucessivos insucessos eleitorais o colocam num patamar mais distanciado do atual momento político, e que, dificilmente poderá alcançar algo maior daqui para frente. São problemas oriundos em decisões internas, erradas, tomadas pelo mandante da Executiva.
Raimundo se submeteu ao que quis o então presidente Gelson Merísio, em outra ocasião, em que poderia ter sido aliado do MDB. Foi quando Jorginho Mello abraçou a oportunidade e foi eleito Senador. Desta vez, queria ser o indicado para concorrer ao governo, e Milton Hobus pensou diferente ao tratar da aliança com Gean Loureiro (UB), na formação da chapa para o Governo, forçando-o a ocupar a candidatura ao Senado.
Por fim, agora, a constrangedora situação vivida pelo prefeito de Lages, Antonio Ceron que ainda se encontra preso por suposto envolvimento em corrupção, em processo desencadeado na Operação Mensageiro. Ceron já foi presidente da Executiva Estadual e é um forte nome da sigla, por governar uma das maiores cidades de Santa Catarina.




Dizia o ex-vereador de Lages Jacinto Bet de que na política só não viu “boi voando”, de resto, tudo. Portanto, o caminho trilhado pelo ex-deputado Gelson Merisio, o coloca numa posição de julgamento perante o eleitor catarinense.




