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Foge à compreensão, atitudes como as que aconteceram em Joinville, entre torcedores do Atlético Paranaense e Vasco da Gama, na última rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Imaginar que o esporte foi criado, e tem como objetivo, a integração, a confraternização, lazer e entretenimento.
No entanto, há medo nos estádios. Precisa de segurança reforçada, para impedir a sandice, o fanatismo de torcedores que perdem o controle, até sem saber em nome de que?
Muitos são jovens de família, trabalhadores, pais, filhos, mas, que na hora em que cruzam com torcedores do ouro time, e perdem a razão por completo, e nem se dão conta que dentro da camisa do “adversário”, está outro jovem com as mesmas condições de vida.
Ir ao Estádio de Futebol, antes de mais nada, exige cuidado. O perigo da agressão ronda por todos os lados.
E por que? Ajuda em alguma coisa? Muda algum fator? Nada. Ignorante por completo aquele que vai ao Estádio e vê o torcedor adversário como inimigo.
Afinal, como qualquer outro, independente de time que torce, ele só quer o mesmo, vibrar com os gols, e depois, voltar para casa, e retomar a rotina.
Entendo ainda, que ilegal ou não, a presença de policiais em Estádios, é fundamental. Não estar presente, é o mesmo que aceitar e deixar que atos como estes, em Joinville, possam acontecer, sempre.
Qualquer nota à imprensa que justifique a ausência de policiais dentro do Estádio, não tem força de justificativa. Assim penso.
Nota da PM/SC
A Polícia Militar de Santa Catarina informa que aproximadamente 180 policiais militares foram empregados para dar continuidade ao jogo entre Atlético-PR e Vasco, neste domingo, Arena Joinville, no Norte do Estado, após briga entre torcedores dos dois times.
Conforme o Coronel Nazareno Marcineiro, Comandante Geral da PMSC, a Corporação esteve presente na parte externa do estádio durante o evento, atendendo à uma Ação Civil Pública, por parte do Ministério Público, que propôs que o Poder Judiciário proíba a participação de policiais militares em atividades que fujam da competência constitucional da Corporação.
Segundo o Ministério Público, é ilegal a destinação de agentes públicos para a proteção do trio de arbitragem e de bens e instalações, por exemplo.
Ainda sobre os atos de violência no jogo, a Polícia Militar de Santa Catarina informa que, para a segurança do evento, foram destinados 113 policiais militares que compunham equipes de policiamento ostensivo à pé, de trânsito, montado, de resgate médico, motocicletas e aéreo.
Dentre esses policiais militares, encontrava-se um efetivo composto pelas Guarnições de Policiamento Tático, inclusive com reforço de cidades vizinhas, pronto para atuar em caso de conflito. Essa atuação deu-se justamente quando começaram os atos de violência entre os torcedores. A Polícia agiu rapidamente para evitar mais danos, inclusive com o resgate aéreo de feridos. A Corporação também informa que torcedores foram detidos.



