Duas renúncias importantes devem mexer com o cenário político de Santa Catarina nas próximas semanas: a do prefeito de Chapecó e a do prefeito de Joinville. Ambas estão diretamente ligadas às articulações para as eleições de 2026.
Chapecó – renúncia em 21 de março

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), confirmou que deixará o cargo no dia 21 de março. A saída ocorre para que ele possa se dedicar à pré-candidatura ao Governo de Santa Catarina nas eleições deste ano.
Com a renúncia, quem assume a prefeitura é o vice-prefeito Valmor Scolari, também do PSD. Ele passa a comandar o município até o fim do mandato atual.
A saída de João Rodrigues marca o início formal da sua campanha estadual e tende a reorganizar o campo da direita catarinense, já que ele pretende disputar espaço com o atual governador.
Joinville – renúncia em 2 de abril

Já em Joinville, o prefeito Adriano Silva (Novo) anunciou que renunciará no dia 2 de abril, durante um evento político na cidade.
Ele deixará a prefeitura para disputar as eleições estaduais como pré-candidato a vice-governador na chapa do governador Jorginho Mello (PL).
Com a saída de Adriano, quem assume definitivamente a prefeitura é a vice-prefeita Rejane Gambin, do mesmo partido. Ela se tornará a primeira mulher a governar Joinville, a maior cidade de Santa Catarina.
Prazo legal
Pela legislação eleitoral brasileira, prefeitos que pretendem disputar cargos diferentes (como governador ou vice) precisam deixar o cargo até seis meses antes da eleição, o que coloca o prazo final em 4 de abril de 2026. Por isso, as duas renúncias ocorrem poucos dias antes desse limite.
















