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Nesta segunda-feira (18), assumiu na Procuradoria-Geral da República, Raquel Dodge. Justamente num momento de divisão da principal instituição responsável por investigar a corrupção da cúpula política do Brasil.
O curioso é que a posse foi testemunhada por dezenas de parlamentares com envolvimento na Lava Jato, e pelo presidente e investigado Michel Temer (PMDB).
Seu primeiro desafio será tentar unificar os procuradores e blindar sua equipe da influência de Janot, de quem ela é adversária política.
Michel Temer e Raquel Dodge, na posse dela na PGR. (Foto: EVARISTO SA AFP)
Só o que a gente não entende, aqui, de longe, como o presidente e a procuradora aparecem de mãos dadas. Bem, quero apenas acreditar de que foi um gesto de cumprimento formal.
Há quem diga que ela até poderia abrir uma apuração interna para apurar a conduta de seu antecessor, no final do mandato apresentou duas denúncias criminais contra o presidente Temer.
Outros dizem que ela nada fará contra o Presidente, porque o Congresso vai se encarregar de inocentá-lo de mais estas acusações, assim como já fez, em outra ocasião. Já estaria tudo “ajustado” na Câmara dos Deputados.



