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Creio que seria importante analisar o verdadeiro foco no que tange à diminuição do número de vereadores, em Lages.
Enquanto somos obrigados a ouvir discussões vazias a respeito da diminuição do número de vereadores, não ouço ninguém propondo, por exemplo, o fim do recesso de meio do ano e a diminuição das férias de fim de ano.
Por falar nisso, em Lages os períodos de recesso já foram bem maiores. Atualmente, no meio do ano, em julho são 10 dias, e já foram 30. No entanto, têm municípios brasileiros que extinguiram esse recesso de meio do ano.
Algo que poderia ser feito em Lages, também. No fim de ano, o recesso começa em meados do dia 15 de dezembro e os trabalhos são retomados no início de fevereiro do ano seguinte.
São, portanto, em média 45 dias de férias, enquanto que um trabalhador comum tem 30 dias. Durante o ano, são duas Sessões Ordinárias por semana, a partir das 18 horas, com duração média de 2 horas cada.
No restante do período e da semana, a alegação é de que os vereadores fecham os demais dias atuando junto às comunidades e nos gabinetes.
Seguramente, de trabalho realmente efetivo, imagino na semana, em média 10 a 15 horas, por vereador, não mais que isso, com raras exceções.
Um trabalhador comum, não faz menos de 40 horas por semana. Sem contar com a disparidade salarial se comparada com a dos vereadores.
Por fim, a redução pura e simples do número de vereadores é conversa jogada fora. O que precisa mesmo reduzir é o repasse do município ao Legislativo, o duodécimo. Este é o ponto que realmente precisa ser debatido. É o que penso!



